Portugal 2-2 Polónia: Muro polaco garantiu um ponto na estreia

- Advertisement -

A CRÓNICA: PORTUGUESES PERDULÁRIOS APENAS SOMAM UM PONTO

Em Mafra, iniciava-se a campanha de qualificação para o campeonato europeu, quase um ano após o último jogo oficial da seleção portuguesa, e pela frente tinha a seleção da Polónia, um adversário claramente inferior à nossa equipa, mas um oponente que merecia todo o nosso respeito, sob pena de termos algum dissabor.

Uma equipa inicial na quadra que apostava claramente na experiência, com o único elemento menos experiente a ser o guarda-redes Edu Sousa, juntando-se Pedro Cary, João Matos, Ricardinho e Fernando Cardinal.

O primeiro minuto do encontro ficou claramente marcado pelo excesso de faltas da congénere polaca, duas no primeiro minuto. Nós assumimos o jogo desde cedo e “partimos para cima” do nosso adversário, mas não estávamos a acertar com a baliza adversária. Com o desenrolar dos minutos, alguns aspetos importantes a reter: A Polónia diminuiu a agressividade e com isso permitiu aos portugueses criar ainda mais ocasiões junto da baliza defendida pelo guardião adversário, mas o mérito do adversário, alguns falhanços escandalosos (destaque para um falhanço de Pany Varela) e decisões polémicas ao anular um golo de Tiago Brito, por alegado bloqueio de André Coelho ao seu marcador direto mantinham o placard empatado.

Numa jogada perfeita e muito bem criada pela equipa polaca, ocorreu o único golo da primeira metade, da autoria de Szczypczynski, transportando este resultado para o intervalo, completamente injusto tendo em conta o que ambas as equipas produziram nos primeiros 20 minutos, mas a confirmar uma velha máxima do futebol/futsal: o que conta é a eficácia e aí a Polónia esteve perfeita. A tática do nosso rival tenderia a manter-se e a defender com um bloco ainda mais baixo, algo que teríamos que corrigir para podermos quebrar finalmente o muro de leste.

A segunda parte trouxe mais do mesmo, Portugal a dominar e a criar ocasiões, mas sempre a esbarrar na organização defensiva da Polónia. Venenosa e cínica no bom sentido da palavra, um contra-ataque rápido e o segundo golo dos polacos, tornando a tarefa portuguesa muito difícil para os seis minutos finais.

Com Pedro Cary a jogar a guarda-redes avançado, na tentativa desesperada de tentar inverter o rumo dos acontecimentos, esta ideia revelou-se extremamente acertada, com dois golos de rajada a empatar o encontro.

O primeiro pelo jogador algarvio Pedro Cary, num desvio à boca da baliza após tentativa de golo de calcanhar de Ricardinho. O segundo golo surgiu através de um remate exemplar de Tiago Brito, capaz de marcar de longe quando a equipa portuguesa estava a ter dificuldades em furar a organização polaca.

Para os minutos finais, e apesar de o jogo estar empatado, Jorge Braz manteve o 5×4, para tentar desorganizar os polacos e tentar vencer o encontro. Mas o tempo de jogo terminou e não conseguimos ganhar o jogo, por muito demérito nosso e pela boa organização da Polónia, levando assim um ponto desta viagem até Portugal, sendo que na próxima quarta há novo duelo entre as duas equipas, desta feita em Lodz, em solo Polaco.

A FIGURA

Fonte: Seleções de Portugal

Tiago Brito (Portugal) – Não houve nenhum jogador que se destacasse pela positiva, mas opto por destacar o jogador português pelo lance do empate, ao conseguir um excelente golo de fora de área numa fase em que não estávamos a conseguir encontrar desequilíbrios na defensiva polaca.

