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Ultrapassado o principal obstáculo ao terceiro campeonato nacional consecutivo, o Braga apenas tinha de vencer o GRAP para garantir mais um título e não falhou. O foco e a vontade eram bem visíveis nos rostos dos jogadores bracarenses que, com maior ou menor dificuldade, venceram no GRAP por 8-3 e confirmaram a conquista da Divisão de Elite do futebol de praia português pela sexta ocasião na história do clube.

A precisar de apenas um ponto para confirmar a conquista de mais um título nacional, o Braga entrou forte e na sua terceira tentativa de golo, Jordan levantou o esférico e com um belíssimo pontapé de bicicleta fez o 1-0.

O diferencial de qualidade das equipas era notório e com os minhotos focados esse desequilíbrio era ainda mais claro. De tal forma que o GRAP quase nem conseguia ter a bola em sua posse e quando a tinha, sofria uma pressão muito alta que, quase sempre, terminava com o esférico a pertencer aos arsenalistas. Só mesmo de livre a equipa de Sandro Brito conseguia visar as redes minhotas, mas ainda assim sem grande perigo, pois o remate de Diogo Oliveira passou ao lado da baliza de Padilha.

Com cerca de sete minutos para se jogar até à primeira pausa, o Braga quase fez o segundo, mas Tiago Gordalina conseguiu defender uma bicicleta de Bokinha. Pouco depois, na sequência do canto, foi Felipe a tentar a sua sorte, mas Tiago Gordalina voltou a impedir o avolumar do marcador.

O intervalo estava cada vez mais próximo e com o andamento do relógio o GRAP parecia conseguir, ligeiramente, equilibrar as contas. Apesar de já ter a bola em alguns momentos, somente através de livres assustava Padilha. Por outro lado, a formação bracarense, pese embora o alto volume de criação ofensiva, estava a falhar imenso na finalização e atrasar a sua tranquilidade. Porém, a cerca de um minuto do intervalo, mau controlo de bola de Miguel Carvalho e Bokinha, com o esférico à sua mercê, rematou forte e assinou o 2-0. Volvidos alguns segundos, Bokinha ficou solto em terrenos interiores próximos da baliza do GRAP e com um remate rasteiro fez o 3-0. No retomar da partida, Cristiano Matos quase finalizou uma bela jogada do GRAP, mas Padilha impediu o tento da formação que veste de amarelo e negro.

Terminado primeiro período, o Braga cumpria a sua missão e vencia o GRAP por 3-0. Estando, praticamente, a vinte e quatro minutos do tricampeonato. Os arsenalistas entraram fortes, mas demoraram a conseguir alcançar uma vantagem segura. O GRAP, com armas bem diferentes, fez o que pode e ainda assustou a defesa dos comandados de André Marques em algumas situações.

Léo e Bê Martins, dois dos principais jogadores do Braga e da seleção nacional
Fonte: Nazaré Beach Events
Os segundos doze minutos quase começaram com um golo do GRAP, mas Miguel Carvalho, à meia volta, rematou ao lado do poste direito das redes à guarda de Padilha. Não marcou Miguel Carvalho, marcou Cristiano Matos. Boa movimentação da equipa da região de Leiria e Cristiano Matos, a passe de Tiago Clemente, levantou o esférico e com uma bicicleta reduziu a desvantagem para 3-1.

O bom momento do GRAP continuava, mas apesar de ter o esférico em sua posse, já não conseguia dispor das mesmas chances de golo dos instantes iniciais. Ainda assim, em cima da marca dos dezasseis minutos, Miguel Carvalho sofreu uma falta em zona frontal e próxima às redes minhotas. Miguel Carvalho, com uma enorme oportunidade para colocar o resultado na margem mínima, rematou cruzado, mas Rafael Padilha, com uma excelente estirada, negou o tento ao capitão do GRAP.

A formação minhota tentava reagir ao ímpeto do GRAP e quase que, com cerca de oito minutos para mais um intervalo, voltou a marcar. Todavia, Tiago Gordalina parou o cruzamento/remate de Bruno Xavier, tendo tirado ainda o “pão da boca” a Bokinha que aparecia no segundo poste para finalizar.

Quem quase voltou a marcar foi o GRAP, mas Padilha disse não a um pontapé de bicicleta de Diogo Oliveira. Filipe respondeu na mesma moeda, mas Tiago Gordalina negou o quarto tento do Braga ao internacional canarinho.

