Portugal 3-2 Espanha: Bruno “Éder” Coelho oferece-nos a vitória

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Cabeçalho modalidadesOs primeiros minutos de jogo mostraram uma seleção portuguesa sedenta de títulos, com os nossos jogadores a darem o tudo por tudo para conquistar um inédito título europeu, bem notório na alta pressão efetuada aos jogadores espanhóis, tentando aproveitar os eventuais erros na fase de construção.

Foi precisamente numa dessas situações que surgiu o nosso golo, com Ricardinho a roubar a bola e a desferir um potente remate de meia distância, que Paco Sedano não conseguiu travar. Ao contrário dos outros jogos, entrámos logo com um golo a abrir. Grande parte desta metade foi nossa, e algo que reflete isso é o facto de a Espanha não ter conseguido criar qualquer ocasião de golo iminente nos primeiros dez minutos de jogo.

Só nos minutos finais é que o grande dominador da competição, com sete conquistas em dez edições anteriores, conseguiu dar um ar da sua graça, tendo sido coroada com o golo do empate, fruto de um desvio oportuno de Marc Tolrá, num lance em que o guardião português e o defesa tiveram uma falha de comunicação que se revelou fatal. O empate ao intervalo não refletia aquilo que foi a nossa superioridade na maior parte do tempo, sendo que a vantagem mínima era mais condizente com o que se passou na quadra.

Bruno Coelho foi o grande herói do jogo
Fonte: UEFA

Na segunda parte a nossa adversária assumiu o controlo do jogo, mas não se pense que deixámos de criar oportunidades de golo; antes pelo contrário. A posse de bola passou a pender para o lado espanhol, sendo que nuestros hermanos adiantaram-se no marcador, com um golo de Lin a aproveitar uma grande desatenção da defesa portuguesa. Com este revés, fomos obrigados a arriscar no 5×4 e ele viria a dar resultado, com um desvio oportuno de Bruno Coelho após passe de Pedro Cary, que estava a jogar na posição de guarda-redes avançado.

Pelo meio, destaque para um livre direto que favoreceu a Espanha, só que Miguelin atirou à barra, na sexta falta dos nossos atletas. Como as faltas acumularam para o prolongamento, tal significaria que iríamos jogar os dez minutos extra sem poder fazer mais nenhuma falta; caso contrário sofreríamos um livre direto.
No prolongamento, cada parte teve uma equipa a sair por cima, tal como no tempo regulamentar, e exatamente pela mesma ordem dos 40 minutos. Destaque pela negativa para a lesão de Ricardinho, que foi compensada com um golo de Bruno Coelho, num livre direto a castigar a sexta falta dos espanhóis, a cerca de um minuto do fim. Repetiu-se a história da Campeonato Europeu de 2016 de futebol, com o nosso melhor jogador a lesionar-se e a aparecer um herói (não tão improvável como o Éder, mas mesmo assim…).

Eduardo Nunes
Eduardo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Estuda economia em Coimbra, mas não deixa de prestar especial atenção ao que se passa no universo do desporto. O desporto preferido é Ténis, mas não perde uma oportunidade de acompanhar a Académica e o Benfica nas mais variadas modalidades.

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