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Naquele que seria um jogo, teoricamente, bastante desequilibrado o Braga não facilitou e com um bom primeiro período e arranque de segundo, confirmou a vitória e a respetiva passagem à final da Euro Winners Cup. Nos últimos doze minutos, a formação russa aproveitou o relaxamento dos bracarenses para reduzir a diferença e ditar o em resultado em 8-3 a favor do conjunto português. 

Numa partida onde era amplamente favorito, não só por ter os melhores jogadores como devido ao facto de o Delta não ter qualquer guarda-redes de raiz disponível, o Braga entrou determinado a marcar cedo. Porém, o melhor que conseguiu surgiu através de um remate de Bê Martins que, na sequência de um livre, enviou o esférico ao poste direito da baliza russa.

Jogados cerca de três minutos, os minhotos beneficiaram de uma grande penalidade em virtude de uma falta sofrida por Bruno Torres, o treinador-jogador dos bicampeões europeus. Com uma enorme chance para abrir o marcador, o capitão bracarense rematou forte, mas Zakharov conseguiu defender a bola para a barra. Pouco depois, o guarda-redes improvisado do Delta entusiasmou-se, perdeu o esférico e Léo Martins fez o 1-0. 

Sem grande capacidade para criar lances coletivos, o Delta apenas conseguia chegar perto da baliza de Rafael Padilha através de livres ou remates de longe. No entanto, nem os livres não estavam a sair nada bem, Soldatov que o diga. Aksenov foi quem mais conseguiu “assustar” o guardião arsenalista, com um remate forte que passou pouco por cima das suas redes. 

Em cima da marca dos seis minutos de encontro, após um aviso de Filipe pouco antes, Bokinha, mas rápido que todos, roubou o esférico a um jogador russo e atirou a contar, fazendo o 2-0 para o Braga. Volvidos cento e vinte segundos, os irmãos Martins fizeram das suas e Léo, ao segundo poste e com alguma sorte à mistura, aumentou a vantagem para 3-0. 

À entrada para o último minuto antes da primeira pausa na partida, o Delta voltou a dar um ar da sua graça, com Pankratov a obrigar Padilha a uma boa defesa através de um livre.

Finalizado o primeiro período, o Braga vencia o Delta por 3-0 sem qualquer tipo de dificuldades. Não havia muito a dizer, os minhotos dominavam o jogo a seu belo prazer e depois de algumas oportunidades falhadas nos instantes iniciais, os bracarenses marcaram e foram aumentado o marcador até três golos de diferença.

A dupla Bokinha e Filipe este em evidência no jogo das meias-finais, tendo feito três dos oito tentos do Braga
Fonte: Nazaré Beach Events

O Braga arrancou a segunda metade a dominar, mas sem pressionar muito na procura do golo, tentando promover a via coletiva ao invés da individual. Assim, aos quinze minutos e meio do encontro, Bê Martins recebeu um bom passe de Padilha e de primeira rematou para o 4-0. Momentos depois, num lance algo caricato, pois bloqueou um remate forte de Pankratov, o número dez dos minhotos voltou a marcar, apanhando Aksenov, que havia substituído Zakharov na baliza do Delta que passou a ser jogador de campo, completamente desprevenido, tendo feito o 5-0. Passados alguns instantes, reposição de bola rápida por parte dos bracarenses e após uma boa circulação do esférico, tanto pelo chão como pelo ar, Bokinha serviu Filipe para o 6-0. 

Apesar da vantagem volumosa, a formação minhota não abrandava o ritmo, estando sempre mais próxima de marcar do que sofrer. Contudo, por volta dos dezassete minutos e meio da partida, Bruno Xavier acabou por cometer uma falta sobre Soldatov, tendo visto um cartão amarelo que o retirava do jogo da final. O brasileiro não ficou nada contente com a decisão e continuou a reclamar, o que fez com que acabasse por ver um segundo amarelo e o correspondente vermelho.

A cerca de cinco minutos de novo intervalo, Aksenov, o guarda-redes dos russos para os segundos doze minutos de jogo, perdeu a bola num duelo com Léo Martins e defendeu um remate do internacional português fora da área delimitada, tendo acabado por ser expulso. Zakharov regressou à baliza do Delta, mas perante Jordan nada pode fazer e o número dez dos bracarenses apontou o 7-0.

