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Portugal 5–5 Espanha (2-1 GP): Olá, Paraguai!

João Pedro Barbosa · 6 min

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Depois da derrota contra a Itália, Portugal viu a oportunidade de se apurar diretamente para o Mundial, desvanecer-se. Restava apenas uma solução à seleção das “Quinas” para estar ainda este ano no Paraguai: vencer o play-off. A Espanha foi a sorte que calhou aos comandados de Mário Narciso. Um duelo ibérico que tinha de terminar com vitória portuguesa para estar no Mundial e assim foi. Portugal disse presente e ganhou o último bilhete para ir para o Paraguai.

ENTRADA PORTUGUESA EM FALSO

Portugal até começou bem no jogo, mas foram os espanhóis que entraram a vencer. Uma falta de Leo Martins, que levou amarelo, à entrada da área permitiu uma falta à Espanha que mais parecia um penalti. Na conversão da falta, Chiky não desperdiçou e meteu os espanhóis a vencerem por 0-1 com ainda sete minutos por jogar no primeiro período.

E não tardou para que o segundo golo espanhol viesse. Pouco depois, foi Cintas a aproveitar um pontapé de bicicleta do seu colega Llorenç e teve apenas que encostar para o fundo da baliza. Portugal perdia agora por dois golos e se a situação não estava boa piorou com este golo.

A faltar 3.20 para o fim do primeiro período, Portugal reagiu aos golos sofridos. Enquanto os espanhóis se queixavam de uma falta a meio campo Ricardinho seguiu com a bola. O número 13 português seguiu jogo e passou para Leo Martins que fuzilou a baliza adversária. Portugal fazia o 1-2 e procurava empatar a partida.

A areia parecia estar muito mais agradável do que realmente jogar, visto que os jogadores passavam mais tempo no chão. Até ao final deste período pouco mais aconteceu com a posse de bola a estar muito dividida e o resultado o mesmo: 1-2 para Espanha.

MUITAS OPORTUNIDADES, POUCA FINALIZAÇÃO

Portugal continuava muito ativo no jogo e com diversos remates à baliza de Dona, mas o problema é que não iam enquadrados com a mesma. Assim a tarefa de empatar o jogo tornava-se muito complicada. Já os espanhóis iam aproveitando os erros portugueses e muito bem.

Com o cronómetro a contar 07.46 do segundo período, uma má saída para o ataque da seleção e Belchior acabou por fazer falta. O dez português não se escapou do amarelo. Mais um livre que se assemelhava a um penalti novamente, porém, a sorte foi que Suarez não teve a sua pontaria afinada.

Espanha esteve sempre em vantagem no marcador, mas o terceiro período foi de loucos
Fonte: Nazare Beach Events

Portugal ia falhando oportunidades atrás de oportunidades para conseguir empatar a partida. Os espanhóis até faziam faltas que nos davam a possibilidade de livres perigosos, mas a pontaria portuguesa deixava muito a desejar.

A faltar 4 minutos para o final, Portugal não sofreu o terceiro por sorte… Por causa da areia, da má finalização e da pressão de Madjer. Após uma grande jogada espanhola, Pedro Garcia não conseguiu fazer o mais fácil e a bola ficou enrolada na areia. Elinton Andrade apanhou o esférico na linha, salvando a seleção nacional.

Se Portugal não aproveitava, os espanhóis conseguiam criar perigo de toda a maneira e feitio. O guarda-redes Dona subiu no terreno (lance habitual no Futebol Praia), rematou e mandou a bola ao bico direito da baliza portuguesa.

Pouco depois, foi Elinton Andrade a estar em destaque ao defender duas vezes e a negar o terceiro golo, outra vez. Portugal acabava o segundo período ainda a perder pelos mesmos 1-2 do que no primeiro. A seleção das “Quinas” teria de fazer muito mais se queria chegar ao Mundial no Paraguai.

EMOÇÃO GUARDADA PARA O FIM

Portugal não marcou e já sabem… Quem não marca? Sofre! E a falta 08.59 para o final da partida surgiu um grande golo de Suaréz. Um grande golo de pontapé de bicicleta com pouco ângulo a complicar, e muito, as contas dos portugueses para irem ao Mundial do Paraguai. Tentou fazer o mesmo no primeiro período, mas agora conseguiu mesmo.

