Athlete A: A história que está a chocar todo o mundo

- Advertisement -

2016 foi o ano em que o verniz estalou na equipa de Ginástica dos Estados Unidos da América. Pouco depois dos Jogos Olímpicos, realizados no Rio de Janeiro, os abusos às atletas conheceram a praça pública. Esse momento mudou para sempre a forma como víamos uma organização que parecia perfeita, depois de tantas medalhas de ouro conquistadas.

O nome de Larry Nassar foi o mais repetido, mas os métodos agressivos de Martá e Béla Karolyi não podem passar despercebidos. Durante décadas, as ginastas eram colocadas à prova, física e mentalmente, num campo no Texas, onde não tinham acesso ao mundo exterior. Os donos da propriedade conseguiam esconder muitas das práticas com a mentalidade vencedora que a US Gymnastics transparecia para todo o mundo.

Os romenos aproveitaram a fama de uma atleta do país de origem, Nadia Comaneci, para virar do avesso as práticas existentes. Com isso, a partir dos anos 80, assistiu-se a uma “infantilização” da equipa, criada com ginastas de tenra idade. Naturalmente, era mais fácil introduzir o método agressivo, dominando personalidades que estavam longe de estar criadas.


Era percetível a formatação das atletas para aquele tipo de submissão. Mas, quando Maggie Nichols alertou para os abusos, um burburinho enorme foi criado dentro da “bolha” do campo de treinos dos Karolyi. No entanto, como seria de esperar, tudo foi negado e “tapado” pelos responsáveis, sendo enorme o risco de estragar a imagem perfeita da organização.

Pouco tempo depois, os abusos sexuais e mentais da US Gymnastics foram expostos pelo Indianapolis Star, um jornal regional do estado do Indiana. A partir desse momento, centenas de atletas começaram a ganhar coragem de contar a sua versão da história. Tudo desaguou numa grande investigação policial, contando com detenções de algumas personalidades, vistas quase como “deuses” no contexto da modalidade.

O fisiatra Larry Nassar, que foi protegido durante demasiados anos, foi preso e espera uma pena de prisão perpétua. Ganhar, mas a que custas? A seleção de Ginástica norte-americana vai pagar durante muito tempo este episódio triste da sua história. No entanto, os casos de sucesso mantêm-se, e espera-se uma força renovada para os Jogos Olímpicos do próximo ano, em Tóquio.

Foto de capa: Oklahoma University Gymnastics

Clara Maria Oliveira
Clara Maria Oliveirahttp://www.bolanarede.pt
A Clara percebeu que gostava muito de Desporto quando a família lhe dizia que estava há muito tempo no sofá a ver Curling. Para isso não se tornar uma prática sedentária, pegava na caneta e escrevia sobre o que via e agora continua a fazê-lo.                              A Clara escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

5 ausências na convocatória da Seleção de Portugal

Roberto Martinez deu a conhecer os 27 convocados que irão representar a seleção de Portugal no tão aguardado campeonato

José Mourinho faz mexidas na estrutura do Real Madrid: eis o que pretende o treinador português

José Mourinho quer contratar um nome que seja o elo de ligação entre os jogadores e a equipa técnica dos merengues.

Giro d’Italia #2: Afonso Eulálio de Rosa e a escalada de Vingegaard

A semana de competição do Giro d'Italia começou com...

Sporting: defesa dos leões com propostas de 3 equipas da Primeira Liga

David Moreira deve deixar de ser jogador do Sporting no próximo mercado. O lateral tem ofertas de três clubes da Primeira Liga.

PUB

Mais Artigos Populares

Grupo C fechado: Eis os convocados de Marrocos para o Mundial 2026

Já se sabe quem vai ao Mundial 2026 por Marrocos. Seleção Marroquina deu a conhecer lista de convocados para o torneio.

Bernardo Silva comenta decisão de sair do Manchester City: «É a minha última oportunidade de ter mais um desafio na minha vida»

Bernardo Silva falou sobre a decisão de deixar o Manchester City. Internacional português vai sair do clube no final da presente temporada.

Bournemouth ou Brighton ainda podem ir à Champions League: eis o cenário

O Bournemouth ou o Brighton ainda podem se qualificar para a Champions League, caso o Aston Villa, depois de ganhar a Europa League, terminar em 5.º na Premier League.