Quando o marcador indicava quase três minutos para o intervalo, o Delta dispôs de uma grande penalidade em virtude de um corte com a mão de Botelho. Andreev, com uma oportunidade de ouro para fazer o golo de honra dos russos, rematou forte e reduziu a diferença para 7-1. Pouco depois, Filipe cometeu falta sobre Peremitin muito perto da zona de penalti, oferecendo uma nova excelente chance para o Delta voltar a marcar. Todavia, Peremitin rematou fraco e à figura de Padilha. 

Terminado o segundo período, o Braga aumentou a sua vantagem para 7-1, mas acabou por perder um jogador muito importante para a final de domingo, o brasileiro Bruno Xavier. O Delta manteve a maldição dos guarda-redes, com a expulsão de Aksenov, mas conseguiu marcar um golo. Missão quase impossível, tendo em conta todas as condicionantes da equipa russa. 

No início do derradeiro periodo foi de possível notar algumas alterações na formação do Braga, com as entradas de Nuno Hidalgo para a baliza e Miguel Pinheiro. Zé Henrique, outro dos atletas menos utilizados por Bruno Torres, ainda havia entrado antes da nova pausa no jogo.

Perto da marca dos vinte e nove minutos de encontro, Léo Martins fez falta em zona muito perigosa, sobre Soldatov, tendo levado as mãos à cara do jogador do Delta. Soldatov não desperdiçou a oportunidade e com um remate colocado reduziu a desvantagem para 7-2.

Com a passagem à final resolvida, o Braga aproveitava para relaxar e o Delta para marcar. A cerca de quatro minutos do último toque da buzina, Thanger arriscou uma iniciativa individual e com um remate rasteiro, mas também um ressalto decisivo na área, apontou o 7-3.

Já dentro dos últimos quinze segundos, Filipe aproveitou um passe de Bokinha e o espaço concedido pela defensiva russa para voltar a marcar e fixar o marcador final em 8-3.

Concluído o encontro, o Braga venceu o Delta por 8-3. Resultado algo curto para a superioridade demonstrada pela formação bracarense, mas que justifica a maneira mais descontraída como os comandados de Bruno Torres encararam a fase final do segundo período, sobretudo a partir da expulsão de Bruno Xavier, assim como o terceiro. Parte do jogo onde perderam por um parcial de 2-1. Todavia, a vitória arsenalista nunca esteve em causa, tendo sido sempre e de longe a melhor equipa no estádio do Viveiro, conseguindo descansar em competição. 

Desta maneira, o Braga alcançou a final da Euro Winners Cup pelo terceiro ano consecutivo, sendo claramente o favorito à vitória nesse mesmo jogo. Partida na qual vai defrontar os polacos do KP Lodz, que nas meias-finais derrotaram os espanhóis do Levante UD por 2-1. Formação que é constituída, quase na sua totalidade, por jogadores da seleção espanhola. 

Na Euro Winners Cup feminina, o Madrid CFF venceu as italianas do Lokrians Beach Club por 4-3 e garantiu, pela primeira vez, a presença na final da competição. As espanholas do AIS Playas de San Javier, depois de dois anos a perder nas semifinais e a disputar o jogo de apuramento do 3º e 4º lugar, conseguiu finalmente chegar à partida de todas as decisões, em virtude de um triunfo por 4-1 diante das gaulesas do Stade de Reims.

No domingo realizam-se as derradeiras partidas da Euro Winners Cup Masculina e Feminina, estando os jogos das finais marcados para os seguintes horários:

Euro Winners Cup Feminina

  • 16h45: AIS Playas de San Javier vs Madrid CFF

Euro Winners Cup Masculina

  • 18h00: SC Braga vs KP Lodz

EQUIPAS

SC Braga: 12-Rafael Padilha (GR), 4-Bruno Torres (CAP.), 5-Jordan, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins; Jogaram ainda: 1-Nuno Hidalgo (GR), 2-Filipe, 7-Bokinha, 8-Bruno Xavier, 13-Botelho, 16-Miguel Pinheiro e 17-Zé Henrique

FC Delta: 10-Zhakarov (GR Improvisado), 2-Pankratov (CAP.), 8-Thanger, 9-Andreev e 21-Nelito; Jogaram ainda: 4-Vinogradov, 5-Soldatov, 14-Peremitin e 15-Aksenov ; Banco: 11-Igor

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