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Naquele que foi um dos principais encontros da 24ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins, o Benfica recebeu o Sporting e caso vencesse, ficava com o caminho aberto para o título. No entanto, os leões realizaram uma grande exibição, tendo sido melhores que as águias durante grande parte dos cinquenta minutos de jogo, alcançando uma vitória histórica por 7-4. Resultado que deixa o conjunto leonino a um triunfo do título.

A partida teve um inicio dinâmico, mas com os dois conjuntos a jogar de forma diferente. O Benfica a procurar chegar rapidamente ao golo, enquanto que o Sporting tentava fazer uso ao máximo dos quarenta e cinco segundos de ataque.

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Com os encarnados a querer marcar cedo, eram vários os espaços nas suas costas. Algo que o Sporting procurava aproveitar. No entanto, acabou por ser numa situação de posse de bola que os verde e brancos inauguraram o marcador. Caio, à entrada da área do basquete, enrolou o esférico, que pareceu ainda ter sido desviado por alguem, fazendo o 1-0.

Em desvantagem no marcador, o Benfica respondeu, mas nem Diogo Rafael ou Nicolia conseguiram bater Girão. A ânsia em chegar à baliza adversária era tanta que Valter Neves e Pedro Henriques iam passando calafrios, mas o guardião das águias não permitia novas mexidas no score. Através de uma iniciativa individual de Jordi Adroher, Vítor Hugo cortou a bola, deliberadamente, com o patim dentro da sua área, fazendo o Benfica beneficiar de uma grande penalidade. João Rodrigues não acertou bem na bola e Girão defendeu sem grandes dificuldades.

Na frente e sem precisar de arriscar, o Sporting circulava a bola, fazendo uso do tempo de ataque, não atacando a baliza das águias. Apenas o fazia em situações favoráveis. Por seu lado, o Benfica não conseguia criar grandes chances de golo, muito devido a algum individualismo de Nicolia, que tentava fazer tudo e acaba por não conseguir fazer nada.

Já com menos de dez minutos para o intervalo e a segundos do final de um tempo de ataque, Matías Platero stickou da zona da linha de meio campo e João Pinto fez o desvio que colocou o Sporting na frente por 2-0. Pouco depois, foi Ferran Font a ficar perto de marcar, mas a bola enrolada pelo espanhol passou por cima da baliza benfiquista.

A faltarem menos de cinco minutos para a pausa e em virtude de uma perda de bola dos leões, o Benfica ficou perto do golo por intermédio de João Rodrigues e Miguel Rocha. Porém, Girão voltou a levar a melhor. Logo a seguir, foi a fez de Pedro Gil ter sido impedido de marcar por Pedro Henriques, mas alguns momentos depois, Ferran Font rompeu por entre a defensiva encarnada e fez o 3-0. 

Sem conseguir responder de forma contundente, os melhores lances que o Benfica conseguiu criar antes do intervalo foi uma stickada de meia distancia de Diogo Rafael, que embateu em cheio no poste esquerdo da baliza de Girão e um lance de ressalto, já nos últimos segundos, que foi defendido por Girão.

Terminada a primeira parte, o Sporting vencia, de forma clara, o Benfica por três golos sem resposta. A jogar com o pragmatismo habitual, os leões defenderam de forma sólida e aproveitaram as poucas ocasiões de que dispuseram para ir aumentando a diferença no marcador. Tal como ocorrido uma semana antes, no clássico no dragão-caixa, os encarnados realizaram uma primeira parte muito má. Era necessário dar muito mais.

Adroher converte o livre-direto que restabelecia a igualdade
Fonte: Carlos Silva

O retomar do encontro não trouxe grandes novidades ao que se passava em rinque e até foi o Sporting a ser a primeira equipa a ficar perto de marcar. Num lance onde o ressalto lhe foi favorável, Pedro Henriques quase foi enganado.

Disputados cerca de três minutos e meio do segundo tempo, numa jogada de insistência, Jordi Adroher disse sim a um passe de Diogo Rafael e à meia volta, reduziu o marcador para 3-1. De seguida, o Benfica ficou a milímetros de marcar, mas desta feita, a bola passou por cima da baliza leonina. Pouco depois, num lance entre os intervenientes do tento benfiquista, Diogo Rafael viu o golo ser-lhe negado pela luva esquerda de Girão. 

