Sonho do Olimpo #3: Asfalto americano deu 1.º Ouro Olímpico português

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A MODALIDADE: NATAÇÃO ARTÍSTICA

Não mudámos muito, visto que continuamos em estado líquido para falar da modalidade deste artigo. Sintonia, elasticidade, perfeição, coreografia, tudo e mais alguma coisa. São as competências necessárias para uma atleta da Natação Artística. Sim! A alteração em 2017 deu este novo nome àquilo a que estávamos habituados a chamar de «Natação Sincronizada».

Uma modalidade que combina natação, dança e ginástica e é considerado um desporto completo por combinar tantas competências. Com uma elevada popularidade nos Estados Unidos, não é surpreendente que a sua primeira presença em Jogos Olímpicos seja nos de 1984, em Los Angeles.

A federação internacional que coordena a modalidade é a Federação Internacional de Natação (FINA) e em Portugal quem está responsável é a Federação Portuguesa de Natação (FPN). Esta modalidade, juntamente com a Ginástica Rítmica, é exclusivamente dedicada às atletas femininas. Atualmente, só estão incluídas na agenda olímpica a prova de dueto e de equipas, um esquema seguido desde Sydney 2000. Antigamente, existia também a prova de solo, porém, foi retirada em Barcelona 1992.

Mas esta é uma modalidade em que há muitos pontos em avaliação e, consequentemente, muito que explicar em termos de pontuações! Pelas duas provas existentes, há três paneis de júris constituídos por cinco indivíduos, que avaliam as participantes de zero a dez. A pontuação mais alta e a pontuação mais baixa são sempre descartadas e a soma dos três resultados restantes darão o resultado final. Nas provas, o total de pontos é apresentado com a soma entre a «technical routine» e a «free routine».

A equipa russa que venceu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 (Fonte: Olympic)

Na «technical routine» os júris avaliam a execução (30%), a impressão (30%) e os elementos necessários para a prova (40%). Os primeiros dois painéis têm de dar apenas uma nota enquanto que o último é necessário dar cinco notas para os cinco elementos necessários, que devem ser apresentados por uma ordem específica. Cada elemento tem um Grau de Dificuldade específico. No «free routine» há três painéis de júris que avaliam a execução (30%), a impressão artística (40%) e a dificuldade dos movimentos (30%).

Na competição de equipas há apenas uma sessão de «technical routine» e outra de «free routine», que é a Final. Na competição de duetos há duas sessões (uma «technical routine» e outra «free routine») antes mesmo da grande Final.

Há muitas regras a serem respeitadas e caso alguma seja quebrada pode levar a penalidades que vão afetar o resultado final das atletas. Estas são algumas regras que podem dar penalidades às atletas: o limite do tempo, uso do fundo da piscina ou o movimento incorreto dos elementos necessários nas «routines».

Em termos de medalhas, temos Anastasia Davydova (Rússia) como a mais medalhada de sempre na modalidade com cinco medalhas de ouro entre três Jogos Olímpicos (Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012). Portugal não tem qualquer medalha e também nunca teve nenhuma participação na modalidade em nenhuma das competições desde criação da mesma.

Ainda faltam 136 dias para o início dos Jogos Olímpicos na cidade de Tóquio, mas ainda há muito para (revi)ver connosco nesta viagem pela história Olímpica e portuguesa nesta competição. A nossa travessia ainda nem vai a meio e esperemos que você, caro leitor, continue a ser presença assídua para que possamos mostrar-lhe tudo. «Não perca o próximo artigo, porque nós também não!».

Foto de Capa: Comité Olímpico de Portugal

João Pedro Barbosa
João Pedro Barbosahttp://www.bolanarede.pt
É aluno de Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, tem 20 anos e é de Queluz. É um apaixonado pelo desporto. Praticou futebol, futsal e atletismo, mas sem grande sucesso. Prefere apreciar o desporto do lado de fora. O seu sonho é conciliar as duas coisas de que gosta, a escrita e o desporto.

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