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Foram os dragões a entrar melhor e logo aos dois minutos e meio o primeiro esteve perto, mas Diogo Alves evitou o golo de Gonçalo Alves. Pouco depois, um erro na saída para o ataque quase deu no 1-0, mas Diogo parou uma sticada de Jorge Silva. No entanto, praticamente na jogada seguinte, a defesa do Tomar foi lenta a reagir e Jorge Silva abriu o ativo.
O Porto estava melhor e após alguns avisos, conseguiu abrir o ativo. Defensivamente o registo positivo mantinha-se, com os comandados de Guillem Cabestany a dificultarem imenso a saída de bola para o ataque e não dando espaços ao Tomar.
Sem estranhar, o Porto tinha muito tempo de posse de bola e aos dez minutos, após uma boa circulação do esférico, Hélder Nunes, com uma “picadinha” fez o segundo. A superioridade dos dragões era clara e se o resultado não era mais dilatado, o Tomar muito tinha que agradecer ao seu guarda-redes. Exemplo disso, foi uma recuperação de bola de Reinaldo Garcia, que não resultou no golo do argentino devido a duas boas intervenções do jovem guardião.

Fonte: FC Porto
Numa transição ofensiva do Porto, depois de um lance onde o Tomar esteve perto de ter uma grande oportunidade para reduzir o marcador, João Lomba cortou a bola com o braço e evitou o golo de Rafa, o que correspondeu a uma grande penalidade. Penalti essa que foi concretizada por Gonçalo Alves com uma seticada rasteira junto ao poste direito. A cinco minutos do intervalo, lance bem trabalhado pelo Porto e Hélder Nunes, que ainda contou com uma ajuda de João Sardo a fazer um ligeiro desvio na bola, apontou o 4-0. Contudo, passados poucos segundos, Paulo Passos, com uma picadinha ao segundo poste e alguma sorte à mistura, reduziu para 4-1.
Concluída a primeira parte, o Porto, que esteve bem a atacar e ainda melhor a defender, vencia por 4-1. Resultado que não merecia qualquer tipo de contestação, visto que, o pouco que o Tomar tinha conseguido fazer, mal deu trabalho a Carles Grau, que acabou por sofrer um golo num lance de sorte.
A segunda parte manteve uma toada parecida com a da primeira, ou seja, com o Porto na posse das rédeas do encontro.
Quase com cinco minutos jogados, um contra-ataque de três para dois do Porto, apenas não deu em golo, em virtude de uma grande parada de Diogo Alves. Não marcaram os dragões, marcou o Tomar. João Lomba aproveitou um ressalto de bola no interior da área portista para voltar a encurtar a desvantagem. Logo a seguir, grande contra-ataque do Tomar e após uma bola à barra de Xanoca, Hernâni Diniz colocou a vantagem do Porto na margem mínima. Porém, passados alguns segundos, uma seticada de Jorge Silva, ainda desviada por Gonçalo Alves, colocou uma pedra de gelo no ímpeto da equipa nabantina.
Após um retomar algo aborrecido, os golos vieram dar algum animo ao encontro que, desta forma, estava completamente relançado para os restantes quinze minutos.

Fonte: Parede FC – Hóquei em Patins
Através de uma iniciativa de Hernâni Diniz, o Tomar beneficiou de um pénalti, devido a uma falta de Reinaldo Garcia. Contudo, Paulo Passos, frente a frente com Carles Grau, não conseguiu fazer o quarto golo.
À entrada para os dez minutos finais, tudo continuava por definir, mas eram os dragões quem estavam mais perto de aumentar a vantagem do que o Tomar de a reduzir, pois, o Porto voltou a defender melhor e a dificultar a tarefa do conjunto orientado por Nuno Domingues. Para além disto, as duas formações estavam à bica, ou sejam, já tinham feito nove faltas.
Com cerca de quatro minutos para o final, o Tomar dispôs da 10ª falta do Porto, devido a um bloqueio ofensivo de Reinaldo Garcia. Xanoca assumiu a marcação do livre direto, tentou fazer uma “picadinha”, mas acabou por sair por cima. Passados alguns segundos, Xanoca tentou simular uma grande penalidade, mas os árbitros não foram na conversa e marcaram a 10ª falta do Tomar, que Hélder Nunes aproveitou para fazer o 6-3. De seguida, novo livre direto para os azuis e brancos, mas desta feita, Hélder Nunes permitiu a defesa de Diogo Alves. Já dentro do último minuto e numa situação de superioridade numérica, Rafa fez mais um golo e fixou o resultado final em 7-3.
Vitória justa do Porto que esteve quase sempre por cima, excetuando alguns minutos após o início do segundo tempo, tendo estado bem a atacar, com uma boa circulação de bola, assim como a defender, o que criou vários problemas ao Tomar. Todavia, embora uma primeira parte má conseguida, o conjunto nabantino deixou boas indicações para a temporada que hoje se iniciou.
Foto de Capa: FC Porto
artigo revisto por: Ana Ferreira