Numa altura em que o jogo até estava algo morno, Cristiano Matos, ao tentar assistir um colega que aparecia ao segundo poste da baliza minhota, acabou por fazer um remate extremamente perigoso, mas Padilha, sempre bastante atento, defendeu e impediu um novo golo do GRAP. Não reduziu o GRAP, aumentou o Braga. Triangulação entre Jordan e os irmãos Martins e Léo, virando de costas para a baliza, deu o melhor seguimento ao passe de Jordan e de calcanhar apontou o 4-1. Volvidos alguns instantes, Bê Martins ao reparar no adiantamento Makê, que havia entrado pouco antes para o lugar de Tiago Gordalina, executou um chapéu perfeito e fez o 5-1.

Finalizado o segundo período, o Braga vencia o GRAP por 5-1. O GRAP regressou muito bem da pausa, tendo marcado e disposto de outras chances para reduzir, ainda mais, a diferença no marcador, mas não conseguiu.

Os minhotos, após terem sofrido um pouco na fase inicial, fizeram valer a sua superior qualidade técnica e em dois belos lances marcaram dois tentos que, praticamente, selaram a conquista do Tri e terminaram com a esperança do GRAP em conseguir fazer alguma “gracinha”.

Os derradeiros doze minutos quase começaram com o sexto tento minhoto, mas Makê travou um forte remate de Jordan. Contudo, passados alguns segundos, mau atraso de André Lourenço para Makê e servido por Léo Martins, Jordan apenas teve de encostar para fazer o 6-1.

Sem nada a perder, o GRAP procurava marcar mais algum(s) golo(s), mas apesar de algumas boas oportunidades de finalização, estava a faltar um maior acerto com a baliza de Padilha.
O Sotão sagrou-se Campeão da Divisão Nacional ao vencer o Chaves na final por 6-3
Fonte: Nazaré Beach Events

A cerca de seis minutos do final, Miguel Carvalho sofreu uma falta de Bernardo Botelho em excelente posição para visar as redes arsenalistas. Novamente com uma enorme chance para marcar, desta feita, Miguel Carvalho não desperdiçou e com um remate rasteiro, diminuiu a diferença para 6-2. Pouco depois, situação idêntica, mas de maneira reversa. Bruno Xavier, com possibilidade para fazer “gosto ao pé”, rematou cruzado e assinou o 7-2. O GRAP tentou responder de imediato, mas Padilha, em dois lances quase seguidas, negou o golo a Diogo Oliveira. Pouco depois, João Cintra quase reduziu para o GRAP, mas David Assunção, que havia entrado à instantes, impediu o terceiro da equipa de Sandro Brito. Porém, volvidos alguns segundos, numa jogada semelhante, David Assunção nada pode fazer e João Cintra reduziu o marcador para 7-3.

A faltarem quase dois minutos para o fim, na sequência de um livre ainda longe da baliza do GRAP, Filipe disparou uma bomba para fazer o 8-3. Golaço!

Concluída a partida, o Braga venceu o GRAP por 8-3 e conquistou o seu segundo Tricampeonato Nacional, o sexto campeonato do seu historial. Com um primeiro período muito forte, os minhotos conseguiram construir uma almofada de conforto, mas o GRAP nunca desistiu e ainda assustou Padilha em várias situações.

No entanto, a vitória bracarense nunca esteve em causa e graças aos seus jogadores de qualidade superior, golos em alturas fundamentais ajudaram a confirmar a conquista do Tri. Boa réplica do GRAP que, após uns doze minutos iniciais menos conseguidos, equilibrou o encontro e ficou perto criar algumas dúvidas na mente dos guerreiros do minho.

CINCOS INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

GR Amigos da Paz: 22-Tiago Gordalina (GR), 2-Diogo Oliveira, 5-André Lourenço, 7-Ricardo Costa e 8-Tiago Clemente

Jogaram ainda: 1-Makê (GR), 3-Tiago Grilo, 6-Cristiano Matos, 9-Vasco Gonçalves, 10-Miguel Carvalho (CAP.), 11-João Cintra e 14-Bino

SC Braga: 12-Rafael Padilha (GR), 4-Bruno Torres (CAP.), 5-Jordan, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins

Jogaram ainda: 1-David Assunção (GR), 2-Filipe, 7-Bokinha, 8-Bruno Xavier, 13-Bernardo Botelho, 14-José Henrique e 15-Miguel Pintado

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