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A final do Europeu de futsal sub 19 infelizmente não contou com a seleção portuguesa, eliminada nas grandes penalidades perante a Croácia, Coube assim à equipa balcânica defrontar a Espanha no jogo decisivo, na arena Riga, onde se disputaram todos os jogos desta competição.

Falando da final propriamente dita, taticamente as equipas estiveram como era esperado, a equipa espanhola a dominar e com mais posse de bola e os croatas, tal como contra Portugal, apresentaram um bloco mais baixo, procurando uma falha do seu adversário para eventualmente poder explorar um contra-ataque rápido.Com cerca de cinco minutos de jogo na primeira metade, surgiu o primeiro golo da partida, uma jogada combinada numa bola parada (pontapé de canto), Ricardo Mayor surgiu à boca da baliza para uma finalização fácil após assistência de Céron.

Mas se há coisa que (infelizmente) sabemos bem é que a turma croata nunca desiste e empatou aos 13 minutos, através de um livre direto de Muzar, com a bola a tocar na barreira e a trair o guardião ibérico. A emoção não se ficou por aí e a Espanha voltou à liderança, novamente a partir de um canto, desta vez um remate exterior de Adrián após passe de Mayor, com o guarda-redes Cismic a não ficar isento de culpas, ele que já tinha salvo a sua equipa em várias ocasiões.

A ver-se em desvantagem novamente no marcador, a Croácia apostou no guarda-redes avançado, tática que resultou na perfeição no seu jogo das meias-finais. Ainda na primeira parte, e numa transição ofensiva já com Cismic em campo, Molina fez o 3-1. No último minuto, num lance bastante discutível, o árbitro da partida assinalou a sexta falta aos jogadores croatas, originando um livre direto de dez metros sem barreira. Chamado a bater a bola parada, Antonio Perez não desperdiçou e fez assim o quarto golo da Espanha, resultado esse que se manteve até ao intervalo, numa vantagem aparentemente confortável para “nuestros hermanos”, mas que não deve ser encarado como uma final ganha, uma vez que a sua adversária nunca se dá por vencida e tem uma alma enorme.

Momento importante na partida, com o golo de Antonio Perez no fecho da primeira parte, através da conversão de um livre direto (4-1 na altura).
Fonte:UEFA

Para a segunda parte, ou a Croácia marcava cedo e relançava o marcador, ou a Espanha mantinha ou aumentava a vantagem e sentenciava definitivamente o marcador.

Ora, o que sucedeu foi a segunda opção, com a Espanha a marcar por duas vezes e a colocar uma pedra sobre o vencedor histórico desta edição inaugural. Os tentos foram apontados por Povill e Adrián, que bisou no encontro. Até ao fim, foi só ‘aguentar’ o resultado, muito desnivelado e que deixa um enorme amargo de boca a todos os portugueses, pois a seleção portuguesa era a única capaz de dar luta a esta Espanha, pese embora os desaires nos encontros particulares.

Foi bonito ver o fair-play no fim do encontro, com os croatas e os espanhóis a saudarem os adeptos nas bancadas. Obviamente que a seleção ‘roja’ é a justa vencedora, pois foi a equipa mais consistente durante toda a competição e não tiveram culpa da nossa eliminação e do apuramento croata para a final, equipa a quem ganhou por duas ocasiões, na abertura e no fecho.

Foto De Capa: UEFA

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