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Perante um estádio na praia de Buarcos, na Figueira da Foz, completamente a rebentar pelas costuras, Portugal realizou um segundo e terceiro períodos de grande nível, tendo derrotado a Rússia por 4-2. Conquistando o seu sexto título de Campeão Europeu de futebol de praia!

A partida arrancou de forma algo tumultuosa, com várias paragens a travarem o ritmo de jogo, tendo sido a Rússia quem mais perto ficou de marcar. Porém, os lances de bola parada de que dispuseram pouco ou nenhum perigo levou para a baliza de Andrade.

Apenas com cerca de três minutos jogados Portugal conseguiu criar uma jogada de golo, mas Von, na sequência do seu habitual pontapé de bicicleta, não conseguiu bater Chuzhkov. Pouco depois, após uma tentativa de combinação com Jordan, Léo Martins sofreu falta em zona frontal à baliza russa. Com uma excelente oportunidade para abrir o marcador, o camisola onze da equipa das quinas rematou forte, mas à figura de Chuzhkov. Passados alguns segundos, foi a vez de Andrade tentar a sua sorte desde muito longe, mas guarda-redes russo socou o esférico para canto.

A cerca de seis minutos e quinze segundos do intervalo, Zemskov deixou Léo Martins “nas covas” e o jogador português cometeu penalti. Zemskov, no frente a frente com Andrade, optou pelo remate forte e ao centro da baliza, permitindo a defesa do guardião luso. Contudo, volvidos alguns instantes, Zemskov antecipou-se a Coimbra e rematou para o fundo das redes, fazendo o 1-0. Pouco depois poderia ter surgido o segundo, mas a bicicleta de Makarov saiu muito mal.

O golo fez a Rússia tomar conta do encontro e a faltarem três minutos e meio para a pausa, uma falha defensiva quase resultou no avolumar do score. Valeu que o remate de Poporotnyi passou ao lado da baliza de Andrade. Volvidos alguns momentos, um erro na construção de Portugal permitiu que dois jogadores russos seguissem isolados para a baliza portuguesa, mas Andrade conseguiu evitar o segundo. Pouco depois, o guarda-redes português voltou a testar a sua meia distância e esteve perto de ser feliz, mas o desvio na areia foi à barra da baliza de Chuzhkov. Não marcou Portugal, marcou a Rússia. Livre em boa posição e Makarov, com um remate forte, fez o 2-0.

Finalizado o primeiro período, a Rússia vencia Portugal por dois golos sem resposta. Os comandados por Mário Narciso entraram melhor, mas para além do lance de Von, não conseguiram criar nenhuma outra jogada de finalização. A formação russa foi fria e eficaz, esperando pelo momento certo para passar para a frente e quando o conseguiu tomou conta das rédeas da partida. Portugal tinha que jogar muito mais para conseguir dar a volta ao rumo dos acontecimentos.

A Rússia entrou melhor no jogo do que a seleção portuguesa
Fonte: Rafael Ferreira/Bola na Rede

Rúben Brilhante foi a novidade do cinco português para os segundos doze minutos e no seguimento de uma combinação com Belchior ficou em excelente posição para marcar. Todavia, o remate do jovem nazareno foi defendido para o guardião russo, que saiu lesionado, para o poste direito da sua baliza. Pouco depois, Ruben Brilhante obrigou Bazhenov a defesa apertada e na recarga Von ficou a milímetros de marcar, tendo valido o corte de Nikonorov em cima da linha.

Melhor no jogo, Portugal procurava reduzir o marcador o rápido possível. A ânsia de marcar resultava em algumas distrações de cariz defensivo, lances que a Rússia tentou aproveitar, mas que a seleção portuguesa conseguiu resolver.

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