

A crónica: Entrada forte das águias e eficácia de Fifó ditaram a decisão da prova rainha.
O Multiusos de Gondomar foi palco da grande final da 12ª edição da Taça de Portugal Feminina de Futsal, colocando frente a frente o SL Benfica e o GCR Nun’ Álvares. Num jogo de enorme intensidade, o triunfo acabou por sorrir à equipa da luz pela margem mínima.
Na primeira parte, o Benfica entrou de forma mais intensa a assumir uma pressão alta, criando mais perigo junto da baliza minhota. A turma de Fafe tentou responder, mas não conseguiu desenhar grandes lances de perigo, jogando essencialmente de transições. O primeiro momento de festa no Multiusos surgiu à passagem dos 15 minutos: na sequência de um pontapé de canto perfeitamente executado, Fifó fez balançar as redes e inaugurou o marcador (1-0) a favor da formação encarnada
Na segunda metade, a história do jogo inverteu-se nos minutos iniciais. O Nun’ Alvares entrou mais perigoso à procura de golo, obrigando a defensiva benfiquista a aplicar-se com dois bloqueios sucessivos. Lídia Moreira protagonizou um grande remate que deu trabalho à guarda-redes das águias. Contudo, após está fase de maior aperto, o Benfica voltou a crescer na repartida e equilibrou o jogo.
A três minutos do apito final, perante a necessidade de chegar ao empate, o treinador do Nun’Alvares Paulo Tavares lançou Dinha como guarda-redes avançada. No entanto a estratégia esbarrou numa muralha defensiva encarnada. O Benfica efetuou grandes cortes, não deixou as adversárias rematar com clareza nos momentos decisivos e segurou a vantagem de 1-0 até ao soar da Buzina, garantindo assim mais uma Taça de Portugal para o Sport Lisboa e Benfica


A Figura: Fifó (SL Benfica) – Foi a jogadora mais decisiva da final. Apontou o único golo da partida aos 15 minutos, após finalizar um lance de canto perfeito que valeu o triunfo e título à sua equipa.
A Fora de Jogo: Dinha (GCR Nun’Alvares) – Teve uma tarde bastante desinspirada. Rematou muito mal ao longo de todo o encontro, recorrendo frequentemente a pontapés de biqueira que saiam muito ao lado da baliza. Nem na reta final, quando assumiu as despesas do jogo como guarda-redes avançada, conseguiu ser o desequilíbrio que a equipa necessitava para conquistar empate.
Análise SL Benfica
As águias orientadas por Paulinho Roxo, provaram por que razão são a equipa com mais títulos na prova. Entraram no jogo “a matar”, com uma pressão asfixiante que não deixou o Nun’Alvares respirar na primeira parte. Após o golo de Fifó aos 15 minutos, a equipa soube sofrer nos momentos em que as adversárias assumiram o controlo do jogo, e exibiram uma coesão defensiva irrepreensível, especialmente contra o 5×4 Fafense no final, assegurando a vitória com enorme pragmatismo.
5 inicial do SL Benfica: Ana Catarina (GR), Maria Pereira, Janice, Fifó e Inês Matos
Análise GCR Nun’Alvares
A formação comandada por Paulo Tavares sentiu imensas dificuldades para travar a avalanche inicial do SL Benfica, vendo-se remetida a atacar através de transições rápidas. Na segunda parte, exibiram um carácter diferente, mostrando-se mais perigosas e foram atrás do prejuízo. Tentaram forçar o golo através do jogo e 5 para 4, mas revelaram demasiada ineficácia e má definição no momento dam finalização, não conseguindo quebrar a barreira defensiva contrária.
5 inicial do GCR Nun’Alvares: Júlia Melz (GR), Lídia Moreira, Ana Azevedo, Ana Pires e Camila Silva

