SL Benfica 4-7 Sporting CP: Leões vencem na luz e ficam a uma vitória do título

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CONFERÊNCIA BnR

SL Benfica

BnR-Falou sobre a questão do sorteio condicionado. Esta semana surgiu uma noticia onde era indicado que a FPP estaria a pensar alterar o modelo do campeonato para duas fases regulares. Qual é a sua opinião sobre esse modelo? Seria mais ou menos benéfico para o hóquei em patins?

Pedro Nunes- Tudo o que seja para o bem do hóquei em patins tem a minha assinatura e aprovação. Primeira questão, o Benfica sempre foi contra segundas fases e playoffs, que isso fique bem claro. Das duas hipóteses, o Benfica escolher o mal menor, a segunda fase. A única coisa que aponto é que são mais quatorze jogos. O que vai retirar força em termos internacionais às equipas portuguesas, não tenho duvida disso. Se esse modelo for colocado em prática na próxima época, temo que, em termos de seleção nacional para os Roller Games de Barcelona, os jogadores portugueses cheguem mais massacrados dos que todos os outros jogadores das restantes seleções. Além disso, em forma de crítica construtiva, não é a meio de maio que se informa os clubes que vai ser feita uma alteração no quadro competitivo, porque, provavelmente, os clubes teriam de repensar a formulação dos seus planteis, pois, acredito que com mais quatorze jogos a este nível, que o será, se calhar, dez atletas vão ser poucos.

Outras declarações

 “Vencedor justo. Dou os parabéns ao Sporting, pois, foi melhor que o Benfica durante a maior parte do jogo. As duas equipas entraram com estratégias bem definidas, com a do Sporting a surtir mais efeito durante os primeiros vinte cinco minutos. Posse de bola alargada, ataque a rondar os quarenta e cinco segundos. Os dois primeiros golos são desvios. Golos que traíram uma equipa que, até então, estava a defender e o guarda-redes não estava a ter muito trabalho.

O Benfica esteve muito nervoso, não soube ser reativo positivamente. Reagiu com muita crença, muita vontade, mas não conseguia organizar o seu ataque sem se expor, demasiadas vezes, ás transições ofensivas do adversário. O resultado ao intervalo, na minha perspetiva, era demasiado penalizador, mas o Sporting esteve melhor. 

Na segunda parte, o Benfica esteve mais próximo daquilo que tem sido habitual. Um Benfica reativo, enérgico, com muita vontade e muita crença. Fez o mais difícil, que era chegar ao 3-3 e aqui o jogo, talvez, pedisse outro tipo de abordagem no processo defensivo, mas, sobretudo, na questão individual com e sem bola. A partir daí, o Sporting voltou ao seu registo inicial e bem. Com a vantagem de um golo, a estratégia inicial poderia voltar a ser colocada em prática e o Benfica lutou muito, chegou muitas vezes à baliza com perigo, mas com pouca lucidez e discernimento.

“A equipa soube reagir. Só que uma coisa é reagir bem e outra coisa é reagir mal. O Benfica, logo após sofrer o 4-3, teve duas bolas de golo dentro da área do Sporting, mas não as conseguiu concretizar. 

Sobre a questão emocional, esta equipa está habituada a jogar nestes ambientes e até hoje nunca tinha falhado. Falhou hoje, porque o Sporting foi melhor e porque eu quero querer que, hoje, houve muita desinspiração coletiva do Benfica.” 

“As contas estão complicadíssimas. Acho que nós temos que ter noção que o Sporting e o Porto, neste momento, são os principais candidatos ao título. Eu acho que, dificilmente, o Benfica chegará ao título. 

Da parte do Benfica há um assumir claro que, não dependendo de nós, não me parece bem, estar a falar do título. É inglório, pois, equipa sofreu, hoje, a primeira derrota no campeonato, quando faltam duas jornadas para o final.”  

Sporting CP

BnR-Esta é uma vitória histórica do Sporting, que já não ganhava ao Benfica, na luz, há imensos anos. Acha que esta vitória consolida, ainda mais, o projeto de candidato ao título do Sporting?

Paulo Freitas- Não faço ideia de há quantos anos o Sporting não ganhava ao Benfica na Luz, nem é importante nesta altura. O importante é dar os parabéns aos jogadores do Sporting que foram fantásticos. Assim como, dar os parabéns aos jogadores do Benfica e ao seu treinador, pois, foram uns dignos vencidos. 

