Competições de Esports em Portugal

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Cabeçalho modalidadesAinda há pouco tempo aqui escrevi sobre os clubes e os esports. A forma como estes vão abrindo os seus horizontes para o mundo dos esports, procurando cativar as equipas e sobretudo as audiências não passa despercebida. Há pouco tempo atrás, os Dallas Cowboys, uma conhecida equipa de futebol americano, adquiriram os Complexity Gaming, uma equipa de esports com representação em Gwent, Counter-Strike: Global Offensive, Dota 2 e Hearthstone. As razões que levam uma equipa bem sucedida de futebol americano, com mais de 9 milhões de seguidores nas redes sociais a adquirirem uma equipa de esports? Planear para o futuro.

E o futuro passa – ou prevê-se que passe – por uma coexistência entre os desportos convencionais e os electrónicos. Considerando o mercado interessante e um bom investimento, os Dallas Cowboys optaram por aproveitar uma equipa já com sinergias criadas, com uma base de fãs, para engrossar as fileiras da sua própria comunidade e, mais que isso, para singrar noutros mercados.

Decorreu há alguns dias uma mostra desses novos mercados, o Lisboa Games Week. O festival – o maior de videojogos em solo nacional – promove várias competições de esports além de toda a mostra dedicada aos videojogos em geral, desde os últimos blockbusters às produções independentes, desde as poderosas internacionais ao mais pequeno one-man-studio nacional. Desta feita, a Federação Portuguesa de Futebol marcou presença por lá, promovendo uma competição de esports. Quase um terço da área total do evento esteve alocada a esports, com jogos como FIFA a ombrearem com Counter-Strike: Global Offensive ou League of Legends. É um palco privilegiado, num evento com 55 mil pessoas. E não há sinal mais óbvio do interesse destas nos esports do que ver, torneio após torneio, as plateias cheias de espectadores a acotovelar-se por um lugar que lhes garantisse a melhor visão sobre o palco e a acção.

Fonte: K1ck.com
Fonte: K1ck.com

Também no Lisboa Games Week foi feito o anúncio daquele que tem tudo para ser um marco nas competições e no mundo dos esports em solo nacional. O Moche XL esports coloca para já um pote de 100 mil euros em disputa no palco do Altice Arena já em 2018. É certo que este valor será para dividir por várias competições – por enquanto foram avançadas competições de League of Legends, Counter-Strike: Global Offensive, FIFA 18 e Clash Royale, devendo juntar-se-lhes mais brevemente. De notar que, além de este ser já um valor recorde para eventos em Portugal, há ainda a hipótese de ver este valor ser incrementado, caso surjam novos apoios. E todo o mercado nacional terá bastante a ganhar com isso, se o objectivo é o crescimento.

Ricardo Mota
Ricardo Motahttp://www.bolanarede.pt
Desde há muito tempo ligado ao mundo dos videojogos, Ricardo Mota é Professor de criação de videojogos no Instituto Politécnico da Maia. Escreve sobre videojogos e desportos electrónicos para o Rubber Chicken, a RTP Arena e o Observador e traz agora para o Bola na Rede os primeiros passos sobre os esports. Organiza o projecto Indie Dome, na Lisboa Games Week, e trabalha como Relações Públicas e Gestor de Comunidades na Bigmoon Studios.                                                                                                                                                 O Ricardo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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