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Futebol Olímpico: a imprevisibilidade dos medalhados

Paulo Sousa · 14 min

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O Futebol foi a segunda modalidade coletiva a fazer parte dos Jogos Olímpicos (JO), apenas atrás do Pólo Aquático. Entrou oficialmente nos quadros competitivos desta competição em 1908, na cidade de Londres, com a Grã-Bretanha a sagrar-se a primeira campeã olímpica da modalidade. Durante um longo período, entre a década de 30 e a década de 80, os JO contavam apenas com a participação de seleções amadoras, ou seja, não contavam com jogadores profissionais. Foi apenas nos JO de Los Angeles, em 1984, que o Comité Olímpico Internacional admitiu a disputa da competição por jogadores profissionalizados.

A partir dos JO de 1992, em Barcelona, o novo formato foi adotado e determinou-se que os mesmos seriam disputados por jogadores até aos 23 anos, possibilitando-se a inscrição de três jogadores acima desta idade.

Até ao momento, já vimos 16 países diferentes vencedores da medalha de ouro no Futebol: doze seleções do continente europeu, quatro do continente americano, e duas do continente africano. As seleções mais medalhadas até ao momento são: a da Hungria (cinco), a do Brasil (cinco), as das extintas União Soviética e Jugoslávia (ambas com cinco), e a da Argentina (quatro). Por todas estas razões, percebemos que esta é sem dúvida a competição futebolística mais imprevisível do mundo no que concerne a titulados, já que 33 seleções em 23 edições de Futebol nos JO realizados até hoje foram coroadas com o Ouro, a Prata e o Bronze.

A título de curiosidade, o país organizador dos JO do Rio’2016 nunca venceu a competição. O máximo que o Brasil, maior vencedor de títulos mundiais por seleções, conseguiu foi vencer três medalhas de prata e duas de bronze. Esteve perto em 2012, mas perdeu em Londres (2-1) frente ao México, com dois golos do inevitável Oribe Peralta. Será que o Brasil se estreará com a medalha de ouro no mesmo momento em que se estreia na organização dos JO?!

Numa breve análise apresentamos os grupos desta edição do Rio’2016:

Grupo A: Brasil, África do Sul, Iraque e Dinamarca

Neymar quer dar o ouro olímpico ao seu país
Neymar quer dar o ouro olímpico ao seu país
Fonte: Globo

O anfitrião Brasil é declaradamente a equipa mais forte do grupo e, obviamente, um dos mais sérios candidatos ao título de campeão olímpico. No seu elenco, conta com o experiente médio-centro Renato Augusto (28), ex-Corinthians. Além de que conta com Neymar Jr. (24) e Rafinha Alcântara (23), do Barcelona, com o defesa Marquinhos (22), do PSG, com Felipe Anderson (23), da Lazio, e ainda com os jovens já experientes do Brasileirão Douglas Santos (22), do Atl. Mineiro, Rodrigo Caio (22), do São Paulo e Wallace (21), do Grémio. Para finalizar terá na frente de ataque, junto a Neymar, duas das maiores promessas do futebol Brasileiro da atualidade: Gabriel Jesus (19), do Palmeiras – melhor goleador do Brasileirão –, e o já famoso “Gabigol” – Gabriel Barbosa (19), talentoso jogador do Santos. Portanto, um elenco de luxo com potencial para vencer os JO. Espera-se que as inúmeras fragilidades da CBF não influenciem negativamente, também, esta seleção olímpica, como tem acontecido com a seleção principal.

Relativamente à Africa do Sul, importa referir que esta é apenas a segunda participação da seleção nos JO – a primeira foi em Sidney (2000). A seleção optou por chamar apenas um jogador com mais de 23 anos e nenhum dos “craques-estrangeiros” da seleção principal. Acredito que vieram para desfrutar da experiência olímpica!

