Portugal 5-4 Espanha (GP): Portugal conquista Mundialito na despedida de Alan

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No encontro de todas as decisões da 22.º edição do Mundialito de Futebol de Praia, que este ano se realizou pela primeira vez na Costa da Caparica, Portugal necessitou de recorrer aos penaltis para garantir a conquista do Mundialito pela 6.ª ocasião, numa partida que ficou marcada pela despedida de Alan da seleção nacional. No outro jogo da prova, o Japão goleou o México por 6-2, terminando a competição no terceiro lugar.

O jogo teve um inicio morno, contrastando com o calor que se fazia sentir na Costa da Caparica, sem que nenhuma das equipas tivesse conseguido criar grandes chances de golo. Com o principal destaque a ir para um pontapé de bicicleta de António.

Com o andamento do relógio, a Espanha passou a ser o conjunto com mais tempo de posse de bola, mas a mesma era pouco efetiva. Portugal, ao contrário daquilo que havia feito nas duas primeiras jornadas do Mundialito, para além de quase não ter a bola em seu poder, não conseguia construir jogadas de golo. A única exceção foi uma bicicleta de Madjer, a cerca de três minutos de meio da pausa, que foi à figura de Dona.

Nos últimos cento e vinte segundos do período inicial, Portugal começou a equilibrar os pratos da balança, tendo o esférico mais tempo em sua posse, mas não era nada fácil entrar na defensiva espanhola. Von, de bicicleta, e Alan, através de uma iniciativa individual, foram os únicos a conseguir aquecer, ainda mais, as luvas de Dona.

A instantes do intervalo, a Espanha esteve prestes a inaugurar o marcador, mas Andrade, com uma grande defesa, e Llorenç, com um enorme desperdício, impediram movimentações no marcador.

Terminado o primeiro período, Portugal e Espanha empatavam a 0-0. Resultado concordante com o que havia ocorrido nos doze minutos iniciais, onde foram raras as oportunidades de golo.

Logo nos primeiros instantes da segunda parte, Coimbra rematou de longe, tentando surpreender, e ficou muito perto do golo, pois, remate foi “direitinho” à barra da baliza de Dona.

Portugal estava melhor, mas a máquina ofensiva parecia estar com areia espanhola na engrenagem, por isso, os jogadores nacionais iam começando a apostar, por algumas vezes, em remates de meia distância, mas sem qualquer tipo de sucesso.

A meio da segunda metade, a seleção portuguesa ficou a milímetros do golo, mas Alan não conseguiu dar o melhor seguimento a um passe de Von. Pouco depois, Llorenç dispôs de muito espaço, mas o remate, apesar de forte, saiu à figura de Andrade.

Praticamente com três minutos para se jogar até uma nova pausa, Portugal beneficiou de um livre direto em excelente posição. O remate de Bê Martins ainda sofreu um desvio na areia, mas Dona conseguiu tocar no esférico com a sua mão esquerda e defender para canto. Minutos depois, foi a vez de Andrade tentar a sua sorte, mas o guardião espanhol voltou a impedir a abertura do marcador.

Chegado o final do segundo período, o resultado continuava sem quaisquer modificações. Portugal esteve melhor, mas faltava criar reais chances de golo com maior frequência.

Alan estreou-se nos Mundialitos em 1998 e terminou a sua carreira na seleção nacional hoje, vinte anos mais tarde
Fonte: Beach Soccer Photo Archive

No terceiro período, Portugal voltou a começar melhor e após uma oportunidade de Coimbra nos primeiros segundos, pouco depois, Bê Martins sofreu uma falta de Antonio para grande penalidade. Bê Martins, com uma grande chance de abrir o ativo, disparou para o centro da baliza espanhola e fez o 1-0. Volvido um minuto e meio, Antonio teve uma grande ocasião para se redimir, mas Coimbra colocou-se à frente da bola, bloqueando um remete que levava selo de golo. Logo a seguir, Jordan aproveitou um mau atraso de Llorenç e acabou por ser travado em falta Dona que viu um cartão vermelho direto. Jordan, com possibilidade de fazer o segundo, não desperdiçou e rematou cruzado para o fundo das redes. No retomar do jogo, a Espanha reduziu por intermédio de Eduard Molin.

Diogo Nunes
Diogo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Adepto ferrenho do Benfica, o Diogo deixou de sofrer golos nos rinques de Hóquei em Patins, a sua modalidade de eleição, para passar a descrevê-los em artigos.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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