Águia imparáveis: Benfica goleia Braga e reestabelece vantagem larga sobre Sporting | Futsal

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NA DANÇA DOS FERROS, O BENFICA MARCOU O COMPASSO

O Pavilhão da Luz recebeu um daqueles encontros que carregam mais do que três pontos na tabela. Benfica e SC Braga fecharam a 12.ª jornada, num duelo de cartaz para iniciar a segunda volta da I Divisão de Futsal, marcado pela memória ainda fresca do duelo inaugural do campeonato, no qual os encarnados venceram em Braga por 2-1.

O Benfica chegava isolado na liderança, com 33 pontos, mas com o aviso recente do Sporting, que goleou o Torreense por 8-2 e encurtou a distância para apenas três pontos. Vencer era, por isso, mais do que uma obrigação competitiva para os homens de Cassiano Klein, de modo a restabelecer a almofada de seis pontos sobre o rival direto.

Do outro lado, os arsenalistas, sextos classificados com 17 pontos, viam no jogo uma oportunidade para encurtar terreno e, quem sabe, ultrapassar Rio Ave e Ferreira do Zêzere, que se defrontaram nesta mesma jornada. Além disso, jogar na casa de um candidato crónico ao título oferecia aos minhotos o palco ideal para se afirmarem e relançarem a sua época. A combinação de ambições, necessidades e contexto competitivo criava assim o cenário perfeito para um confronto de alta intensidade – e foi exatamente isso que aconteceu.

A partida começou a um ritmo eletrizante no Pavilhão da Luz. Ainda o cronómetro não marcava nenhum minuto e já Benfica e Braga trocavam aproximações perigosas, num arranque que anunciava exatamente o tipo de jogo que se confirmou ao longo de toda a primeira parte: intenso, físico e jogado no limite. Os primeiros dez minutos foram uma sucessão de duelos, choques e acelerações, com as duas equipas a pressionarem alto e a recusarem ceder terreno.

Aos sete minutos, um erro bracarense na construção abriu espaço para André Coelho arrancar pelo corredor central e servir Arthur, que não hesitou. Remate de primeira, indefensável para Dudu. O golo incendiou o ambiente e, no lance seguinte, Arthur esteve a milímetros do segundo, com o seu remate rasteiro a explodir no poste. Foi o primeiro aviso sério de que os “ferros” também queriam participar no jogo. Pouco depois, Silvestre voltou a ter pontaria a mais, desta vez ao enviar à barra uma finalização que parecia destinada ao 2-0.

O Benfica controlava a partida, somava aproximações e obrigava o Braga a viver sobretudo do contra-ataque e de bolas longas, tentando explorar distrações dos líderes do campeonato. Ainda assim, a equipa minhota foi conseguindo incomodar Gugiel, especialmente quando Vitão testou o guardião com um livre direto e, logo depois, com um remate rasteiro. O guarda-redes das águias respondeu com duas defesas de enorme qualidade.

Mas o domínio encarnado acabaria mesmo por se tornar mais expressivo. Aos 14 minutos, Léo Gugiel descobriu Kutcky com um passe picado, o ala assistiu de cabeça e Jacaré, oportuno como sempre, fez o 2-0, apontando o seu nono golo na prova.

E já em cima do intervalo, a machadada final do primeiro tempo. Mais um erro na saída de bola do Braga permitiu a Arthur bisar e fixar o 3-0. Parecia ser um resultado pesado para o que tinha sido a primeira parte, mas reflexo da eficácia e da maturidade de um Benfica que soube dominar e castigar.

A segunda parte abriu com o mesmo pulso frenético da primeira, com o Benfica a voltar a marcar quase de imediato. Silvestre Ferreira ganhou espaço na direita e encontrou Jacaré ao segundo poste, que só teve de encostar para assinar o 4-0 e o seu segundo golo da noite.

Na resposta, William Carioca acertou no ferro, num remate que mostrou a intenção clara do Braga em não deixar o jogo morrer demasiado cedo. E os postes, que já tinham sido protagonistas antes do intervalo, continuaram a roubar atenções. Aos 25 minutos, foi Pany Varela a rematar ao ferro, após defesa de Dudu.

A partida ganhava corpo, até que surgiu uma contrariedade para as águias. Arthur, até ao momento o mais influente na equipa campeã nacional, viu o segundo amarelo e foi expulso, obrigando o Benfica a defender em inferioridade.

O Braga não desperdiçou a oportunidade, com Tiago Brito, ex-Benfica e capitão minhoto, a reduzir para 4-1 num quatro para três bem executado. Com a igualdade numérica reposta, o jogo entrou numa fase mais repartida, física e faltosa, com oportunidades para ambos os lados.

A oito minutos do fim, o Benfica atingiu a quinta falta e, pouco depois, cometeu a sexta, oferecendo um livre de 10 metros. Vilian Sousa aproximou-se do 4-2, mas falhou, permitindo às águias respirar. Ainda assim, o Braga voltou a carregar e, não fosse Gugiel, o jogo teria ganho outra vida. O guarda-redes encarnado rubricou uma sequência impressionante de defesas, negando novamente o golo a Vitão.

O desgaste instalava-se e ambas as equipas chegaram às cinco faltas. Já dentro dos últimos cinco minutos, o Braga intensificou a pressão e acabou premiado: Hugo Neves fez o 4-2 de livre de 10 metros. Joel Rocha arriscou tudo no 5×4, mas o Benfica fechou as contas no minuto 39. Tiago Brito cometeu penálti sobre Carlos Monteiro, foi expulso e Lúcio Rocha converteu para o 5-1 final.

Com este resultado, o Benfica reforça a sua candidatura ao primeiro lugar da fase regular, entrando na segunda volta com uma vantagem confortável de seis pontos sobre o Sporting. Já o SC Braga, incapaz de consolidar a presença na metade superior da tabela, enfrenta agora um duro desafio na receção aos leões. A equipa de Joel Rocha terá de encontrar rapidamente respostas para inverter o momento, sob pena de ver a época ficar ainda mais aquém dos objetivos do clube.

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