O Iraque é uma seleção a ter em conta no apuramento para a próxima fase, já que conta com três jogadores internacionalmente experientes a jogar pela seleção principal: o atacante Hammadi Ahmad (28), o médio Saad Abdul-Amir (24), e o defesa Ahmad Ibrahim (24). Além disso têm os jovens defesas Dhurgham Ismail (22), a jogar na turquia, e Ali Adnan (22), da Udinese de Itália. Todos estes jogadores têm mais de 30, e alguns mais de 50, internacionalizações pela seleção principal. Ainda os jovens Ali Faez (21) e Ali Hosni (22), que jogam na Turquia, e o Sherko Kareen (20), do Grasshoppers da Suíça, terão certamente um contributo positivo na campanha da seleção Iraquiana.

A Dinamarca vem para estes JO com as ambições altas, creio. Não tanto pelo elenco, mas mais porque ficou de fora dos últimos Mundial (2014) e Europeu (2016), levando a considerar que possa estar a passar por uma fase de reformulação nacional no futebol. Uma boa prova nestes JO faria aumentar a expectativa otimista sobre o futuro do futebol e daria seguimento à boa campanha do Euro Sub21 de 2015, onde atingiram as meias-finais da competição. No entanto, uma parte das figuras que compuseram esta seleção de 2015 não estará presente nos JO. É o caso de: Scholz (23, Standard), Vestergaard (23, Werder Bremen), Andreas Christensen (20, Chelsea) e a ex-estrela do Ajax Viktor Fischer (22, Middlesbrough). Ainda assim, desse elenco, poder-se-á contar com Uffe Bech (23, do Hannover 96), Yurary Poulsen (22, do Leipzig) e Lasse Christensen (21, do Fulham). Os jogadores experientes serão Lasse Vibe (29, Brentford), Edi Gomes (27, jogando na China), Kasper Larsen (23, Groningen) e Brock-Madsen (23, Birmingham). Um elenco interessante, que estará na luta com o Iraque!

Grupo B: Japão, Nigéria, Suécia e Colômbia

A Suécia quer repetir a brilhante prestação nos sub21 Fonte: Trivela
A Suécia quer repetir a brilhante prestação nos sub21
Fonte: Trivela

O Japão viaja para o Brasil com a bagagem cheia de otimismo, se tivermos em conta a prestação nos últimos JO, de Londres, em 2012, onde terminou na 4.ª posição, tendo perdido nas meias-finais para o país campeão – México – e na disputa da medalha de bronze para a República da Coreia.

O Japão é uma seleção tradicionalmente muito técnica e disciplinada taticamente, que geralmente chama jogadores que competem no campeonato Japonês, o que retira algum mediatismo às suas individualidades, bem como torna a análise da seleção mais desconhecida para quem não acompanha o campeonato nacional. Ainda assim, destaco três jogadores da seleção: o “suíço” Yuya Kubo (22, do Grasshoppers), o mais internacional desta seleção, Shinzo Koroki (29), e Ryota Oshima (23), o número dez do atual segundo classificado da Liga Japonesa. Será interessante ver como este outsider se comportará em termos competitivos num grupo com nível de exigência alto.

A Nigéria deve sempre ser tida em conta, com duas finais nos últimos 20 anos (Atlanta, 1996, e Pequim, 2008). Certamente vai querer repetir a medalha de ouro de 1996, quando derrotou México, Brasil e Argentina na final. Sempre temível com qualquer uma das suas seleções jovens, é uma junção de pujança, de nível técnico e de atitude competitiva. Ainda mais candidata é se juntarmos o facto de ter sido campeã da CAF Sub20 em 2015.