A resposta portuguesa surgiu aos 07.23 do fim. Leo Martins a aventurar-se com um remate do meio campo e a ter sorte. O número 11 a marcar novamente no jogo. Teve alguma sorte com um ressalto na areia, mas a bola estava lá dentro. Estava reduzida a vantagem para apenas um golo novamente.

E quem diria? Foi preciso criticar para surgir logo o empate na partida. Após um livre de Leo Martins a bola entrou onde tinha de entrar: na baliza espanhola. Um remate junto ao chão que entrou no canto inferior da baliza espanhola. Estava feito o empate que iria durar muito pouco.

Portugal ainda estava a festejar a igualdade e já estava a sofrer novamente um golo. Infelicidade no golo visto que a bola sofre um desvio no jogador português após remate de Javi Torres. A seleção das “Quinas” voltava a estar a inferioridade por 3-4.

A emoção estava mesmo guardada para o último período. Grande jogada de Leo Martins a passar por metade da equipa espanhola e depois rematou fraco, mas João Gonçalves aproveitou bem. “Von” como é conhecido no mundo do Futebol Praia passou por Dona e marcou o golo da igualdade a quatro.

Portugal sofreu muito defensivamente com sucessivos pontapés de bicicleta por parte dos espanhóis
Fonte: Nazare Beach Events

Se Portugal tanto ofereceu livres perigosos que pareciam penaltis, agora, foi a vez dos espanhóis. A faltar 01.21 era o momento ideal para terminar com o jogo, mas Madjer conseguiu falhar este golo. Não estava mesmo nos seus dias o capitão português. Final do terceiro período com um empate a quatro e a partida ia para prolongamento.

ATÉ AO FIM… E DEU PORTUGAL

Pontapé de saída do prolongamento para a Espanha e logo com um golaço de Suaréz. Os espanhóis entravam com a força toda para estes três minutos e Portugal a dormir. Estava feito o 4-5 para “La Roja”. Mas a vantagem também durou por pouco.

Rui Coimbra a aproveitar uma assistência de Leo Martins e com um pequeno toque a introduzir a bola na baliza de Dona. Estava feita de novo a igualdade no marcador, mas desta vez com cinco golos. Pareceu que o guarda-redes espanhol não estava de todo à espera deste remate do número dois português.

O prolongamento não decidiu o vencedor e tivemos mesmo grandes penalidades para descobrir quem seria. E os penaltis sorriram a Portugal! Para os portugueses marcaram Madjer e André Lourenço. E para Espanha apenas marcou Suaréz, porque Elinton Andrade este em grande e defendeu dois penaltis.

Portugal conseguiu desta forma estar presente na fase final do Mundial de Futebol Praia, que se vai realizar no Paraguai. Foi preciso sofrer até à última e foi mesmo necessário os penaltis. Parabéns à seleção portuguesa por mais uma presença numa fase final de um Mundial!

CINCOS INICIAIS:

Portugal – Elinton Andrade (GR), André Lourenço, Bruno Torres, Madjer e João Gonçalves “Von”

Espanha – Dona (GR), António Hernandez, Cintas, Llorenç, Javi Torres

A FIGURA

Fonte: FPF

Leo Martins – Se Portugal está na fase final do Mundial no Paraguai muito se deve a ele. Manteve a equipa ligada às máquinas quando mais precisava. Marcou golos decisivios e ainda ajudou os seus colegas a marcar, fazendo assistências para golo. Mas que jogo! Só temos que agradecer por ter um jogador com esta qualidade a jogar pela nossa seleção.

O FORA DE JOGO

Fonte: Nazaré Beach Events

Madjer – Nem sempre estamos nos melhores dias e por vezes erramos. Sim! Os melhores também falham. E, hoje, não foi, sem dúvida, o dia do capitão português. Muitas oportunidades falhadas em frente à baliza e uma muito importante quase a terminar o terceiro período. Notava-se muito o seu cansaço. Dias melhores virão e esperemos que seja já no Mundial do Paraguai!

Foto de Capa: Beach Soccer Worldwide

artigo revisto por: Ana Ferreira

João Pedro Barbosa

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