Jogos Olímpicos de Inverno 2026: Presença honrada, mas pouco notada para os lusos

- Advertisement -
modalidades cabeçalho

Historicamente, os Jogos Olímpicos de Inverno não são uma competição na qual Portugal esteja habituada a resultados de destaque. Por isso, as expectativas para Milano-Cortina não eram elevadas. E, a realidade assim o confirmou. Com três atletas presentes, as cores nacionais foram representadas de forma honrada, mas sem desempenhos que deixem marcas duradouras na nossa memória.

José Cabeça (ski cross-country) participou pela segunda vez em Olimpíadas. Depois de um 88.º nos 15 Km de partida intervalada em 2022, agora participou em duas provas. Nos 10 Km terminou em 99.º entre 113 participantes e no Sprint finalizou como 91.º dos 94 competidores. O que se esperava foi o que se obteve: meramente marcar presença, numa modalidade em que Portugal tem conseguido alguma presença, sempre com resultados semelhantes.

Vanina Guerrillot (ski alpino) também já está habituada a estes palcos e a sua consistência valeu-lhe algumas melhorias face a Pequim 2022. No Slalom, que há quatro anos não tinha terminado, obteve um 45.º posto, enquanto no Slalom Gigante melhorou do 43.º para o 41.º. Não desiludiu e voltou a garantir um impacto positivo da presença nacional.

Já Emeric Guerrillot (ski alpino) foi o único estreante lusitano nesta edição. Com apenas 18 anos, o irmão mais novo de Vanina deu muito boa conta de si e deixou-nos com alguma expectativa de resultados de nota no futuro. Participando em três vertentes, não terminou no Slalom, mas compensou com um 38.º no Slalom Gigante e um 32.º em Super G.

Seguramente que todos desejaríamos mais, que todos gostaríamos de ver a bandeira nacional erguida num dos podiums destes Jogos. Contudo, a realidade sempre impera. Sem infraestrutura ou investimento sustentado nos desportos de neve, a receita para enfrentar as Olímpiadas invernais: encontrar uns valentes que honrem o nosso país com a sua presença e sonhar com as medalhas num futuro longínquo.

José Baptista
José Baptistahttp://www.bolanarede.pt
O José tem 24 anos e é de Direito. Adora escrever e, para ele, o desporto deve ser em quantidade e em variedade. O Ciclismo é a sua grande paixão e em 2015 redescobriu o Wrestling.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Maxi Araújo evita pesadelo, mas não evita empate e Uruguai perde pontos contra a Arábia Saudita no Mundial 2026

A Arábia Saudita e o Uruguai empataram na primeira jornada do Mundial 2026. Resultado deixa tudo com um ponto no Grupo H.

Em canal aberto, grátis e não só: onde ver todos os jogos do Mundial 2026 esta terça-feira, 16 de junho?

O Mundial 2026 continua com os jogos dos Grupos I e J. Sabe onde ver os encontros da noite (e madrugada) desta terça-feira, 16 de junho.

Oceano Cruz abandona o comando da Seleção Sub-20 após a conquista do Torneio Maurice Revello: «Chega a altura de me despedir…»

Depois de três anos no cargo, Oceano Cruz está de saída da Seleção Sub-20. O treinador deixou uma mensagem de despedida nas redes sociais.

Cabo Verde em destaque: Os cinco representantes em Portugal e a herança deixada por muitos outros

5 dos jogadores que ajudaram Cabo Verde a fazer história na estreia no Mundial 2026 têm contrato em Portugal e muitos outros já estiveram de passagem.

PUB

Mais Artigos Populares

Ex-colega de Erling Haaland e Fredrik Aursnes sobre médio do Benfica: « É futebolista mais subestimado do mundo»

Ruben Gabrielsen elogiou Fredrik Aursnes e Erling Haaland, considerando o médio do Benfica o jogador mais subestimado do mundo.

Bélgica não convence e deixa para trás pontos diante do Egito na estreia no Mundial 2026

A Bélgica empatou com o Egito na estreia das duas seleções no Mundial 2026. Empate abre contas do Grupo G da competição.

Luis de La Fuente reflete sobre o empate entre Espanha e Cabo Verde: «Quando a bola não quer entrar… não quer entrar»

Luis de La Fuente deixou elogios à organização defensiva de Cabo Verde e destacou o número de oportunidades criadas por Espanha.