

Portugal estreou-se no Euro Futsal 2026 com uma vitória clara sobre a Itália (6-2), em Liubliana. Nem tudo foram rosas, uma vez que o resultado só ganhou forma no segundo tempo, depois de uma primeira parte longe do conforto esperado. Apesar de um início tortuoso, a seleção nacional soube ajustar e impor-se com autoridade após o intervalo, deixando uma imagem forte logo na primeira jornada da fase de grupos.
O arranque foi tudo menos tranquilo para a Portugal. Logo nos primeiros instantes, a opção precoce pelo 5×4 abriu espaço a uma transição italiana que quase resultou em golo. Itália começava cedo a ameaçar e a equipa lusa ateimava em não estar em sentido com o jogo.
O aviso transformou-se rapidamente em castigo. Reposição lateral e um remate inesperado de longa distância de Carmelo Musumeci surpreenderam a defesa portuguesa e colocaram a Itália na frente ainda nos minutos iniciais. A entrada italiana foi intensa, agressiva e emocionalmente forte, contrastando com alguma precipitação portuguesa nos primeiros momentos.
Portugal demorou a encontrar o seu ritmo. A circulação era algo forçada, as decisões nem sempre bem medidas e as oportunidades claras tardavam em aparecer. A mais flagrante surgiu aos cinco minutos, quando uma recuperação alta abriu espaço a Kutchy, que falhou na cara do guarda-redes. O lance acabou por simbolizar bastante daquilo que foram os minutos iniciais, Portugal por cima em posse, mas sem a eficácia desejada.
Com o avançar do relógio, a seleção nacional começou a assumir mais controlo. A maior presença de Pany Varela e Erick Mendonça ajudou a empurrar a Itália para trás, e o empate acabou por surgir já perto do intervalo, também de bola parada.
Diogo Santos apareceu em zona frontal e não desperdiçou, devolvendo equilíbrio a um jogo que começava a pender para o lado português. Ainda antes do descanso, a Itália esteve perto de voltar a marcar, mas Bernardo Paçó respondeu com uma defesa decisiva, refletindo o esférico para a trave e segurando o 1-1 ao intervalo.
Pouco depois, nova ação decisiva do ala português, agora a finalizar de primeira após insistência numa bola parada, aumentando a contagem para 3-1. A partir desse momento, o jogo ficou claramente inclinado. Portugal passou a controlar os ritmos e a explorar com inteligência os erros do adversário. Rúben Góis fez o 4-1 aos 27 minutos, num período em que a seleção nacional já dominava por completo.
A expulsão de Ítalo Rossetti, ex-jogador do Braga, agravou ainda mais a tarefa dos transalpinos. Ainda assim, um lance infeliz permitiu à Itália reduzir para 4-2, aproveitando um ressalto traiçoeiro em Tiago Brito após defesa de Paçó. Foi um breve momento de incerteza, rapidamente dissipado pela resposta madura de Portugal, que soube gerir a vantagem e castigar a aposta italiana no 5×4. Já nos minutos finais, e com nova inferioridade numérica do adversário, Portugal voltou a marcar. Aproveitando a vantagem numérica, a equipa lusa chegou mesmo ao 5-2, ao minuto 38 da partida, e colocou um ponto final na discussão pelo resultado
Até final, houve tempo para o capitão Bruno Coelho fechar as contas com um remate de baliza a baliza, após recuperação de bola no 5×4 italiano, fixando o 6-2 final. É um resultado que reflete sobretudo a superioridade portuguesa na segunda parte e a capacidade da equipa em transformar dificuldades iniciais numa exibição segura.
A vitória deixa Portugal em posição confortável no grupo e permite encarar o próximo encontro frente à Hungria com margem e confiança. Mais do que o resultado, fica a mensagem: mesmo sem brilho inicial, esta seleção sabe ajustar, crescer e confirmar o estatuto de candidata a chegar longe na competição.

