Arthur Hanse novamente em ação para terminar a participação portuguesa nas Olimpíadas 2018, desta vez no Slalom. As aspirações nacionais continuavam modestas com o esquiador de Paris a ter como missão terminar a prova e tentar entrar no leque dos 50 melhores. Tal como em Slalom Gigante, onde o português foi 66º, o favorito maior à conquista do ouro era o suíço Marcel Hirscher.

O líder da Taça do Mundo Geral de Esqui Alpino e da Disciplina de Slalom procura alcançar uma histórica tripla Olímpica, uma vez que já garantiu o lugar mais alto do podium em Slalom Gigante e Combinado Alpino. Também aqui o norueguês Henrik Kristoffersen, prata no Slalom Gigante, se afigurava como o seu maior adversário. Entre os outros nomes com aspirações a medalhas destacavam-se os suíços Daniel Yule e Luca Aerni, o sueco Andre Myhrer, o austríaco Michael Matt e o francês Alexis Pintaurault.

A primeira descida foi muito técnica e os esquiadores sentiram as dificuldades. Kristoffersen foi um dos primeiros a partir entre os favoritos e logo se estabeleceu como líder da prova, com Myhrer a apenas dois décimos de segundo. Entretanto, uma grande parte dos competidores acabou por desistir, 54 no total. Entre eles, Marcel Hirscher. O suíço desequilibrou-se, conseguiu evitar a queda, mas não a saída do percurso. A confirmar o mau dia para os helvéticos, também Luca Aerni não terminou a primeira manga.

Para a segunda ronda, Michael Matt fez o melhor tempo da segunda ronda e colocou-se na rota das medalhas e o surpreendente Ramon Zenhausern salvaria a honra da Suíça e faria tempo semelhante para ser primeiro provisório à falta de apenas os dois primeiros da primeira manga. Myhrer faria o suficiente para se colocar na liderança, mas com apenas o oitavo registo da descida, deixava Kristoffersen com tudo para alcançar o ouro. Só que também o norueguês falhou, saiu do percurso e juntou-se à sempre crescente lista de desistências, dando o ouro de bandeja à Suécia.

Arthur Hanse tem razões para estar orgulhoso
Fonte: Pedro Farromba

Para o português Arthur Hanse a primeira descida foi logo o sinal de que um bom resultado estava a caminho, ao ser 46º numa manga em que só terminar já era um alívio perante o número e o nome daqueles que não resistiam ao percurso. No segundo percurso, o português foi 38º para garantir o mesmo lugar final entre 106 participantes. Este resultado é histórico para Portugal, já que é a melhor classificação relativa alcançada por um luso.

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Apesar de já ter vários resultados melhores em termos absolutos, quando comparados com o número de participantes, apenas por uma vez a equipa nacional tinha alcançado um lugar na primeira metade da tabela, por Camille Dias em 2014, também no Slalom. Agora, Arthur Hanse fez ainda melhor e garante à delegação lusitana sair de PyeongChang com um resultado positivo.

Foto de Capa: Comité Olímpico de Portugal