A CRÓNICA: SAMBANDO ATÉ AO TOPO DO PÓDIO

Chegado o dia do tudo o nada, entraram em campo as duas seleções finalistas destes Jogos Olímpicos de Tóquio em Futebol, a sempre mítica Canarinha e a La Roja, sendo que ambas as equipas já tiveram o gosto do ouro olímpico, curiosamente tendo ambas vencido em casa, nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro e nos Jogos de 1992 em Barcelona, respetivamente.

Devido ao facto de serem duas das seleções com maior peso histórico no futebol, aliado ao facto de ambas estarem recheadas de enormes talentos, era difícil perspetivar de antemão qual lado partiria como favorito.

É aos 16 minutos de jogo que surge a primeira ocasião de perigo do jogo e calhou à La Roja, num lance que se inicia com uma magnifica bola de Asensio para a receção de Oyarzabal, que faz um passe de bandeja para Dani Olmo, que vê Diego Carlos a tirar-lhe autenticamente o pão da boca, quase fazendo autogolo.

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O tempo de jogo foi correndo, com investidas perigosas de parte a parte e um remate perigoso de Richarlison.

A quase dez minutos do intervalo e na sequência de um livre, Unai Simón falha a saída e choca de forma violenta com Matheus Cunha, lance que foi revisto pelo VAR e, após visionamento das imagens pelo árbitro da partida, foi assinalada grande penalidade, que foi falhada por Richarlison.

Nos dois minutos de compensação na primeira parte, fruto do ataque avassalador do Brasil, surge o golo de Matheus Cunha, aos 45+3 minutos. O jogo foi então para intervalo com vantagem canarinha.

Richarlison voltou a vacilar no momento de finalização e permitiu que o guarda-redes espanhol fizesse nova defesa e enviou a bola a barra.

À uma hora de jogo, a La Roja faz o empate no marcador com um golaço de Oyarzabal que, de primeira, rematou cruzado com muita força após assistência de Carlos Soler, que entrou no decorrer do segundo tempo.

No decorrer da segunda metade do jogo, o Brasil foi sendo mais vezes perigoso, porém, até perto dos 90 minutos, foi a Espanha que mais vezes tentou o golo, mas não surtiu efeito.

Na segunda parte do prolongamento, continuou a superioridade canarinha, confirmada através de um golo de Malcom, decorria o minuto 109, ganhando na corrida ao seu marcador e finalizando de forma irrepreensível para o 2-1.

Até ao final dos 120 minutos, foi o tudo por tudo da armada espanhola, que arriscou tudo e deu tudo o que tinha, mas acabou por não conseguir contrariar o Brasil, sendo a seleção canarinha campeã olímpica de forma consecutiva, depois de o ter celebrado também nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

 

A FIGURA

Malcom – Saltou do banco na primeira parte do prolongamento cheio de ganas de mexer com o encontro, foi o melhor jogador em campo, trocando as voltas a toda a equipa espanhola e sendo uma autêntica lufada de ar fresco nos processos de uma equipa brasileira cansada e sem ideias. O avançado que atua na Rússia foi o herói da conquista do ouro olímpico por todo o seu contributo físico e emocional para os seus companheiros, para a partida e para a sua nação.

O FORA DE JOGO

Richarlison – A par de Dani Alves, Richarlison era um dos nomes mais sonantes em campo e, como tal, era um dos elementos em que pessoas mais depositavam as suas esperanças. Na verdade, hoje foi um dia não para o astro brasileiro, que esteve desinspirado durante toda a partida, não mostrando os níveis de eficácia e rendimento a que nos habituou e inclusive protagonizando um momento capital da partida, em que assume a marcação de uma grande penalidade que colocaria o Brasil em vantagem.

 

ANÁLISE TÁTICA – BRASIL

O Brasil manteve-se fiel ao seu onze base, sendo que o selecionador brasileiro não quis mexer naquela que considera ser a melhor equipa. Apresentou sempre o mesmo quarteto defensivo, apostando na solidez e consistência como fator chave no bom funcionamento da equipa, e jogou sob uma tática de 4-2-3-1, que é uma tática que exige muita coordenação entre os dois médios.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Santos (7)

Alves (7)

Nino (6)

Diego Carlos (6)

Arana (6)

Luiz (5)

Bruno Guimarães (6)

Antony (6)

Cunha (6)

Claudinho (5)

Richarlison (6)

SUBS UTILIZADOS

Malcom (9)

Gabriel Menino (6)

Paulinho (6)

Reinier (7)

 

 

ANÁLISE TÁTICA – ESPANHA

O selecionador espanhol optou novamente pelo esquema tático 4-3-3, mantendo os mesmos três homens do meio-campo e Oyarzabal, que protagonizou uma exibição de classe frente à Costa do Marfim e vinha para a final com uma elevada confiança.

A tática espanhola foi muito assente na troca de bola, procura de espaços e do erro do adversário, fazendo um verdadeiro jogo de paciência e preparando cada jogada de forma meticulosa. O treinador, com as substituições que foi promovendo, conseguiu agitar o jogo de forma significativa, fazendo o jogo pender para a sua equipa durante um determinado período de tempo, face a um Brasil que mantinha o mesmo onze fatigado.

11 INCIAL E PONTUAÇÕES

Unai Simon (8)

Cucurella (6)

Torres (6)

Garcia (5)

Oscar Gil (5)

Zubimendi (5)

Pedri (6)

Merino (5)

Dani Olmo (6)

Oyarzabal (7)

Asensio (7)

SUBS UTILIZADOS

Carlos Soler (7)

Bryan Gil (7)

Juan Miranda (5)

Rafa Mir (5)

Jon Moncayola (5)

Jesus Vallejo (6)

 

Rescaldo de opinião de Henrique Gil

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

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