O ecossistema do nosso futsal

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Cabeçalho modalidadesAntes de me dedicar ao tema que me traz aqui hoje, quero aproveitar para pedir desculpa pela minha ausência nestes últimos dias, mas tal deveu-se a uma intervenção cirúrgica na minha mão direita, nada de muito especial mas que exigiu repouso absoluto nos últimos dias.

Voltando ao assunto principal, soube-se esta semana que o Sporting CP renovou o seu vínculo com o jogador italo-brasileiro, Diego Cavinato, uma peça fundamental nestes últimos tempos, em que teve a oportunidade de envergar a camisola dos leões.

Ora bem, é um pouco sobre estas contratações sonantes de grandes jogadores, que já são sobejamente conhecidos por representarem grandes seleções no panorama mundial. Os casos de Alex Merlim e Fortino (internacionais pela Itália, neste lote, o próprio Cavinato deve ser incluído, pois apesar de não ter sido chamado para o último Mundial, conta já com 16 internacionalizações por este país) ou Leo (internacional pelo Cazaquistão), nos verde e brancos, assim como os de Alessandro Patias (colega dos dois internacionais na seleção transalpina, esteve por exemplo no Campeonato da Europa, em Fevereiro de 2016) ou Fernando Wilhelm (capitão da equipa campeã mundial em título, a Argentina), no SL Benfica, são casos flagrantes e explicativos daquilo que eu pretendo demonstrar.

Um dos grandes exemplos de uma compra sonante, o italo-brasileiro Rodolfo Fortino Fonte:misticaleonina1906.blogspot.pt
Um dos grandes exemplos de uma compra sonante, o italo-brasileiro Rodolfo Fortino
Fonte:misticaleonina1906.blogspot.pt

Pese embora estas contratações de peso sirvam para aumentar ainda mais o fosso entre os grandes do futsal nacional e os menos abonados financeiramente, o certo é que é uma grande honra podermos ver no nosso campeonato tão bons executantes, que estão certamente entre os melhores jogadores da atualidade. Porque hoje em dia os clubes começaram a olhar com grande ambição para as competições europeias e só com esta “mescla” entre grandes jogadores, vindos de grandes clubes europeus, e uma aposta moderada em atletas nacionais é que se pode almejar estar nas grandes decisões a nível continental.

Nem sempre é uma escolha fácil, pois clubes como a Desportiva do Fundão ou o SC Braga/AAUM, entre outros, vêem o caminho para o topo ficar ainda mais complicado, mas mesmo assim servem para dar a conhecer grandes talentos, que eventualmente acabam por chegar aos grandes de Lisboa (exemplos mais recentes, a mudança de Fábio Cecílio de Braga para a Luz ou a de Anilton do Fundão para o Sporting).

Embora não os tenham propriamente formado, despertaram o interesse dos tubarões nacionais ao serviço desses emblemas. Tudo isto para dizer que o nosso campeonato vai andando com esta diferença abismal de orçamentos entre dois clubes e o resto, mas que vai funcionando de forma parecida com um ecossistema, onde cada um tem uma função específica e que só funciona com o (precioso) contributo de todos os 14 clubes do principal escalão.

Foto de capa: jornaldocentro

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Eduardo Nunes
Eduardo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Estuda economia em Coimbra, mas não deixa de prestar especial atenção ao que se passa no universo do desporto. O desporto preferido é Ténis, mas não perde uma oportunidade de acompanhar a Académica e o Benfica nas mais variadas modalidades.

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