O incrível é que, deste elenco campeão em 2015, nenhum jogador transita para a equipa convocada para as Olimpíadas. No mínimo é surpreendente a qualidade que os responsáveis por esta seleção acreditam ter! É grandiosa a quantidade de jogadores talentosos, entre os 18 e os 20 anos, que não entram para uma convocatória onde aparecem mais uns numerosos jogadores com 18, 19 e 20 anos. O que faz com que parte do elenco dos JO seja desconhecido. Sempre foi assim a Nigéria. A certeza é a de que sempre ficam conhecidos e acabam sendo revelados após os ótimos desempenhos neste tipo de competições. Dos jogadores com mais de 23 anos, foram escolhidos o famosíssimo experiente médio do Chelsea Obi Mikel (29) e o guarda-redes Daniel Akpeyi (29). Em relação a todos os outros, é ver para crer e conhecer!

A Suécia conquistou o campeonato da Europa de Sub21 em 2015. A expectativa está alta, sobretudo porque sete jogadores campeões transitam para esta equipa dos JO. São eles: o guarda-redes Andreas Linde (23, Molde), Alexander Milosevic (24, Besiktas), Pa Konate (22, Malmo), Abdul Khalili (24, Mersin), Simon Tibbling (21, Groningen), Robin Quaison (22, Palermo), e Mikael Ishak (23, Randers). Os “craques” dessa equipa campeã, ainda com idade, mas que não vieram, são Lindelöf (Benfica), Augustinsson (Kobenhavn), Hiljemark (PSV) e John Guidetti (Celtic). A este grupo se juntará o talentoso Tankovic (21, AZ Alkmaar), de quem se espera bastante. Confesso que a Suécia é uma das seleções que causa mais curiosidade para acompanhar neste grupo super equilibrado, pela conquista recente e pela aposta declarada em trazer um elenco vencedor e competitivo para os JO.

Acerca da Colômbia começo por afirmar que, com toda a projeção mundial dos seus jogadores, está na hora de se afirmar numa competição que conta com alguns dos jovens e anónimos talentos do país. Olhando de relance para a convocatória acho que têm uma equipa composta por jogadores mais experientes e no limite da idade permitida, com muitos jogadores na ordem dos 22 e 23 anos de idade. Quase todos jogam no próprio país, o que acredito ser uma vantagem para o futebol Colombiano, pois sentem que uma competição como os JO serão uma montra e porta de entrada para os grandes palcos do Futebol Mundial. Jogadores como Teo Gutiérrez (31, Sporting), Dorlan Pabón (28, Monterrey) e William Tesillo (26, Santa Fé) são sem dúvida jogadores experientes e de renome na Colômbia. Ainda contam com Jefferson Lerma (21, Levante) e Andrés Rentería (23, Querétaro), bem como com os três recentes campeões da Copa Libertadores pelo Atlético Nacional: Cristián Bonilla (23), Sebastian Pérez (23) e aquela que eu considero ser a grande revelação e se transformará na grande estrela da equipa: Miguel Borja (23). Se fizer um pouco do que fez nos três jogos finais da Copa dos Libertadores em que participou, já está ótimo. Ficarei muito atento a esta Colômbia, pois acredito que terá uma palavra a dizer. O primeiro grande desafio para demonstrar a fibra com que veio será carimbar o apuramento neste grupo dificílimo!

Grupo C: República da Coreia, México, Alemanha e Fiji

O México é o atual campeão olímpico Fonte; futbol-com.ucoz.ru
O México é o atual campeão olímpico
Fonte; futbol-com.ucoz.ru

A República da Coreia é uma seleção à imagem do Japão ou o que é uma seleção do continente asiático: apaixonada pelo fenómeno que é o futebol, é uma equipa extremamente técnica e disciplinada em termos do que são os princípios organizacionais do seu jogo. Está inserida num grupo com adversários de peso, mas não é de excluír a excelente campanha (medalha de bronze) nos JO de Londres em 2012.

A Coreia vai ao Rio de Janeiro com um elenco apenas com jogadores com mais de 21 anos de idade. Não traz nenhum “miúdo” para revelar. A maior parte tem mesmo 22 e 23 anos. Os jogadores que melhor conhecemos são o “nacional” Suk (25, do FC Porto), aquele que é para mim o melhor jogador da Coreia, Son Heung-min (24, do Tottenham), o já rotinado internacional “A” Jang Hyun-Soo (24, do Guangzhou R&F), o interino Kwon Chang-Hoon (22, Bluewings) e ainda o jovem atacante do Bayer Leverkusen Ryu Seung-woo (22).

