Taça 1947 | Sporting CP 3-3 SL Benfica (2-3 GP): Águias vencem 1.ª edição

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A CRÓNICA: SL BENFICA APROVEITA FALHAS DEFENSIVAS

A primeira final da nova competição de Hóquei em Patins foi disputada entre os rivais da Segunda Circular, Sporting CP e SL Benfica. Ambas as equipas entraram muito equilibradas na partida, com o equilíbrio no número de oportunidades a dominar toda a primeira parte. No entanto, os leões conseguiram marcar ainda no primeiro tempo por Romero, com uma stickada de longa distância.

O segundo tempo foi mais animado. Os encarnados entraram mais pressionantes e aproveitarem o desnorte da defensiva leonina para chegarem facilmente à baliza de Girão. Contudo, foi mesmo o Sporting a alargar a vantagem. Ferran Font, em jogada inaugural, fez o segundo da partida para o Sporting, mas desenganem-se aqueles que pensavam que a tranquilidade iria chegar. O capitão do Benfica, Diogo Rafael, também numa iniciativa individual, reduziu para os encarnados, com a ajuda de um desvio do remate nos patins de Platero.

O Benfica continuava à procura do empate, com Girão, até de cabeça a solucionar os lances provocados pelos buracos na defesa dos leões. No entanto, é outra vez o Sporting contra a corrente do jogo a marcar. Font aproveitou o livre direto pela décima falta dos encarnados para fazer o 3-1, numa situação aparentemente bem estudada pelo hoquista espanhol, quanto aos movimentos de Pedro Henriques.

Os encarnados acabaram também por aproveitar as bolas paradas e conseguiram assim não só reduzir a desvantagem, como também igualar a partida. Nicolía, de grande penalidade, e Ordoñez, de livre direto pela décima falta do Sporting, acabaram por levar o jogo ao prolongamento.

No prolongamento, não houve lugar a golos, apenas duas oportunidades nos ferros, uma para cada lado. Já nos penaltis, os dois guarda-redes destacaram-se com apenas à quinta grande penalidade cobrada a ser concretizada. Três defesas para Pedro Henriques, duas para Girão e Nicolía cobrou o penalti decisivo.

O Benfica ganhou com mérito, apesar de nunca ter estado em vantagem no tempo regulamentar e no prolongamento. Os encarnados nunca desistiram e aproveitaram as falhas defensivas dos leões e ficam assim com a primeira Taça 1947.

 

A FIGURA

Diogo Rafael – O capitão dos encarnados deu o exemplo à equipa e marcou o primeiro para os encarnados, quando começava a parece que a baliza de Girão era inviolável. Foi um dos elementos que pautou o ritmo de jogo do Benfica e cumpriu ao concretizar a grande penalidade, no desempate final.

 

O FORA DE JOGO

Defesa do Sporting – Mesmo em vantagem, a defesa leonina mostrou-se sempre frágil no capítulo das marcações, com os jogadores do Benfica a chegarem facilmente a zona de finalização. Algo a melhorar na equipa de Paulo Freitas que já tinha revelado fragilidades.

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Os sportinguistas apresentaram um ataque dinâmico com a troca de bola constante. O 1×1 foi usado durante a segunda parte por jogadores como Romero, Verona ou Toni Perez, abrindo brechas na defensiva adversária.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Girão (8)

Verona (7)

 Romero (7)

Font (8)

João Souto (7)

SUBS UTILIZADOS

Zé Diogo Macedo (-)

Telmo Pinto (7)

 Pedro Gil (7)

Platero (7)

Toni Perez (8)

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O Benfica conseguiu através de uma gestão de posse, criar desequilíbrios na defesa leonina. No entanto, a defesa ficou muitas vezes expostas aos contra-ataques do Sporting. Valter Neves e Diogo Rafael tentaram fazer a ligação entre a defesa e o ataque.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Henriques (8)

Valter Neves (7)

Diogo Rafael (8)

Edu Lamas (6)

Ordoñez (7)

SUPLENTES UTILIZADOS

Marco Barros (-)

Vieirinha (7)

Nicolia (7)

Aragonès (6)

Gonçalo Pinto (7)

Foto de capa: SL Benfica

Pedro Filipe
Pedro Filipehttp://www.bolanarede.pt
Curioso em múltiplas áreas, o desporto não podia escapar do seu campo de interesses. O seu desporto favorito é o futebol, mas desde miúdo, passava as tardes de domingo a ver jogos de basquetebol, andebol, futsal e hóquei nacionais.

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