Última horaChampions League: Manchester United humilhado em Como e Galatasaray derrota Lille em festa de golos
Publicidade

Rússia 0-5 Espanha: Qualidade espanhola supera muro russo

João Pedro Barbosa · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Russas e espanholas deram o pontapé de saída nesta primeira meia-final da UEFA Women’s Futsal EURO, com o Pavilhão Multiusos de Gondomar com muitos lugares vazios. Ainda assim, perspetivava-se um grande jogo e assim foi. Os confrontos entre estas duas seleções ditavam um poderio espanhol com quatro vitórias. Apesar de ser uma partida com uma carga emocional muito mais elevada, o favoritismo da La Roja confirmou-se.

Início de jogo algo esperado, com a seleção espanhola a pressionar alto no campo a seleção russa e a querer ser a equipa que comandava os destinos do jogo. A verdade é que a equipa russa, na primeira parte, nunca conseguiu criar uma jogada de perigo desde o seu meio campo até à baliza adversária e isto trouxe pouca confiança à equipa. 

A partida nos primeiros dez minutos esteve equilibrada, mas com a Espanha melhor coletivamente. As atletas espanholas mostravam que tinham mais qualidade tecnicamente do que as russas. La Roja manteve o seu poderio no jogo e esteve quase sempre no meio campo adversário, enquanto que a seleção russa esperava um erro para sair em contra-ataque.

Ao minuto 14, surgiu uma grande oportunidade para Amelia Romero de abrir o marcador em Gondomar, mas a pouca pontaria não lhe permitiu faturar. Após várias tentativas, o golo espanhol iria acabar por surgir ao minuto 18 com Vanessa Sotelo a estar mais atenta do que a defensiva russa e a marcar. A número nove espanhola finalizou por baixo das pernas de Anastasiia Ivanova, que abordou mal o lance com a sua mancha. 

Os muitos que já pensavam que o jogo iria para intervalo apenas com a vantagem mínima enganaram-se. Ao minuto 19, após uma jogada do lado esquerdo do ataque espanhol, surge o cruzamento de Amelia Romero, que é mal defendido pela Rússia, acabando Mariia Krupina por introduzir a bola na própria baliza. Mais uma vez, a guarda-redes russa a não ficar nada bem na fotografia e a seleção espanhola aumentou a vantagem para dois golos. No final da primeira parte, o marcador indicava 0-2 a favor das espanholas, um resultado mais seguro.

A Espanha foi a vencer para o intervalo por 0-2 com o golo de Vanessa Sotelo, a número nove da seleção espanhola
Fonte: UEFA

A segunda parte foi mais do mesmo. Um jogo de sentido único onde a equipa espanhola jogou e dominou a partida como quis. Ao minuto três, após uma grave desatenção da equipa russa, a seleção espanhola chega ao golo. Reposição de bola rápida na esquerda e Lucia Gómez estava na altura e tempo certo para apenas encostar a bola para o fundo da baliza. Estava feito, assim, o terceiro da partida para a Espanha.

La Roja continuava a dominar o jogo sem grande reação por parte da equipa adversária e já se esperava que a vantagem voltasse a crescer. A equipa russa ia subindo o seu bloco defensivo e pressionava mais alto a seleção espanhola, mas, ao minuto seis, provou do seu próprio veneno. Mayte Mateo assistiu Amelia Romero para mais um golo e a melhor jogadora da partida concluiu um grande contra-ataque da equipa espanhola, apanhando de surpresa a Rússia.

Com o jogo já mais do que controlado ao minuto 15, a treinadora Claudia Pons lançou a jogo a guarda-redes Maria Balbuena, dando minutos à jogadora. Houve tempo ainda para Irene Samper, uma das jogadoras espanhola mais jovens, fazer gosto ao pé. Após um remate de Vanessa Sotelo, a jovem atleta aproveitou o ressalto da defesa de Ivanova, faturando e sentenciando o resultado. Até ao final do jogo, não houve mais nenhuma oportunidade de destaque. No término da partida, o placar do pavilhão marcava 0-5 a favor da seleção espanhola, um resultado mais do que justo.

A seleção do país vizinho espera agora o vencedor da segunda meia-final, que opõe Portugal e Ucrânia, mas com os olhos postos já na final de domingo com o objetivo de a ganhar.

EQUIPAS INICIAIS:

Rússia – Anastasiia Ivanova (GR), Anastasiia Durandina, Ksenia Olkova, Mariia Krupina e Aleksandra Chernova

Espanha – Silvia Aguete (GR), Isa García, Ampi, Peque, Consuelo Campoy

A FIGURA

Fonte: UEFA

Amelia Romero – A número dez da seleção espanhola foi a grande figura de destaque nesta partida. Marcou um golo e esteve envolvida no segundo golo caricato da seleção espanhola. Além disso, a sua capacidade técnica e o seu grande posicionamento permitiram que a equipa de Espanha tivesse um grande controlo de toda a partida. É o grande destaque da partida, sendo referenciada também pela UEFA como fundamental nesta meia-final.

O FORA DE JOGO

Anastasiia Ivanova – A guarda-redes russa não esteve bem durante todo o jogo. Notou-se falta de confiança nas abordagens aos lances mais críticos e algum nervosismo por, provavelmente, ser a estreia numa competição organizada pela UEFA. A número 13 da seleção russa não fica isenta de culpas nos três primeiros golos da seleção espanhola. A defensiva russa também não ajudou a que a guarda-redes tivesse a melhor prestação nesta partida.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: UEFA

João Pedro Barbosa

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Resto do Mundo

Bélgica | O novo concorrente de Portugal no Ranking UEFA

A Belgica e a Liga Belga já são conhecidas há muito como viveiros de talento. Seja a partir da formação ou do recrutamento de seniores jovens, clubes como Genk, Anderlecht e Gent foram a montra que exibiu vários jogadores de classe mundial. Em anos recentes, os emblemas da Bélgica têm mostrado que sabem vender e, simultaneamente, manter um plantel que lhes permita competir na Europa. Sem o poder financeiro dos três grandes portugueses, os clubes belgas provam que o critério nas negociações e os projetos desportivos coerentes podem dar excelentes resultados.

João Pedro Santos · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Fabiano Freitas | Um velho conhecido das águias

Nesta quinta-feira, Omonia e Benfica defrontam-se para a terceira jornada de Liga da UEFA Europa League. O encontro entre os cipriotas e as águias é também marcado por um reencontro. Fabiano Freitas é um velho conhecido dos encarnados, não por ter jogado no clube da Luz, mas por se terem defrontando muitas vezes no passado, quando o guardião brasileiro (também cipriota com dupla nacionalidade) representou o Olhanense e mais tarde, o FC Porto.  Fabiano Ribeiro de Freitas nasceu a 29 de fevereiro de 1988, em Santo António de Jesus na Bahia. Fez a formação no Rio Branco-SP e ainda se estreou pela equipa em 2006. No ano seguinte, mudou-se para o São Paulo onde também acabou por não se impor, embora estivesse ligado ao clube paulista por três anos e tivesse vencido o Brasileirão Serie A no ano de estreia. Durante este período, fez apenas um jogo pela equipa principal, passou pela equipa sub-20 e foi cedido a clubes como Toledo (não jogou), Santo André (realizou um jogo) e América-RN (oito jogos) onde também não se afirmou. No entanto, chamou a atenção em Portugal, nomeadamente ao Olhanense que o contrata em 2011, a custo zero. 

Jorge Afonso · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.