ADCR Caxinas 3-2 SL Benfica: Sobre o controlo e a importância de não o perder

- Advertisement -

O SL Benfica marcou cedo, o que é sempre bom. Primeiro, porque coloca a equipa em vantagem e, segundo, porque permite ter o conforto necessário para tomar conta do encontro. As águias fizeram exatamente isso, com as devidas salvaguardas que o futsal nos exige quando queremos falar de “tomar conta do encontro”. A linha de baliza adversária nunca está a mais de 40 metros e um golo parece estar sempre a espreitar ali à esquina.

Ainda assim, dentro do que pode ser considerado o “controlo” da partida, o vice-campeão nacional esteve bem e conservou a posse de bola no seu 4-0 móvel (Jacaré castigado e Rocha lesionado deixaram Higor como o único pivô disponível, mas o brasileiro prestava-se, quando em campo, a um papel não circunscrito ao de pivô), que obrigava o ADCR Caxinas a trabalhar muito defensivamente.

As subidas de Gugiel, algo frequentes, forçavam os homens da casa a defender ainda mais e ainda melhor, por estarem perante um 5×4, e retirava ainda mais bola aos caxineiros. Todavia, a pouca bola que iam tendo era suficiente para a turma da casa procurar ferir o adversário. Faltou letalidade aos nortenhos para serem bem-sucedidos nesse desiderato. Assim foi no primeiro tempo. Não no segundo.

O SL Benfica controlado e controlador dos primeiros 20 minutos ficou nos balneários e a maior agressividade caxineira permitiu o crescimento na partida dos visitados. Para ajudar à perda do controlo sobre as incidências do encontro, as águias chegaram às quatro faltas nos primeiros quatro minutos e meio. As rédeas iam fugindo aos lisboetas, mas a diferença de qualidade, ainda assim, era e foi grande o suficiente para não permitir que as investidas do ADCR Caxinas escalassem.

O SL Benfica recuperou, aos poucos, o controlo emocional, estacionou nas quatro faltas e foi picando o ponto na baliza contrária, até alcançar o 2-0. O controlo que havia recuperado viria a voltar a perder, graças ao 5×4 bem trabalhado do ADCR Caxinas. O SL Benfica sem bola, sem controlo e com cinco faltas foi um SL Benfica desconfortável. O 2-2 foi uma inevitabilidade e o 3-2 (no 5×4 das águias) foi a penalização máxima – e merecida – de uma equipa que, de uma parte para a outra, perdeu o controlo de si mesma, do adversário e do marcador.

Márcio Francisco Paiva
Márcio Francisco Paivahttp://www.bolanarede.pt
O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.

Subscreve!

Artigos Populares

Rui Costa no 20.º aniversário do Benfica Campus: «Tenho de começar por agradecer a Luís Filipe Vieira»

Rui Costa marcou presença no almoço do 20.º aniversário do Benfica Campus. Presidente encarnado deixou vários agradecimentos durante o discurso.

Seleção Nacional fecha o segundo dia de treinos da ‘era’ Jorge Jesus: Eis os detalhes

Jorge Jesus deu seguimento à preparação para a estreia como selecionador de Portugal. Treino foi aberto à imprensa pela primeira vez.

Sporting revela o Relatório e Contas de 2025/2026: Leões apresentam lucro pelo 5.º ano consecutivo

O Sporting apresentou um lucro de 34,7 milhões de euros nas contas da temporada 2025/26. Crescimento de 74% face ao período homólogo.

Argentina mantém confiança em Lionel Scaloni e oferece contrato válido até 2030

Lionel Scaloni, campeão do mundo em 2022, vai estender a ligação com a seleção da Argentina até julho de 2030, segundo Fabrizio Romano.

PUB

Mais Artigos Populares

«Quero abrir o leque e explorar mais a qualidade dos jogadores de outros países e continentes» | Entrevista Bola na Rede a Ricardo Pessoa

Ricardo Pessoa é um antigo internacional jovem português, com vários anos de experiência nos relvados da Primeira Liga, muitos deles ao serviço do Portimonense. No final da carreira, desempenhou funções como treinador-adjunto no clube algarvio, antes de iniciar o seu percurso como treinador principal. Destacou-se no comando do Lusitânia dos Açores, promovendo o emblema açoriano até à Liga 3, com passagens pelo Lusitano de Évora, Amora e um regresso ao Portimonense, onde assumiu a liderança da equipa principal.

Fábio Silva recorda saída do FC Porto: «É uma mágoa muito grande para mim a forma precipitada como saí»

Fábio Silva falou aos jornalistas e recordou a saída do FC Porto, rumo ao Wolverhampton em 2020/21.

Santiago Giménez no México: «A seleção vai num bom caminho»

Santiago Giménez está entre os convocados da Seleção do México para os próximos jogos e já se encontra pelo país.