Publicidade

Portugal faz o pleno e conquista etapa da Nazaré

Diogo Nunes · 5 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidades

Novo jogo, nova vitória e nova conquista. No último jogo da segunda etapa da liga europeia, Portugal derrotou a Itália por 8-5 e conquistou a etapa realizada nos areais da Nazaré, superando a Suíça, Espanha e Ucrânia.

Ao contrário do que acontecera nos últimos dois jogos, foi Portugal a entrar melhor, tendo mais tempo de posse de bola e desde cedo procurou testar o guarda-redes italiano. Por isso, não é de estranhar que o primeiro golo chegasse cedo. Bastaram dois minutos. Num lance de contra-ataque iniciado e terminado por Coimbra, pelo meio com assistência de Zé Maria, o número dois português fez o 1-0. Logo a seguir, Coimbra voltou a ter uma grande oportunidade para marcar, mas Del Mestre impediu novo golo.

A melhor entrada na areia estava confirmada, mas a Portugal não estava satisfeito e depois do golo de Coimbra, os lances de perigo iam-se acumulando, assim como, as defesas de Mestre. Só aos cinco minutos de jogo, a Itália deu um ar da sua graça devido a um remate em zona perigosa de Marinai, que Andrade defendeu.

Os minutos passavam e a seleção portuguesa ia dominando o jogo a seu prazer, não permitindo saídas perigosas à Itália. Todavia, aos sete minutos de jogo, penalti a favor dos transalpinos por falta de Madjer sobre Gori. O próprio encarregou-se de marcar a grande penalidade e com um remate para o centro da baliza fez o empate.

Antes do início do jogo, o Município da Nazaré recebeu uma bola do Mundial de 2015 como sinal de agradecimento pelo acolhimento da Euro Beach Soccer e a sua excelente organização. Fonte: Nazare Beach Events
Antes do início do jogo, o Município da Nazaré recebeu uma bola do Mundial de 2015 como sinal de agradecimento pelo acolhimento da Euro Beach Soccer e a sua excelente organização.
Fonte: Nazare Beach Events

A seleção italiana chega ao empate quase como por acaso, pois pouco ou nada tinha feito para merecer marcar. Porém, a resposta não se fez esperar e a pouco mais de três minutos do final, lance bonito da seleção portuguesa finalizado com um remate acrobático de Madjer para defesa apertada de mestre. Estava dado o aviso, pois, não marcou à primeira, marcou à segunda. Numa jogada praticamente igual à anterior, Alan assistiu Madjer que, de primeira, atirou para o segundo de Portugal.

Mesmo na dianteira, ainda haveria mais para festejar antes do final da primeira parte, visto que, a vinte e três segundos da pausa, contra-ataque de Itália parado por Coimbra que passou para João Gonçalves, herói do dia anterior, que ao ver Alan solto, colocou-lhe a bola e o experiente jogador português disparou para o fundo das redes de italianas.

Finalizado o primeiro período, Portugal vencia sem qualquer tipo de contestação por 3-1, tendo, possivelmente, efetuado os seus melhores doze minutos desta etapa europeia de futebol de praia. A Itália pouco ou nada conseguiu fazer, chegando ao golo através de uma grande penalidade.

Foto de Capa: Beach Soccer Worldwide

O início da segunda metade foi bastante animado e logo aos trinta segundos, após falta de Zé Maria, Ramacciotti reduziu para 3-2. No retomar do jogo, Madjer disparou um míssel, colocando Carpita em dificuldades, na recarga, Coimbra atirou por cima. Volvido um minuto, lançamento de Andrade e Zé Maria fez uso da sua bicicleta para colocar Portugal a vencer por 4-2.

A seleção nacional voltava a entrar melhor e pouco depois do 4-2, novo golo para o conjunto da casa. Excelente jogada coletiva iniciada em Madjer e Ricardinho, a passe de Zé Maria. aumentou para 5-2. A Itália respondeu e de canto, Zurlo, reduziu para 5-3. De seguida, falta cometida sobre Coimbra e o próprio, de livre direto, marcou o 6-3.

Portugal ia conseguindo responder sempre a Itália se aproximava no marcador.

A meio da segunda parte, Ramacciotti disparou rasteiro e Andrade acaba por ser traído devido à bola ter ressaltado na areia. Estava feito o 6-4.

Com o aproximar do final segundo período, a Itália era a melhor seleção na areia da Nazaré, por ventura, devido ao esforço suplementar que alguns jogadores portugueses haviam feito devido à suspensão de Torres.

Terminado o segundo tempo, a seleção nacional continuava na frente, agora por 6-4, mas o conjunto transalpino foi quem esteve melhor da fase final, muito possivelmente pela impossibilidade de Mário Narciso rodar todos os jogadores de campo.

O começo do derradeiro período foi tal e qual como o anterior e aos quinze segundos, Zé Maria arrancou uma falta a Gori e o próprio converteu o livre direito que deu o sétimo golo à equipa das quinas. Passados mais três minutos, aos vinte e oito de jogo, nova jogada coletiva de Portugal e depois de um remate de Coimbra, Léo Martins, aproveitou a recarga para fazer o 8-4.

Portugal volta a entrar melhor, marcando mais um golo e tomando conta das rédeas da partida.

1600 voltaram a esgotar o estádio do Viveiro pelo terceiro dia consecutivo. Fonte: Nazare Beach Events
1600 voltaram a esgotar o estádio do Viveiro pelo terceiro dia consecutivo.
Fonte: Nazare Beach Events

A quebra física parecia ultrapassada, pois os minutos iam passando e a seleção nacional controlava o jogo e chances de ampliar o score não faltavam. Por seu lado, a Itália, sem ideias, poucos ou nenhuns problemas colocava ao guarda-redes português. Ainda assim, a dois minutos do fim, a Itália ainda beneficiou de uma grande penalidade devido a uma falta de Zé Maria sobre Marinai. O próprio converteu o penalti e fixou o resultado final em 8-5.

Até ao termino do derradeiro período, mais nada se alterou e Portugal cumpriu o pleno, ou seja, três jogos, três vitórias e venceu a etapa da liga europeia de futebol de praia realizada na Nazaré com oito pontos. Superando os seis da Suíça, Espanha e Ucrânia, sendo que estas últimas seleções estiveram incorporadas no grupo um desta etapa. No entanto, ainda não conseguiu assegurar, matematicamente, o apuramento para a Superfinal Europeia, visto que, a vitória contra a Suíça apenas foi obtida no prolongamento, o que garantiu somente dois ao contrário dos habituais três pontos. Todavia, este fator não é algo que coloque em casa a presença da seleção vice-campeã europeia na fase decisiva.

Vitória justa da seleção nacional naquele que terá sido o seu melhor jogo dos três dias de competição. A segunda etapa em de apuramento em que Portugal deve obter a qualificação para a Superfinal tem início no dia 11 de agosto em Siofok, Hungria. Mas antes disso, a equipa das quinas disputa, entre os dias 21 e 23 de julho, mais uma edição do Mundialito, que volta a decorrer na praia de Carcavelos, onde vai ter pela frente o Brasil, a França e a Rússia.

Diogo Nunes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.