📲 Segue o Bola na Rede nos canais oficiais:

Brasil 0-3 Estados Unidos: Norte-americanas são de ouro pela primeira vez

- Advertisement -

A CRÓNICA: DOMÍNIO DO INÍCIO AO FIM

Os Estados Unidos venceram pela primeira vez o título olímpico de voleibol feminino. Na final jogada na Ariake Arena, em Tóquio, as norte-americanas derrotaram na final o Brasil por 3-0. Após falharem o terceiro título de campeão olímpico, as brasileiras levam para casa uma inédita medalha de prata.

O primeiro set começou com uma vantagem de 4-0 a favor das norte-americanas. O Brasil equilibrou tarde para conseguir impedir que os Estados Unidos terminassem o parcial inicial na frente por 25-21.

A seleção orientada por Karch Kiraly manteve o domínio claro sobre as brasileiras. Com isso, as campeãs do mundo em 2014, fecharam o segundo set em 25-20.

José Roberto Guimarães, treinador do Brasil, tentou recuperar os índices anímicos da equipa, mas as jogadoras continuaram muito erráticas. Com facilidade, os Estados-Unidos fecharam o jogo em 3-0, após vencerem o último set por 25-14. A oposta Andrea Drews foi a melhor marcadora do jogo com 15 pontos.

Este foi o quinto jogo a valer medalhas olímpicas entre as duas seleções líderes do ranking mundial, o terceiro com o ouro em disputa. As anteriores duas finais de Jogos Olímpicos que opuseram Brasil e Estados Unidos, em Pequim 2008 e Londres 2012, terminaram com vitória da canarinha, que no Rio de Janeiro, em 2016, a jogar em casa, caiu nos quartos de final. Ainda assim, o Brasil tinha perdido os últimos quatros jogos diante dos Estados Unidos, de entre os quais as duas mais recentes finais da Liga das Nações, a última delas em junho.

No caminho até à final, o Brasil terminou em primeiro lugar do grupo A sem derrotas e, na fase a eliminar, deixou pelo caminho o Comité Olímpico Russo e a Coreia do Sul. A derrota dos Estados Unidos frente ao Comité Olímpico Russo não impediu a seleção norte-americana de terminar na frente do grupo B antes de enviar República Dominicana e Sérvia para casa nos quartos de final e nas meias-finais, respetivamente.

No jogo de atribuição do terceiro lugar, a Sérvia venceu a Coreia do Sul por 3-0. As campeãs do mundo garantiram assim a medalha de bronze depois de terem terminado em segundo lugar no Rio de Janeiro.

 

A FIGURA

Jordyn Poulter – O bom primeiro toque da equipa facilitou-lhe a tarefa de distribuição. Meteu a bola alternadamente e com precisão em todas as suas atacantes, deixando toda a gente contente, menos o Brasil. Ainda deu contributos de qualidade no bloco.

O FORA DE JOGO

Carol Gattaz – A central brasileira chegava como uma das melhoras blocadoras da competição, mas falhou nesse aspeto. Quando foi procurada para atacar, esteve bastante descoordenada com a sua passadora e também aí não foi capaz de deixar a sua marca.

 

ANÁLISE TÁTICA – BRASIL

O Brasil vinha conseguindo bastantes pontos de bloco ao longo da competição. No entanto, na final, as brasileiras tiveram muita dificuldade em montá-lo devido ao atraso das centrais em chegar às pontas. A alguns erros no serviço, juntaram-se erros ainda mais graves na receção que não permitiram à distribuidora Macris ter múltiplas opções de ataque disponíveis.

EQUIPA E PONTUAÇÕES

Carol Gattaz (4)

Rosamaria (5)

Macris (4)

Roberta (4)

Gabi (6)

Natália (4)

Carol (5)

Fe Garay (6)

Ana Cristina (-)

Camila Brait (5)

Ana Beatriz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTADOS UNIDOS

Jordyn Poulter variou bastante a distribuição, iludindo o bloco contrário. Conseguiu envolver Michelle Bartsch-Hackley e Jordan Larson em zona quatro, Andrea Drews em zona dois e Foluke Akinradewo no centro da rede. Ao nível do bloco, também foram bastante eficientes. Quando não o conseguiram ser, resgataram muitas bolas na defesa. A líbero Justine Wong-Orantes foi muito importante na garantia de coberturas e no resgate de muitas bolas.

EQUIPA E PONTUAÇÕES

Jordyn Poulter (8)

Justine Wong-Orantes (8)

Jordan Larson (7)

Andrea Drews (7)

Michelle Bartsch-Hackley (7)

Kimberly Hill (5)

Foluke Akinradewo (7)

Haleigh Washington (6)

Francisco Grácio Martins
Francisco Grácio Martinshttp://www.bolanarede.pt
Em criança, recreava-se com a bola nos pés. Hoje, escreve sobre quem realmente faz magia com ela. Detém um incessante gosto por ouvir os protagonistas e uma grande curiosidade pelas histórias que contam. É licenciado em Jornalismo e Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e frequenta o Mestrado em Jornalismo da Escola Superior de Comunicação Social.

Subscreve!

Artigos Populares

Bino Maçães: «O mercado abriu-se de uma forma como nunca antes se tinha visto. Podemos contratar em qualquer lado, temos equipas em Portugal que...

Bino Maçães foi entrevistado pelo Bola na Rede. Selecionador nacional passou em revista ano dos sub-17 com vitórias no Europeu e no Mundial.

Nuno Espírito Santo e a pesada derrota do West Ham: «Não me lembro de um dia em que me tenha sentido tão mal num...

Nuno Espírito Santo reagiu à pesada derrota do West Ham frente ao Wolverhampton, último classificado da Premier League.

Bino Maçães e a aposta dos clubes nos sub-17: «O José Neto é um bom exemplo daquilo que é o crescimento e a aposta...

Bino Maçães foi entrevistado pelo Bola na Rede. Selecionador nacional passou em revista ano dos sub-17 com vitórias no Europeu e no Mundial.

Bino Maçães pede aposta dos clubes: «Talento vamos continuar a ter e esta é a prova viva de que temos grande capacidade e qualidade....

Bino Maçães foi entrevistado pelo Bola na Rede. Selecionador nacional passou em revista ano dos sub-17 com vitórias no Europeu e no Mundial.

PUB

Mais Artigos Populares

Florentino Luís desmente Pedro Mantorras: «Nunca existiu qualquer acordo para eu representar a Seleção Nacional de Angola»

Florentino Luís veio a público desmentir Pedro Mantorras, após declarações do antigo avançado sobre a sua situação na Federação de Angola.

Bino Maçães e a tranquilidade nos penáltis no Mundial Sub-17: «É aparência, sabemos que por dentro as pulsações estão a mil»

Bino Maçães foi entrevistado pelo Bola na Rede. Selecionador nacional passou em revista ano dos sub-17 com vitórias no Europeu e no Mundial.

Bino Maçães e a influência da derrota nos sub-17: «Via-os mais calados quando normalmente são brincalhões»

Bino Maçães foi entrevistado pelo Bola na Rede. Selecionador nacional passou em revista ano dos sub-17 com vitórias no Europeu e no Mundial.