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Brasil 0-3 Estados Unidos: Norte-americanas são de ouro pela primeira vez

Francisco Grácio Martins · 3 min

Estados Unidos Voleibol
Foto: USA Volleyball

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A CRÓNICA: DOMÍNIO DO INÍCIO AO FIM

Os Estados Unidos venceram pela primeira vez o título olímpico de voleibol feminino. Na final jogada na Ariake Arena, em Tóquio, as norte-americanas derrotaram na final o Brasil por 3-0. Após falharem o terceiro título de campeão olímpico, as brasileiras levam para casa uma inédita medalha de prata.

O primeiro set começou com uma vantagem de 4-0 a favor das norte-americanas. O Brasil equilibrou tarde para conseguir impedir que os Estados Unidos terminassem o parcial inicial na frente por 25-21.

A seleção orientada por Karch Kiraly manteve o domínio claro sobre as brasileiras. Com isso, as campeãs do mundo em 2014, fecharam o segundo set em 25-20.

José Roberto Guimarães, treinador do Brasil, tentou recuperar os índices anímicos da equipa, mas as jogadoras continuaram muito erráticas. Com facilidade, os Estados-Unidos fecharam o jogo em 3-0, após vencerem o último set por 25-14. A oposta Andrea Drews foi a melhor marcadora do jogo com 15 pontos.

Este foi o quinto jogo a valer medalhas olímpicas entre as duas seleções líderes do ranking mundial, o terceiro com o ouro em disputa. As anteriores duas finais de Jogos Olímpicos que opuseram Brasil e Estados Unidos, em Pequim 2008 e Londres 2012, terminaram com vitória da canarinha, que no Rio de Janeiro, em 2016, a jogar em casa, caiu nos quartos de final. Ainda assim, o Brasil tinha perdido os últimos quatros jogos diante dos Estados Unidos, de entre os quais as duas mais recentes finais da Liga das Nações, a última delas em junho.

No caminho até à final, o Brasil terminou em primeiro lugar do grupo A sem derrotas e, na fase a eliminar, deixou pelo caminho o Comité Olímpico Russo e a Coreia do Sul. A derrota dos Estados Unidos frente ao Comité Olímpico Russo não impediu a seleção norte-americana de terminar na frente do grupo B antes de enviar República Dominicana e Sérvia para casa nos quartos de final e nas meias-finais, respetivamente.

No jogo de atribuição do terceiro lugar, a Sérvia venceu a Coreia do Sul por 3-0. As campeãs do mundo garantiram assim a medalha de bronze depois de terem terminado em segundo lugar no Rio de Janeiro.

 

A FIGURA

Jordyn Poulter – O bom primeiro toque da equipa facilitou-lhe a tarefa de distribuição. Meteu a bola alternadamente e com precisão em todas as suas atacantes, deixando toda a gente contente, menos o Brasil. Ainda deu contributos de qualidade no bloco.

O FORA DE JOGO

Carol Gattaz – A central brasileira chegava como uma das melhoras blocadoras da competição, mas falhou nesse aspeto. Quando foi procurada para atacar, esteve bastante descoordenada com a sua passadora e também aí não foi capaz de deixar a sua marca.

 

ANÁLISE TÁTICA – BRASIL

O Brasil vinha conseguindo bastantes pontos de bloco ao longo da competição. No entanto, na final, as brasileiras tiveram muita dificuldade em montá-lo devido ao atraso das centrais em chegar às pontas. A alguns erros no serviço, juntaram-se erros ainda mais graves na receção que não permitiram à distribuidora Macris ter múltiplas opções de ataque disponíveis.

EQUIPA E PONTUAÇÕES

Carol Gattaz (4)

Rosamaria (5)

Macris (4)

Roberta (4)

Gabi (6)

Natália (4)

Carol (5)

Fe Garay (6)

Ana Cristina (-)

Camila Brait (5)

Ana Beatriz (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – ESTADOS UNIDOS

Jordyn Poulter variou bastante a distribuição, iludindo o bloco contrário. Conseguiu envolver Michelle Bartsch-Hackley e Jordan Larson em zona quatro, Andrea Drews em zona dois e Foluke Akinradewo no centro da rede. Ao nível do bloco, também foram bastante eficientes. Quando não o conseguiram ser, resgataram muitas bolas na defesa. A líbero Justine Wong-Orantes foi muito importante na garantia de coberturas e no resgate de muitas bolas.

EQUIPA E PONTUAÇÕES

Jordyn Poulter (8)

Justine Wong-Orantes (8)

Jordan Larson (7)

Andrea Drews (7)

Michelle Bartsch-Hackley (7)

Kimberly Hill (5)

Foluke Akinradewo (7)

Haleigh Washington (6)

Francisco Grácio Martins

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