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Depois das entradas com o pé direito na primeira jornada do Mundial, Brasil e Portugal marcaram encontro para o segundo jogo do Grupo D num grande jogo em perspetiva. Talvez, possamos dizer que este foi, definitivamente, uma final antecipada por toda a importância que as duas seleções têm no panorama da modalidade.

COMEÇAR LOGO… A PERDER E RESPOSTA AINDA MELHOR!

Mal começou o jogo e os avisos brasileiros passaram rapidamente a um golo. De um canto marcado por Datinha apareceu Mauricinho, que fez o primeiro golo da partida. Era o 1-0 a favor do Brasil e não podia ter começado pior o jogo para a equipa portuguesa, que iniciou quase o jogo a perder contra o Brasil. Uma entrada muito má por parte da seleção das quinas e a canarinha tinha entrado a todo o gás.

Portugal pouco a pouco ia reagindo e, a 4.48 de terminar o 1.º período, foi Von a criar muito perigo na baliza do Brasil. Um pontapé de bicicleta que embateu com estrondo na barra da baliza defendida de Mao, que, certamente, teve calafrios, pois estaria completamente batido e haveria golo português.

Mas exatamente um minuto depois houve mesmo golo luso. Primeiro, houve falta de Datinha por mão na bola e foi Jordan Santos, o melhor do mundo, que ficou de marcar o livre e não vacilou. Um grande remate por parte do número cinco português que empatou tudo de novo, mas agora a um golo. A seleção das quinas demorou a estabilizar o seu jogo,

Se começou mal o período, Portugal não se pode queixar de como terminou. A faltar 6 segundos para terminar o 1.º período, houve o segundo golo da seleção portuguesa e a primeira reviravolta no marcador. O início da jogada é meio golo com Léo Martins a fazer uma simulação que tirou completamente o jogador brasileiro da jogada e depois cruzou a bola para o meio onde apareceu Rui Coimbra para encostar. Era o 1-2 a favor de Portugal para terminar bem o período.

SEGUNDO PERÍODO FULMINANTE DO BRASIL, MAS SEM FUGIR MUITO

Se terminou bem a seleção portuguesa no período anterior, não se pode falar do mesmo quando ao início do segundo… Foi uma entrada que não devia ter acontecido, mas aconteceu. Logo na bola de saída, foi o capitão de equipa brasileira, Bruno Xavier, a encarregar-se de empatar o jogo a dois. A bola ainda bateu num jogador português antes de entrar e enganou Andrade.

Passados poucos segundos, houve a segunda reviravolta na partida, mas desta vez para a canarinha. Num bom contra-ataque da canarinha, houve o último passe de Rodrigo e foi Catarino a marcar o terceiro da partida para os brasileiros. O jogador brasileiro só teve mesmo de encostar para o 3-2. Entrava, novamente, muito mal Portugal neste período e estava a perder.

Mas o empate português surgiu novamente. E não se podia pedir melhor resposta por parte da seleção portuguesa. Léo Martins conseguiu rodar sobre o jogador brasileiro e, quase como se conhecesse bem onde estava a baliza, chutou quase sem olhar e fez o empate a três na partida. Mas em menos de três minutos houve o descambar total de Portugal. O jogo que estava em 3-3 depressa ficou em 7-3 a favor dos atuais Campeões do Mundo.

O quatro golo foi marcado por Bokinha. Um passe português mal feito deu novo contra-ataque brasileiro e a bola chegou ao jogador solto de marcação que só teve de encostar. O segundo golo idêntico na partida. O quinto foi, outra vez, Bokinha. Depois de novo contra-ataque, houve um grande passe do Antônio e no segundo poste estava Bokinha a faturar de cabeça.

O sexto golo foi um auto-golo de Rui Coimbra, que tentou atrasar a bola para Andrade e acabou por introduzir a bola na própria baliza. O último – o sétimo – dos três minutos negros deste 2.º período pertenceu a Rodrigo. Um bom trabalho do jogador brasileiro sobre Belchior e só teve olhos para baliza que com um excelente remate aumentou para 7-3.

Depois houve uma grande recuperação portuguesa, pelo menos no que diz à redução da vantagem brasileira. Léo Martins foi o primeiro a marcar, depois da desatenção portuguesa, num livre frontal e reduziu para 7-4. Depois houve uma falta Antônio sobre Belchior na grande área e foi marcado penalti. O mesmo Belchior ficou encarregada de converter o mesmo e conseguiu marcar o quinto para Portugal (7-5).

DAQUELAS RECUPERAÇÕES À PORTUGAL, MAS INCOMPLETA

Ouve-se sempre que “à terceira é de vez” e foi no terceiro período que Portugal voltou a atinar na partida. A faltar 8.44 para o fim do jogo, foi Rui Coimbra de cabeça que marcou o sexto golo português. Depois de um belo canto batido por Belchior, a cabeçada de Coimbra não deu completamente nenhuma hipótese para o guarda-redes brasileiro, visto que a bola bateu na base do poste e entrou.

Alguns segundos depois, foi novamente Jordan Santos a inscrever o seu nome nos marcadores. Depois de uma bela recuperação de Bê Martins, o melhor do mundo frente a frente com Padilha não vacilou e empatou a partida a sete golos. Finalmente, Portugal voltava a entrar no jogo e estava tudo a sair bem, tal como nós, portugueses, queríamos.

Mas quando estava tudo a correr bem… No melhor pano cai a nódoa, sempre ouvi dizer. Jordan fez penalti e acabou por levar cartão amarelo. Na sequência houve mesmo golo brasileiro. Filipe rematou com muita força, Andrade ainda adivinhou o lado, mas o remate poderoso não deu para travar. Este foi o momento fundamental para o desfecho de toda a partida, pois a partir daqui Portugal pouco ou nada conseguiu criar.

A faltar oito segundos para o fim da partida, veio a machadada final no resultado. Andrade tentou fazer uma jogada rápida para Bê Martins, mas o oito de Portugal não conseguiu segurar bem a bola e apareceu Datinha, que rematou com força para fazer o 9-7 na partida.

Era assim o final de um jogo emocionante, que, tal como já tínhamos dito no início, era mesmo uma final antecipada e onde os erros portugueses sairam muito caros. Portugal continua com os mesmos três pontos que tinha na primeira jornada e vai defrontar agora Omã e o Brasil é líder do grupo com seis pontos e vai defrontar a Nigéria na última jornada.

CINCOS INICIAIS:

Brasil – Mao (GR), Catarino, Rodrigo, Datinha e Mauricinho

Portugal – Andrade (GR), Bruno Torres, Madjer, Von e Belchior

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