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Adversário de peso em Portugal

Eduardo Nunes · 2 min

Adversário de peso em Portugal
Foto de capa: desportivotransmontano.com

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Cabeçalho modalidadesPara ajudar na preparação para o campeonato da Europa de 2018, que se realizará na Eslovénia, a Federação Portuguesa de Futebol anunciou, recentemente, a realização de dois encontros de carácter particular com a congénere russa, indiscutivelmente uma das equipas mais fortes do mundo e que chegou até à final do campeonato do mundo da modalidade, só cedendo frente à turma argentina, na final.

Pois bem, creio que a decisão de se marcar este duplo encontro (jogos no dia 27 e 29 deste mês) é uma ótima medida, pois permite à nossa equipa treinar rotinas de jogo com uma grande equipa pela frente, em contexto de amigável. Creio, aliás, que a diversificação de jogos particulares com equipas de topo (e não jogar somente com a vizinha Espanha) irá ajudar na maturação dos nossos jovens jogadores.

Éder Lima e companhia visitam Portugal no fim deste mês Fonte: UEFA
Éder Lima e companhia visitam Portugal no fim deste mês
Fonte: UEFA

É algo fundamental para a seleção crescer e ganhar “caule” para poder abordar os próximos torneios com o intuito de os vencer. Ou seja, aquilo a que quero chegar é que os jogadores precisam de sentir a intensidade de um grande jogo em situações prévias à competição propriamente dita, e, nesse quadro encaixa na perfeição o duplo encontro com a Rússia, que já começa a ver com outros olhos a seleção nacional de futsal, já deixando de ser um mero participante e podendo agora lutar de igual para igual com outras potências.

Foi essa a grande mudança verificada com a grande prestação no mundial da Colômbia, que embora não tivesse sido a melhor de sempre, esteve perto de o ser (a melhor foi em 2000, com o terceiro lugar na Guatemala). Não foi a melhor olhando somente para os números e estatísticas, mas em termos de equilíbrio nos resultados foi indiscutivelmente melhor (relembramos que nessa meia-final perdida em 2000, o resultado foi de 8-0, favorável ao Brasil, sendo agora o 5-2 mais equilibrado, embora seja um resultado exagerado tendo em conta o que se passou).

Para finalizar, resta-me desejar que nestes dois jogos a nossa equipa se mostre bastante determinada para lutar pela vitória, algo que ajudaria muito a manter os níveis de confiança bem altos, sempre com o foco na qualificação para o europeu de 2018, a começar no próximo mês de Abril de 2017 (a classificação, pois o europeu propriamente dito começa só no início do próximo ano).

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Eduardo Nunes

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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