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Taça de Inglaterra: Manchester City dá 10 e Marco Silva segue em frente

Ricardo João Lopes · 1 min

Antoine Semenyo Manchester City
Foto: Manchester City

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O Manchester City recebeu e venceu o Exeter por 10 bolas a uma, num encontro válido pelos 32avos de final da Taça de Inglaterra.

O Manchester City aplicou uma goleada das antigas ao Exeter, ao vencer o emblema da League One por 10-1. Max Alleyne abriu o marcador aos 12′, com Rodri a aumentar a vantagem, aos 24′. Antes do intervalo, dois autogolos que colocaram o marcador em 4-0: Doyle-Hayes (42′) e Fitzwater (45+2′).

Rico Lewis marcou o 5-0, aos 49′, e Antoine Semenyo estrou-se a marcar pela sua nova equipa, aos 54′. O 7-0 foi da autoria de Tijjani Reijnders, aos 71′, e aos 78′ foi a vez de Nico O’Reilly balançar as redes. Ryan McAidoo fez mais um golo, aos 89′. George Birch reduziu, aos 90′.

Rico Lewis selou as contas da partida, aos 90+1′. Bernardo Silva foi suplente utilizado, enquanto que Matheus Nunes não saiu do banco de suplentes.

Também durante este sábado o Fulham de Marco Silva conseguiu o apuramento, depois de vencer o Middlesbrough por 3-1. Nota para a eliminação do Crystal Palace aos pés do Macclesfield. Eis os resultados do dia:

  • Cheltenham 0-2 Leicester City
  • Everton 1-1 Sunderland (Sunderland venceu nas grandes penalidades)
  • Macclesfield 2-1 Crystal Palace
  • Wolverhampton 6-1 Shrewsbury
  • Boreham Wood 0-5 Burton
  • Burnley 5-1 Millwall
  • Doncaster 2-3 Southampton
  • Ipswich 2-1 Blackpool
  • Manchester City 10-1 Exeter
  • Sheffield Wednesday 0-2 Brentford
  • Stoke City 1-0 Coventry City
  • Newcastle 3-3 Bournemouth (Newcastle venceu nas grandes penalidades)

Ricardo João Lopes

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Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
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