O Benfica continuava a carregar e através de uma recuperação de bola de Nicolia junto à linha de meio campo, o argentino viu Adroher solto, colocou-lhe o esférico e o espanhol não falhou, reduzindo o resultado para 3-2. Pouco depois, os encarnados estiveram perto da igualdade em dois lances, mas a defensiva sportinguista esteve melhor e impediu o terceiro golo das águias. Logo a seguir, Nicolia disparou um “míssil” que apenas foi travado pela barra da baliza de Girão. O ímpeto mantinha-se e de forma a impedir uma saída de Valter Neves para o ataque, Vítor Hugo fez um enganchamento desnecessário sobre o capitão encarnado. Adroher, chamado à responsabilidade, esteve quase a perder o controlo de bola, mas conseguiu marcar e restabelecer o empate no jogo. 

Ainda dentro do clima de festa pela reposição da igualdade, o conjunto benfiquista cometeu a sua 10ª falta. Ferran Font tinha uma oportunidade de ouro de voltar a colocar o Sporting na frente e com uma excelente “picadinha” não desperdiçou o livre-direto e fez o 4-3. Nos instantes seguintes, contra-ataque de dois para um a favor do Sporting e Pedro Henriques, com uma enorme intervenção, negou o golo a Pedro Gil.

O quarto golo dos leões acalmou, um pouco, o que se passava dentro de pista, com o Sporting a conseguir ter mais bola do que nos dez primeiros minutos da segunda parte. Recuperada a forma de jogar apresentada durante o primeiro tempo, João Pinto pegou no esférico e de forma paciente, trocou as voltas a Vieirinha e serviu Henrique Magalhães que, solto no interior da área encarnada, fez o 5-3.

Com pouco mais de sete minutos para se jogar, João Pinto, novamente ele, arriscou uma iniciativa individual e “arrancou” uma grande penalidade. Caio, com hipótese de recolocar a vantagem de três golos no marcador a favor dos leões, não falhou e apontou o 6-3.

A necessitar de vencer para depender apenas de si próprio para conquistar o título, o Benfica procurava a baliza de Girão, mas não conseguia criar lances de perigo. O Sporting, por seu lado, dispunha de muito espaço nas costas da defesa dos encarnados, ia tendo várias chances de golo, mas por um motivo ou outro, não conseguia “matar” a partida.

A cerca de três minutos de meio do fim, Nicolia “sacou” uma grande penalidade a favor do Benfica. O próprio assumiu a marcação do penalti e não falhou, reduzindo o marcador para 4-3. Reavivando as poucas esperanças das águias em virar o jogo ou, na pior das hipóteses, voltar a empatar o mesmo. Volvido um minuto, Nicolia “arrancou” a 10ª falta leonina. Adroher voltou a ser o escolhido para a marcação do livre-direto, tentou executar uma “picadinha”, mas Girão defendeu. 

Ainda antes do fim do jogo, quando o Benfica já só atacava, Pedro Gil, depois de desperdiçar imensas oportunidades, marcou e fixou o marcador final em 7-4 a favor do Sporting.

Vitória história e mais do que justa do Sporting que, pela primeira vez desde que regressou ao ativo, venceu o Benfica, ainda para mais, em pleno pavilhão fidelidade. Os leões venceram bem e conquistaram três pontos que não merecem qualquer tipo de contestação, pois, apenas durante dez minutos não foram superiores aos encarnados. De resto, os verde e brancos estiveram bem a defender, sabendo sofrer em algumas situações, assim como a atacar, voltando a demonstrar um índice de aproveitamento ofensivo muito alto, quando comparados os golos e o número de remates.

Com esta vitória, o Sporting mantém a liderança do campeonato, agora com 65 pontos, mais um que o Porto, que esta tarde recebeu e venceu a Oliveirense por 4-1, que soma 64. Em terceiro, o Benfica permanece com os 61 pontos com que entrou para esta jornada. 

Na próxima semana, o Sporting pode, em caso de vitória, conquistar o seu 8º campeonato, o primeiro desde a temporada de 1987/1988. Pela frente terá o Porto que, para se manter na luta pelo bicampeonato, terá de vencer ou pelo menos não perder no João Rocha.

SL Benfica

Cinco Inicial: 1-Pedro Henriques (GR), 2-Valter Neves (CAP.), 4-Diogo Rafael, 5-Carlos Nicolia e 7-Jordi Adroher

Jogaram ainda: 9-João Rodrigues, 44-Miguel Rocha e 74-Vieirinha

Banco: 10-Guillem Trabal (GR) e 3-Hugo Santos

Sporting CP

Cinco Inicial: 61-Ângelo Girão (GR), 8-Caio, 17-Matías Platero, 30-Vítor Hugo e 88-Henrique Magalhães

Jogaram ainda: 4-Ferran Font, 9-Pedro Gil e 17-João Pinto (CAP.)

Banco: 1-Zé Diogo Macedo (GR) e 57-Toni Pérez

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