Portugal 4-1 Ucrânia: Na final, venha daí o adversário!

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A CRÓNICA: SÓ FALTARAM MAIS GOLOS PARA SER PERFEITO!

Hoje tínhamos pela frente um jogo decisivo na nossa caminhada rumo à final. Pela frente, uma aguerrida e forte equipa da Ucrânia, segunda classificada no seu grupo mas que conseguiu travar uma Espanha demolidora até então (2-2). Seria, por isso, espectável um encontro muito disputado e equilibrado.

Novamente, como na véspera, entrámos muito bem na partida, com um golo de Diogo Santos a aproveitar uma defesa incompleta do guarda-redes ucraniano, quando apenas tinham passado dois minutos desde o início da partida.

O jogo estava inclinado para o nosso lado, porque se notou alguma quebra física do adversário, fruto do desgaste acumulado ao longo da competição e podíamos ter feito mais alguns golos, tivemos boas oportunidades mas a vantagem mínima prevalecia. Logo na primeira parte, a Ucrânia apostou no guarda-redes avançado, com o risco inerente. Este acabou por não compensar, uma vez que Tiago Velho aproveitou a baliza adversária deserta para rematar de baliza a baliza, faturar e dobrar a vantagem lusa no marcador.

Foi com 2-0 que chegámos ao intervalo, uma primeira parte globalmente boa, onde mantivemos uma agressividade positiva no setor defensivo, sem exceder o limite de faltas permitido. No ataque, pecámos um pouco no capítulo da finalização, pois a nossa superioridade no encontro podia e merecia estar expressa com uma maior diferença no marcador.

O filme da primeira metade voltou a repetir-se na segunda: logo a abrir, golo de Rodrigo Simão, com assistência de Diogo Santos e o conforto no marcador era agora bem maior, com esta vantagem de três golos.

Kutchy sentenciou o encontro, ao marcar o quarto golo a cerca de nove minutos do final. Voltou o 5×4 ucraniano, numa tentativa desesperada de reentrar na discussão do apuramento.

A sete minutos do fim, surge o golo ucraniano, autoria do camisola 18 da equipa do leste europeu, fruto de uma desatenção defensiva portuguesa. A situação guarda-redes avançado em nada beneficiou o conjunto azul e amarelo, incapaz de criar situações claras de perigo perante uma equipa portuguesa que se defende muito bem quando tem que enfrentar situações de desvantagem numérica na defesa.

Resumindo, vitória justa, clara e curta tendo em conta o que se passou na globalidade do encontro.

A FIGURA

Portugal cada vez melhor – O nível de dificuldade vai aumentando, mas a qualidade exibicional desta equipa tem vindo a aumentar a cada jogo que passa. Foi, de longe o nosso melhor encontro contra uma Ucrânia competente, combativa e resiliente. Venha a final!

O FORA-DE-JOGO

Eficácia aquém da expetativa – Foi um jogo muito bem conseguido onde o ponto mais negativo foi mesmo a falta de eficácia no aproveitamento das situações de perigo. O resultado podia ser um pouco mais desnivelado mas o mais importante está feito.

ANÁLISE TÁTICA – PORTUGAL

A estrutura inicial foi a habitual mas a qualidade exibicional esteve bem acima, mérito dos nossos jogadores e da respetiva equipa técnica.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Velho (8)
Diogo Santos (8)
Rafael Freire (8)
Rodrigo Simão (8)
Kutchy (8)

SUPLENTES

Rúben Teixeira (8)
Raúl Moreira (8)
Ricardo Marques (8)
Bruno Maior (8)
Tiago Macedo (8)
Pedro Santos (8)
Tomás Colaço (8)
Diogo Furtado (8)

ANÁLISE TÁTICA – UCRÂNIA

A estratégia ucraniana era retardar o golo nacional, e depois tentar explorar o nervosismo português com contra-ataques rápidos. Quando estava a perder 1-0, arriscou com o guarda-redes avançado mas também não correu bem.

5 INICIAL E PONTUAÇÕES
Huivan (7)
Lutai (6)
Brytan (6)
Dychuk (6)
Kvasnii (6)

SUPLENTES

Kalashnyk (6)
Syzyk (6)
Malynovsyi (6)
Smetanenko (6)
Semenshenko (7)
Skybchyk (6)
Tkachuk (6)

Foto de Capa: UEFA 

Eduardo Nunes
Eduardo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Estuda economia em Coimbra, mas não deixa de prestar especial atenção ao que se passa no universo do desporto. O desporto preferido é Ténis, mas não perde uma oportunidade de acompanhar a Académica e o Benfica nas mais variadas modalidades.

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