Aaah! Aquilo que se joga com cães!

- Advertisement -

cab frisbee

Bom, para surpresa de alguns, é com contentamento que dou início a este novo espaço do Bola na Rede sobre desportos de disco ou, abreviando, Frisbee.

“Se não podes vencê-los, junta-te a eles”: foi mais ou menos assim que começou a minha relação com os discos. Passados dois anos (não propriamente a tentar vencê-los), acabei por me render a este desporto, de há uns meses para cá. Devido a problemas de saúde não posso praticar, o que faz com que a minha relação com o Frisbee passe por assistir a jogos, atirar uns discos de vez em quando e apoiar os amigos que jogam.

O desporto galvaniza as pessoas; seja qual for aquele de que mais gostamos, faz-nos vibrar, cria paixões, causa tristezas e desilusões. Às tantas faz parte de nós. No que toca a desporto, só o futebol e o Sporting me causam mais emoções do que o Frisbee. Não sei por que razão gosto tanto. Talvez seja por ter muitos amigos que jogam, pelos layouts ou simplesmente pelo espírito que este desporto transpira. Mas afinal, de que é que trata este desporto?

São muitos os desportos de disco: Double Disc Court, Guts, Discathon, Freestyle, Disc Golf, Ultimate, Beach Ultimate, entre outros. Nos meus artigos irei abordar em grande parte o Ultimate de Praia e, ocasionalmente, as outras modalidades.

Taça Ibérica 2013, em Guimarães / Foto tirada por Jabito Bito
Taça Ibérica 2013, em Guimarães
Foto tirada por Jabito Bito

“Isso joga-se com cães?” É uma das questões mais frequentes que ouço quando pergunto a alguém se conhece Ultimate Frisbee. Normalmente, já estou à espera de uma resposta deste género. São poucas as pessoas que conhecem desportos de disco, sobretudo em Portugal, onde estes se encontram muito pouco desenvolvidos. Por cá estamos apenas habituados a ver frisbees, ainda que raramente, na praia ou nos parques, onde os cães correm para os apanhar.

“Então estão só ali a passar o disco entre eles…e depois quem é que ganha?”

Esta é a pergunta que se segue, à qual eu respondo que se trata de um desporto misto de equipas e que, basicamente, ganha quem marcar mais pontos num certo período de tempo.

Já com curiosidade em saber mais sobre este desporto, perguntam-me se existe em Portugal.

Existe em Portugal já há uns anos e hoje há um Campeonato Nacional de Praia que conta com sete equipas: a Beach Ultimate Frisbee Algarve, em Portimão, os Vira-o-Disco em Palmela, os Diz-Cu e os Gung-Oh em Lisboa, os Leiria Flying Objects, os Gambozinos em Aveiro, a Disco Partizani em Coimbra e, na cidade invicta, a mais recente equipa, Porto Ultimate Frisbee. Embora também possa ser praticado na relva, Portugal aposta mais no Ultimate de Praia.

No entanto, as competições não se resumem ao Campeonato Nacional de Praia: também há o Campeonato Nacional de Relva, o Campeonato Nacional de Indoor ou a Taça Ibérica de Ultimate Frisbee, que se realizou no passado mês de Outubro, tendo saído vencedora a equipa HotPepers, uma equipa pick-up, ou seja, criada com vários elementos que se juntaram para este torneio e não uma equipa que joga habitualmente. A praia do Meco é palco do melhor torneio HAT de Ultimate de Praia do mundo, o torneio “Bar do Peixe”, que se realiza em Junho e conta já com 17 edições. Outro torneio HAT, mas mais recente do que o de Sesimbra, é o Silver Coast, em Aveiro.

Silver Coast Hat 2013, Praia do Areão, Aveiro / Foto tirada por Filipe Tavares
Silver Coast Hat 2013, Praia do Areão, Aveiro
Foto tirada por Filipe Tavares

Passando os olhos pelas regras…

O Ultimate de Praia requer um campo de 75 por 25 metros no qual existem duas endzones (como no Futebol Americano) com 15 metros de comprimento, onde os pontos são marcados. Cada equipa tem cinco jogadores, rapazes e raparigas, que não podem correr com o disco na mão, apenas o podem passar entre a sua equipa. Quando o disco cai no chão há um turnover, ou seja, a posse do disco passa para a equipa contrária e os papéis invertem-se: quem estava a atacar passa a defender e vice-versa. Em relação ao Ultimate (na relva), que se reflecte num jogo mais rápido, as medidas do campo e o número de jogadores variam um pouco, mas, de uma forma geral, as regras são as mesmas.

Uma coisa é certa: em ambos não há árbitro, quem toma as decisões dentro de jogo são os próprios jogadores.

Não é Frisball, como alguns dizem! Neste caso não há bola nem rede, mas sim um disco e muito fair-play!

Subscreve!

Artigos Populares

As 5 fortalezas do Estrela da Amadora num início de época a roçar a perfeição

O Estrela da Amadora, que voltou a carimbar a manutenção nas últimas jornadas da última época, está a ser uma das sensações do arranque de época.

Pepa responde ao Bola na Rede: «Os jogadores sentem-se mais realizados e mais felizes dentro de campo a fazer aquilo que gostam e aquilo...

Pepa analisou a vitória do Estrela da Amadora sobre o Braga. O técnico respondeu a uma questão do Bola na Rede.

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «Aproximar da baliza contrária é sempre o mais difícil no futebol e hoje custou-nos um bocadinho mais»

Carlos Vicens analisou a derrota do Braga diante do Estrela da Amadora. O técnico respondeu a uma questão do Bola na Rede.

Ivan Baptista projeta estreia do Benfica na Primeira Liga Feminina: «Queremos iniciar da melhor maneira»

Ivan Baptista realizou a antevisão ao jogo entre Benfica e Racing Power, num jogo a contar para a primeira jornada da Primeira Liga Feminina.

PUB

Mais Artigos Populares

Sérgio Conceição rendido a jogador do FC Porto: «A prova da minha insistência é que ainda hoje está no FC Porto e é útil...

Sérgio Conceição deixou elogios a Zaidu Sanusi. O lateral esquerdo e o treinador trabalharam juntos no FC Porto.

Surpresa: GD Chaves contrata Néstor Araujo, internacional pelo México

Néstor Araujo foi anunciado no GD Chaves. O defesa-central chega a custo zero, depois de terminar contrato com o Club América.

Zé Carlos confirmado como reforço do Rio Ave

Zé Carlos foi anunciado no Rio Ave. O lateral-direito estava livre no mercado e assinou um contrato válido por duas temporadas.