Publicidade

Rússia 2-2 (3-2 G.P.) Ucrânia: Era preciso sofrer tanto?

José Baptista · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Um jogo que noutras situações seria de alto risco, mas que, aqui, em campo neutro e numa modalidade com uma repercussão mediática de maior tamanho, podia decorrer com a devida calma.

Os primeiros minutos foram equilibrados, com um primeiro pendor ofensivo das russos, mas rapidamente a Ucrânia se pôs em igualdade de circunstância. Seria até mesmo seu o primeiro lance de real perigo, ao criar uma situação de um para um com a guardiã russa, mas Ivanova esteve à altura.

Pouco depois, ao nono minuto de jogo, surgiu o golo. Um contra-ataque com uma qualidade de passe deliciosa e Danilova a rematar para inaugurar o marcador. As opositoras tentaram tomar conta da partida, mas, novamente em contra-ataque, quase sofriam o segundo num belo remate de Lebedeva.

Lebedeva faz o segundo para as russas
Fonte: UEFA

Depois da ameaça, Lebedeva concretizou mesmo. À entrada dos últimos cinco minutos do primeiro tempo, numa bola parada, a russa apareceu ao segundo poste e só precisou de encostar. As russas quase chegaram ao terceiro, mas, para introduzir a bola dentro da baliza de Sahaidachna, recorreram à falta.

Ora, como era a sexta, a bola acabou do outro lado do campo num livre direto para Volovenko fixar o resultado com que as seleções iriam para intervalo em 2-1. 

A partida recomeçou morna e sem nenhuma das seleções se conseguir impor. A acalmia servia bem à Rússia, que ia vendo os minutos passar e a sua liderança sem ser ameaçada. Só que, aos 8:20, a Ucrânia penetrou a defesa russa e a única forma de impedir o golo foi com falta. De nada serviu e a capitã Tytova converteu a grande penalidade para restabelecer a igualdade.

Daí para a frente, o jogo voltou a arrefecer. A Rússia ainda tentou criar algum perigo, mas o máximo que conseguiu foi um remate ao lado de Durandina. Já as ucranianas pareciam satisfeitas com a ida para a decisão nos pénaltis.

Ainda assim, foram mesmo as russas a assegurar o lugar mais baixo do podium, acertando com os seus três remates, enquanto a Ucrânia desperdiçou o último. Um resultado merecido, mas que não tinha necessidade de ter chegado tão tarde.

EQUIPAS INICIAIS

Russia: Ivanova; Filisova, Durandina, Olkova, Nikitina

Ucrânia: Sahaidachna; Sydorenko, Tytova, Volovenko, Forsiuk

A FIGURA

Fonte: FFCM

Anastasiia Durandina – A sua solidez ao longo de toda a partida e a capacidade de gerir o seu espaço de ação – como nenhuma outra nesta partida foi capaz – fizeram dela a melhor deste encontro.

O FORA DE JOGO 

Fonte: UEFA

Dina Danilova – O golo marcado não a desculpa do seu erro no momento que marcou o jogo. Com tudo para matar a partida com o 3-0, acabou por cometer a sexta falta russa e dar à Ucrânia um livre que lhes permitiu reentrarem na partida.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: UEFA

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.