FC Porto 9-2 Paço de Arcos: Dragões metem a nona, sem acelerar

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A CRÓNICA: DRAGÕES TRAÇARAM O DESTINO DA PARTIDA DESDE O INÍCIO

O líder FC Porto não facilitou frente ao Paço de Arcos, no Dragão Arena.

Os portistas começaram, como se previa, mais dominadores e próximos da baliza de Diogo Rodrigues. O primeiro golo dos dragões surgiu cedo, logo ao terceiro minuto de jogo. Di Benedetto usou a meia distância e Tiago Gouveia, involuntariamente, parece desviar a bola para dentro da própria baliza.

No primeiro tempo, a partida decorreu a um ritmo lento, com o Paço de Arcos sem conseguir criar desequilíbrios quando tinha a bola. O número de faltas era o indicador da pouca intensidade do encontro: apenas seis faltas, quatro para o FC Porto e duas para os visitantes.

Por outro lado, os dragões, mesmo em velocidade moderada, iam dilatando o marcador, chegou ao 5-0 à beira do intervalo e aproveitava para rodar a equipa.

Se o primeiro tempo foi muito tranquilo, o segundo não começaria de forma diferente. No entanto, a etapa complementar teve uma agravante: o primeiro golo só seria marcado ao décimo minuto. Di Benedetto aproveitou o desposicionamento do guarda-redes do Paço de Arcos e colocou-lhe a bola por cima do corpo.

O melhor que os visitantes conseguiram foi reduzir a desvantagem em dose dupla, no espaço de dois minutos. Diogo Alves e Tiago Gouveia foram os autores, numa fase de maior relaxamento da defesa portista.

No entanto, a fase “cor de rosa” dos visitantes terminaria com o cartão azul atribuído a João Sardo. Gonçalo Alves foi displicente no livre direto, mas os dragões acabariam, em superioridade numérica, por marcar em bola corrida, pouco depois, pelo capitão Reinaldo Garcia.

Antes do final do jogo, o FC Porto ainda alcançaria o nono golo, novamente por Reinaldo Garcia, de costas para a baliza.

Sem precisar de meter a “carne toda no assador”, os dragões conseguiram uma vitória robusta, sem espinhas, antes do clássico frente ao Sporting CP.

A FIGURA

Reinaldo Garcia – Numa partida em que o coletivo portista se mostrou bastante sólido, o capitão foi o melhor marcador da partida. O internacional argentino fez um hat-trick, sendo que o terceiro golo é de grande execução, ao atirar para dentro da baliza praticamente sem ângulo e perante a pressão dos adversários. O jogador mostra que, aos 39 anos, ainda tem bastante qualidade nos ringues.

O FORA DE JOGO

Falta de agressividade do Paço de Arcos – Perante a diferença de argumentos e a jogar no Dragão Arena, a equipa da Linha de Cascais devia ter mostrado maior pressão sobre os jogadores adversários. O Porto geriu a partida da forma como quis. Na primeira parte, o Paço de Arcos cometeu apenas duas faltas, metade das do Porto.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

Ricardo Ares não teve muito trabalho a corrigir a equipa. Os dragões geriram como queriam, com maior circulação de bola e sem pressão por parte dos adversários. O jogo permitiu ainda rodar a equipa.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Xavi Málian (7)

Telmo Pinto (6)

Reinaldo Garcia (8)

Carlo Di Benedetto (8)

Gonçalo Alves (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Tiago Rodrigues (-)

 Mena (7)

Carlos Ramos (6)

Xavi Barroso (7)

ANÁLISE TÁTICA – PAÇO DE ARCOS

André Luís tentou utilizar as transições rápidas para chegar à baliza de Xavi Malián. Na defesa, os visitantes usaram uma marcação à zona, em boa parte do tempo, tendo grandes dificuldades para impedir que os dragões chegassem à sua baliza.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Rodrigues (6)

Tiago Gouveia (6)

 Gonçalo Nunes (7)

João Sardo (6)

Ricardo Barreiros (6)

SUBS UTILIZADOS

José Silva (-)

Filipe Fernandes (6)

Pedro Vaz (6)

Diogo Alves (7)

Bruno Frade (6)

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

Pedro Filipe
Pedro Filipehttp://www.bolanarede.pt
Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.

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