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Depois da derrota com o Brasil, Portugal estava obrigado a vencer se queria passar aos quartos de final do Campeonato do Mundo. Pela frente tinha a seleção de Omã, que entrava, à partida para esta jornada, no terceiro lugar do Grupo D e que também sonhava passar à fase a eliminar desta competição. Um jogo muito decisivo para as ambições portuguesas neste Mundial do Paraguai.

PERÍODO DAS BOLAS AO POSTE E DO DESPERDÍCIO

O capitão de Omã, Khalid Al Oraimi, fez uma falta muito agressiva sobre Rui Coimbra e foi marcado livre muito perigoso para Portugal, a 8.01 de terminar o primeiro período. Na conversão da falta, que mais parecia um penalti, o número dois português não perdeu a oportunidade de inaugurar o marcador. Num pontapé que não tinha qualquer hipótese de defesa marcou o primeiro golo da partida (0-1).

A faltar 3.35 para o final do período, houve o empate na partida. Um erro defensivo gravíssimo da defesa portuguesa e o canto foi batido rapidamente por um jogador de Omã e foi golo. Jalal Al Sanani estava no sítio certo para conseguir encostar a bola e mandar um balde de água bem gelada à seleção portuguesa. Tanto desperdiçou Portugal que foi lá Omã numa das primeiras oportunidades e fez o empate…

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Os postes estavam a ser amigos de Omã e inimigos dos portugueses. Foram no mínimo cinco bolas aos postes com remates vindos de jogadores lusitanos, mas também não podemos dizer que foi apenas isto que correu mau neste período. Havia muita lentidão na construção de jogo neste primeiro período e faltava então a rapidez para conseguir mais perigo junto da baliza de Younis Al Owaisi.

COM POUCO BRILHO E O GÉNIO DE BÊ MARTINS

No início do segundo período, Portugal continuava com a pontaria afinada, mas para acertar nos ferros da baliza do adversário. Se não eram os postes era Younis Al Owaisi que brilhava nas suas defesas. O guarda-redes de Omã estava muito bem a defender os remates que vinham enquadrados com a sua baliza e as que não defendia eram os postes os seus anjos da guarda.

A 3.33 de terminar o segundo período, finalmente não houve nada a impedir o golo português, nem o guarda-redes nem os postes. Bê Martins desequilibrou o jogador de Omã e depois chutou com muita força sem hipóteses para Younis Al Owaisi, que pouco podia fazer nesta situação. Foi um grande remate do jogador português e a bola só parou no ângulo superior esquerdo da baliza de Omã. Era o 1-2 a favor de Portugal e voltava a estar na frente do marcador.

O QUE VALE É O RESULTADO E OS TRÊS PONTOS? ESPERO QUE NÃO SEJA SÓ O QUE INTERESSA…

Logo no início do terceiro período, Leo Martins sofreu uma falta numa posição frontal à baliza de Omã, mas o número 11 português não conseguiu concretizar por mais uma vez (adivinhem só) defesa de Younis Al Owaisi. Continuava a brilhar na partida o guarda-redes de Omã e que até agora ainda estava a segurar a sua nação ao jogo.

Se não marcou ao bocado, foi pouco tempo depois que a bola acabou inevitavelmente por entrar. Numa jogada entre familiares, foi Bê Martins que começou por construiu a jogada toda pelo lado esquerdo, cruzando para o outro lado. Depois estava ao segundo poste, completamente isolado, Leo Martins para encostar a bola para dentro da baliza de Omã (1-3). Estava aumentada a vantagem portuguesa e havia agora tempo para respirar um pouco melhor.

Sem mais oportunidades de perigo, o jogo chegou mesmo ao fim e Portugal acabou mesmo por vencer Omã, garantindo assim um lugar nos Quartos de Final. Resta saber agora qual é a posição que a seleção nacional vai ocupar no Grupo D e também descobrir qual será o adversário na próxima fase deste mundial, que se joga no Paraguai. Não foi um jogo excelente de Portugal, mas deu para conseguir os três pontos e assegurar o objetivo principal, que era a passagem à fase a eliminar.

CINCO INICIAL:

Omã – Younis Al Owaisi (GR), Jalal Al Sanani, Eid Al Farsi, Mushel Al Araimi e Khalid Al Oraimi

Portugal – Elinton Andrade (GR), Rui Coimbra, Jordan Santos, Bê Martins e Leo Martins

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