O FORA DE JOGO

Ineficácia ofensiva de Portugal – Tudo bem que a Polónia teve mérito na forma como conseguiu empatar, mas temos que melhorar muito a eficácia no momento atacante. Não coloca o apuramento em risco, mas é um aspeto a rever nos próximos encontros.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

Não conseguimos reproduzir a nossa superioridade tática e individual em golos, mas o objetivo inicial era garantir uma vantagem confortável no início para depois gerir o jogo, algo que não sucedeu. A nuance tática do guarda-redes avançado resultou na perfeição, permitindo empatar um jogo que esteve muito complicado e que pareceu perdido quando esteve 0-2.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Edu Sousa (6)

João Matos (6)

Pedro Cary  (6)

Ricardinho (6)

Fernando Cardinal (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

André Coelho (6)

Afonso Jesus (6)

Fábio Cecílio (6)

Erick Mendonça (6)

Miguel Ângelo (6)

Pany Varela (6)

Tiago Brito (7)

Pauleta (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – POLÓNIA

Com uma equipa muito limitada tecnicamente, Blazej Korczynski conseguiu manter a coesão defensiva praticamente até ao fim e só não aguentou a força do 5×4 português, senão teria sido um jogo perfeito e com um resultado perfeito. Mesmo assim, leva um ponto desta viagem ao sul da Europa.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Michal Kaluza (7)

Mikolaj Zastawnik (7)

Tomasz Kriezel (6)

Rzysztof Elsner (6)

Arkadiusz Szczypczynski (6)

SUBS UTILIZADOS E PONTUAÇÕES

Lukasz Blaszczyk (6)

Sebastian Grubalski (6)

Michal Marek (6)

Michal Klaus (6)

Pawel Kaniewski (6)

Mateusz Madziag (6)

Sebastian Leszczak (6)

Bartlomiej Piórkowski (6)

Sebastian Wojciechowski (6)

Foto de Capa: Seleções de Portugal

Eduardo Nunes
Eduardo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Estuda economia em Coimbra, mas não deixa de prestar especial atenção ao que se passa no universo do desporto. O desporto preferido é Ténis, mas não perde uma oportunidade de acompanhar a Académica e o Benfica nas mais variadas modalidades.

Subscreve!

Artigos Populares

Saber cair de cabeça erguida, num palco onde se viveu História | Friburgo 3-1 Braga

O Braga caiu aos pés do Friburgo durante a noite de quinta-feira, falhando a final da Europa League, que se realiza em Istambul.

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «O que tentámos foi manter uma estrutura que nos permitisse estar juntos em tudo o que fizéssemos,...

Carlos Vicens respondeu a uma pergunta do Bola na Rede, depois da eliminação do Braga da Europa League.

Carlos Vicens: «Não podem passar tantos anos para o Braga estar sem lutar por finais europeias»

Carlos Vicens analisou a derrota do Braga contra o Friburgo, num encontro da segunda-mão das meias-finais da Europa League.

Há quatro treinadores espanhóis nas três finais europeias: sabe quem são

As três finais europeias da época registam a presença de quatro técnicos espanhóis: Mikel Arteta e Luis Enrique na Liga dos Campeões; Unai Emery na Liga Europa; e Inigo Pérez na Liga Conferência.

PUB

Mais Artigos Populares

Pau Víctor após eliminação do Braga: «Se conseguíamos o 3-2, tínhamos dado a volta no prolongamento»

Pau Víctor já reagiu ao encontro entre o Braga e o Friburgo, relativo à segunda-mão da meia-final da Europa League.

Champions League, Europa League e Conference League: Há 1 equipa inglesa em cada final

Já estão definidas as três finais das competições europeias. Há, pelo menos, uma equipa inglesa em cada uma das finais.

Hóquei: Barcelona bate Sporting no prolongamento e marca encontro com o Benfica nas meias-finais da Liga dos Campeões

O Sporting foi eliminado da Liga dos Campeões de Hóquei em Patins aos pés do Barcelona, perdendo por 2-0 no prolongamento com um bis de Marc Grau. Os catalães seguem em frente e vão defrontar o Benfica nas meias-finais.