Reus Deportiu 2-4 FC Porto: Vitória importante rumo aos quartos-de-final

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Perante um Palau d’Esports muito bem composto, o Porto confirmou a sua teórica superioridade e venceu o Reus Deportiu por 4-2. Tornando-se na primeira equipa a vencer na pista do conjunto catalão em 2018/2019. Com este resultado os azuis e brancos lideram o grupo C da Liga Europeia, em conjunto com o Amatori Lodi, e ficam muito bem encaminhados para os quartos-de-final da competição. 

O jogo arrancou de forma frenética e logo nos primeiros instantes o marcador ficou perto de ser inaugurado. Primeiro, Ballart travou uma stickada de meia distância de Gonçalo Alves e momentos depois, Marc Julià, servido por Alex Rodriguez, atirou ao lado.

A jogar em casa, o Reus tinha mais tempo de posse de bola e com cerca de quatro minutos disputados, César Carballeira enviou o esférico à barra da baliza de Nelson Filipe. Sem grandes possibilidades de explorar as transições rápidas, o Porto estava a preocupar-se muito mais em defender bem e não dar espaços ao conjunto catalão.

Somente aos oito minutos os dragões conseguiram criar perigo. Contra-ataque rápido de dois para um, mas Rafa, servido por Gonçalo Alves, não conseguiu marcar. Todavia, segundos depois, Hélder Nunes transportou a bola pela esquerda e serviu Rafa, que se havia soltado da sua marcação, para fazer o 1-0.

O golo fez o Porto subir em rinque e passar a ter a bola mais tempo em sua posse, mas sem conseguir criar reais oportunidades de golo. Muito devido à maior vontade em controlar e construir do que unicamente procurar a baliza de Ballart. 

Não sendo fácil entrar na defesa azul e branca, os jogadores do Reus, ao bom estilo espanhol, começaram a apostar na meia distância, mas Nelson Filipe demonstrava segurança. Os dragões, por seu lado, conseguiam dispor de algumas chances para marcar, mas a finalização não estava a sair bem. Nem mesmo as iniciativas individuais estavam a ter um bom desfecho. A cerca de cinco minutos da pausa, Poka ganhou espaço e stickou forte para a defesa de Ballart. Volvidos alguns instantes, Cocco ganhou um ressalto, tentou uma “picadinha”, mas Ballart negou o golo ao italiano.

A faltarem quatro minutos para o intervalo, o Porto usufruiu de uma nova situação de contra-ataque, desta feita de três para dois, mas Poka não conseguiu marcar. Pouco depois, Gonçalo Alves fez uso da sua forte meia distância, mas Ballart defendeu.

Com pouco mais de dois minutos para a pausa, o Reus aproveitou uma perda de bola de Gonçalo Alves na meia pista ofensiva e Joan Salvat, com uma grande stickada, fez o 1-1.

Chegado o intervalo, o marcador indicava um empate a 1-1 entre o Reus e o Porto. Resultado que se ajustava, tendo em conta a boa entrada dos espanhóis e o subir de rendimento dos portistas, que até foi a equipa com mais e melhores oportunidades de golo. Porém, num dos poucos, senão no único, contra-ataque de que os catalães beneficiaram conseguiram igualar o encontro.

Depois da derrota em Itália contra o Lodi, o Reus precisava de ganhar, mas apesar do muito apoio dos seus adeptos, acabou por perder contra o Porto
Fonte: Reus Deportiu

A segunda parte começou a um bom ritmo, com o Porto a ter mais bola e oportunidades para marcar. Contudo, com quatro minutos jogados, Gonçalo Alves viu um cartão azul após uma falta cometida sobre Alex Rodriguez. Marc Juilà foi o escolhido para a conversão do livre-direto e com alguma sorte à mistura conseguiu fazer o 2-1. 

A vantagem no marcador poderia ter sido anulada minutos depois, mas Ballart voltou a impedir um golo de Rafa. Contudo, volvidos alguns segundos, lance de superioridade numérica dos dragões e Giulio Cocco, servido por Reinaldo Garcia, apontou o 2-2. Passados trinta segundos, Cocco voltou a marcar e fez o 3-2 para o Porto.

Após uma entrada um pouco um falso nos segundos vinte e cinco minutos, o conjunto portista voltou a subir o nível e a estar “confortável” em pista. No entanto, não poderia haver deslumbramentos, pois, qualquer desatenção poderia resultar em golo.

Em cima da marca dos trinta e nove minutos de jogo, o Porto voltou a demonstrar a sua superioridade e a passe de Cocco, Poka avolumou a vantagem da equipa portuguesa para 4-2. Minutos depois, os dragões estiveram a centímetros de voltar a marcar, mas Ballart conseguiu defender uma “picadinha” de Reinaldo Garcia.

Sem qualquer derrota sofrida em casa na presente temporada, o Reus tentava reentrar no encontro, mas apenas a partir do stick de Marc Juilà conseguia criar algum perigo. 

Na dianteira, o Porto controlava o jogo, fechando todos os espaços para a sua baliza e circulando o esférico quando em posse. 

Com pouco mais de dois minutos para se jogar no marcador, Hélder Nunes podia ter colocando um ponto final na partida, mas o capitão azul e branco, isolado perante Ballart, não conseguiu superar o guardião do Reus. 

Até o fim, o Porto controlou e apesar de algumas oportunidades, o marcador acabou por não sofrer mais nenhuma modificação.

Finalizado o encontro, o Porto garantiu uma importante vitória contra o Reus Deportiu por 4-2. O conjunto portista foi superior durante a maior parte do tempo e apenas em alguns momentos sofreu, tendo sabido aguentar e dar a volta por cima. Nota ainda para a negativa arbitragem levada a cabo pela dupla italiana composta por Luca Molli e Massimiliano Carmazzi, com os dragões a terem sido os principais prejudicados. 

No outro jogo do grupo C, o Amatori Lodi venceu, em França, o Saint Omer por 3-1. Resultado que o faz partilhar a liderança do grupo com o Porto, ambos com seis pontos.  

Reus Deportiu: 1-Candid Ballart (GR), 5-Joan Salvat (CAP.), 15-Marc Julià, 27-Alex Rodriguez e 55-César Carballeira; Jogaram ainda: 2-Joan Escala, 6-Romà Bancells, 14-Tiago Rafael e 17-Cristian Rodríguez 

FC Porto: 10-Nelson Filipe (GR), 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes (CAP.); Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 7-Giulio Cocco e 18-Poka

Diogo Nunes
Diogo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Adepto ferrenho do Benfica, o Diogo deixou de sofrer golos nos rinques de Hóquei em Patins, a sua modalidade de eleição, para passar a descrevê-los em artigos.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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