Relativamente ao tempo em que não ganhávamos aqui, sinceramente, não me interessa, nem para nós é importante, porque, tal como eu venho dizendo, nós vivemos o presente e perspetivamos o futuro. Desde o primeiro dia que assumimos que queríamos entrar nos momentos de decisão e é isso que está a acontecer. Hoje não é rigorosamente mais nada para além disso. Nós, hoje, saímos daqui satisfeitos porque este é o dérbi dos dérbis, onde todos gostam de jogar, participam e fundamentalmente de ganhar, mas para nós não altera rigorosamente nada. Este jogo vale na mesma três pontos. Consolida, obviamente, aquilo que tem vindo a ser o nosso discurso, que é um discurso de ambição, mas sabemos que não ganhámos rigorosamente nada, pois, se hoje defrontámos uma grande equipa, no próximo fim de semana vamos encontrar outra grande equipa que temos, claramente, que respeitar, mas que vamos defrontar com a ilusão de conquistar três pontos, tal como fizemos aqui.

Outras declarações

“Acho que fomos mais fortes durante os cinquenta minutos. Entrámos melhor que o Benfica, numa primeira parte muito, muito bem conseguida, em que acabamos por surpreender o Benfica com a estratégia que trouxemos e depois com aquilo que nos carateriza. Uma equipa a saber sofrer e uma equipa a perceber que, do outro lado, estava uma grande equipa com um público entusiasta a apoiá-la e em cima de nós.

Sabíamos que íamos passar por momentos difíceis. Conseguimos aguentá-los e nos momentos certos cavar a diferença que nos poderia, de algum modo, tranquilizar no jogo.

Acho que nos dez primeiros muitos da segunda parte o Benfica acabou por ser mais forte do que nós. Conseguiu concretizar, conseguiu encostar-nos ás cordas naquele momento e acho que, a partir daí, o jogo volta a ser todo da minha equipa e num competo geral, acho que fomos uns justos vencedores”.

“Não. Repare, todos nós fazemos essas contas. Nós sabíamos que se o Benfica ganhasse o jogo, o título estava entregue. De forma alguma quero faltar ao respeito ao Infante Sagres e ao Grândola, mas seria uma evidência. Nós também sabíamos que eramos uma equipa que vinha à procura de conquistar três pontos, mas percebíamos que, se a partir de determinado momento tivéssemos de estancar o jogo e tivéssemos de sair daqui com um ponto, nós sairíamos daqui com um ponto. Isso não significa falta de ambição, mas significa pragmatismo e respeito pelos adversários que estão em competição. Portanto, a única coisa que isto trás são os três pontos confortáveis de uma vitória e a possibilidade de continuar a discutir aquilo que assumimos desde a primeira hora em que nos juntamos para começar a trabalhar nesta época. 

Se me permitem, uma palavra para os vinte heróis que aqui estiveram por parte da minha gente do Sporting e dedicar-lhes esta vitória pelo entusiasmo que trouxeram ao jogo”.

“Não senti nenhuma ansiedade da parte dos jogadores.. Rigorosamente nada. Nem sentia hoje, nem vou sentir durante a semana. Agora, nós somos seres humanos e, por isso, temos sentimentos e eu admito que vá ser uma semana com alguma ansiedade. Tanto para nós, como para o nosso adversário, o Porto, mas o importante é nos atingirmos um grau de maturidade coletivo que nos permita perceber que são situações normais e que estamos preparados para o que aí vem. Portanto, não vejo que se altere rigorosamente nada. Aquilo que nos preocupa neste momento é recuperar os jogadores do desgaste tremendo que aqui tiveram e na segunda-feira voltarmos a trabalhar com a mesma ambição e com o mesmo querer que tivemos até aqui. 

“Eu tenho essa máxima. Eu tenho a máxima que, obviamente, o ataque vai ganhando jogos, mas que uma defesa e coletivo fortes ganham campeonatos. No que nos queremos centrar é, não obstante termos qualidade nas nossas ações atacantes, nos queremos centrar-nos num coletivo muito forte e numa defesa muito forte que nos permita, nesta altura, continuarmos empenhamos em conquistar o título.  

Foto de Capa: Carlos Silva

Diogo Nunes
Diogo Nuneshttp://www.bolanarede.pt
Adepto ferrenho do Benfica, o Diogo deixou de sofrer golos nos rinques de Hóquei em Patins, a sua modalidade de eleição, para passar a descrevê-los em artigos.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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