O 5 da Primeira Divisão 2024/2025 | Hóquei em Patins

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As luzes do palco nacional 2024/2025 do Hóquei em Patins já fecharam e há muito para analisar. Não se pode dizer que existiu uma equipa dominadora na Primeira Divisão que se superiorizasse às outras. No entanto, o OC Barcelos, um emblema histórico sem o poder financeiro dos três grandes desportivos, conseguiu estar a um nível muito elevado e, por isso se explica,

As luzes do palco nacional 2024/2025 já se apagaram, mas a memória dos grandes momentos permanece viva — e, consequentemente a inevitável tarefa de escolher os melhores. A Primeira Divisão foi tudo menos previsível: equilibrada, intensa e, acima de tudo, competitiva.

o OC Barcelos, um emblema histórico sem o poder financeiro dos três grandes desportivos, conseguiu estar a um nível muito elevado. Por isso, não houve hegemonias evidentes. Contudo, houve talento, muito talento.

Por isso, a escolha do “cinco” ideal da temporada não se baseia apenas nos números ou nas medalhas. Aspetos como a influência dentro de campo, a capacidade de decidir jogos, o caráter, a regularidade e a superação das expectativas iniciais também são bastante relevantes.

Há outros nomes que mereceriam menção honrosa — entre eles, Xavi Cardoso, Lucas Martínez, Henrique Magalhães ou Nuno Santos —, mas o cinco ideal é um espelho de uma época que confirmou o bom momento do hóquei nacional.

Se não existiu um campeão incontestável, existiu certamente um campeonato rico em talento e emoção. A temporada 2024/2025 ficará na memória como uma das mais abertas dos últimos anos. Este “cinco” do Bola na Rede é o reflexo disso mesmo.

Conti Acevedo (Guarda redes – OC Barcelos)

É impossível não começar por Conti Acevedo, o guardião que voltou a provar ser um dos melhores do mundo. Foi decisivo em momentos-chave, combinando reflexos felinos com uma leitura de jogo que transmite segurança e liderança. Numa competição, onde os guarda-redes fazem a diferença, Acevedo destacou-se com justiça e foi sem dúvidas um dos motivos pelos quais o OC Barcelos chegou à final do playoff de campeão.

Na fase regular do campeonato, sofreu 66 golos em 25 jogos (média de 2,64 golos sofridos por jogo), valendo-lhe o 3.º melhor registo entre guarda‑redes com 75% de jogos realizados na edição 2024/2025.

Não é de estranhar que o internacional argentino se tenha mudado para a Luz, em 2025/2026.

Telmo Pinto (Defesa – FC Porto)

Na defesa, Telmo Pinto, do FC Porto, foi uma das grandes figuras. Com 32 anos, tornou-se uma peça indispensável no esquema defensivo portista, ajudando o clube a terminar com uma das defesas menos batidas do campeonato: apenas 88 golos sofridos em 37 jogos, uma média inferior a 2,4 golos por encontro. Mais do que os números, Telmo destacou-se pela sua leitura de jogo, capacidade de fechar espaços e pela forma como saía a jogar com qualidade, sendo muitas vezes o primeiro construtor de jogo ofensivo da equipa. A sua regularidade e importância nos momentos decisivos, incluindo na Final Four da Taça de Portugal, colocam-no naturalmente neste quinteto.

Rafa (Defesa – FC Porto)

Ao seu lado, Rafa, capitão do FC Porto, mostrou uma vez mais que a experiência e a inteligência tática valem tanto como o físico. A sua leitura de jogo e o seu compromisso continuam a impressionar. A consistência da defesa do FC Porto, terceira melhor média ofensiva e defensiva, torna clara a sua influência tática.

Miguel Rocha (Avançado – OC Barcelos)

Do meio-campo para a frente, Miguel Rocha voltou a fazer uma época memorável ao serviço do OC Barcelos. Sem os holofotes dos três grandes, foi um líder silencioso e eficaz. A sua visão de jogo, capacidade de finalização e trabalho em equipa foram fundamentais para manter o Barcelos no topo.

No campeonato somou 43 tentos, liderando a lista dos melhores marcadores, e foi ainda o melhor marcador da Liga dos Campeões.

Gonçalo Alves (Avançado – FC Porto)

A fechar o cinco ideal, quem mais senão Gonçalo Alves? O internacional português é, ano após ano, um dos maiores espetáculos que o hóquei em patins oferece. Com golos, assistências, mas acima de tudo com paixão e carisma, Gonçalo é mais do que um jogador: é uma marca.

Em 2024/25 manteve-se decisivo: marcou 45 golos no campeonato, segundo melhor marcador geral e foi destaque em bolas paradas (penalties e livres diretos)

Pedro Filipe
Pedro Filipehttp://www.bolanarede.pt
Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.

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