O desconhecido poderá ser um fator chave para esta seleção, e será que conseguirão surpreender novamente nos JO?

O México é à imagem da Colômbia, Argentina e Uruguai uma seleção de futuro no que concerne à revelação de jogadores com particularidades de jogo américo-latinas mas de fácil adaptação ao futebol europeu. Campeões na última edição dos JO, abraçam esta competição com a intenção certa de voltar a discutir uma presença na final. Contudo, tenho dúvidas sobre se conseguirão atingir tal feito.

Campeões em 2015 da CONCACAF Sub20, demonstram que independentemente dos anos que passam e da competição que disputa o México lidera esta confederação da América Central e da América do Norte. Da final disputada frente ao Panamá os três jogadores do Pachuca Erick Aguirre (19), Erik Gutiérrez (21) e Hirving Lozano (21) estarão presentes nestes JO. O elenco Mexicano conta exclusivamente com jogadores que competem na Liga Mexicana, sendo que apenas Érik Torres (23, do Houston Dynamo) joga nos EUA. A escolhas pós-23 anos contam com Alfredo Talavera (33, Toluca), Jorge Nilo (28, Tigres) e o inevitável e protagonista da final de Londres 2012 Oribe Peralta (32, América).

Relativamente à Alemanha, potência Mundial do Futebol, é incrível pensarmos que desde a virada do Milénio esta é a primeira presença nos JO. Em cinco edições desde 2000 a Alemanha participa em apenas uma agora. Independentemente do valor e do respeito que qualquer seleção alemã imponha, teremos de ser reservados no que toca ao prognóstico do seu desempenho.

Conta com o contributo dos irmãos gémeos de 27 anos Sven Bender (Dortmund) e Lars Bender (Leverkusen) e ainda com o avançado também de 27 anos Nils Petersen (Freiburg) para oferecer toda a sua experiência em grandes palcos. Apenas Matthias Ginter (22, Dortmund), Sèrge Gnabry (21, Arsenal) e Max Meyer (20, Schalke 04) vieram diretamente da seleção que perdeu 5-0 contra Portugal nas meias-finais do último Europeu Sub21. Ainda farão parte as duas jovens estrelas do campeonato alemão Julian Brandt (20, Leverkusen) e Goretzka (21, Schalke 04). Embora talentosos jogadores como Joshua Kimmich (21, Bayern) e Emre Can (22, Liverpool) pudessem fazer parte desta seleção, não foram convocados ou libertados pelos respetivos clubes. Acredito que não será por falta de qualidade que a Alemanha chega longe e o nível de experiência nos JO não é superior àquele exigido na Bundesliga. Do que serão capazes? Vingarão a imagem de derrotados nos últimos dois Europeus?

Em relação às Ilhas Fiji, se eu já sou muito reservado sobre falar sem conhecimento de causa de seleções menos reputadas, ainda por cima com jogadores novos e que ainda são desconhecidos perante o universo futebolístico mundial, o que dizer das Fiji?

Com todo o respeito que me reserva esta seleção e este país de maravilhosas ilhas no ocenano pacífico, creio que se há equipa que veio para passear e desfrutar da experiência que é o espírito olímpico é esta mesmo. Será uma equipa que servirá de desempate no critério de golos entre os seus adversários! É só lembrar o duelo na fase de grupos, no Mundial Sub20 de 2015, entre as Fiji e a Alemanha, que terminou com uns claros 8-1 a favor dos bávaros.

Grupo D: Honduras, Argentina, Portugal e Argélia

A seleção olímpica  Fonte: Seleções de Portugal
A seleção olímpica
Fonte: Seleções de Portugal

As Honduras no último Mundial de Sub20, em 2015, perderam por exemplo 3-0 com as Ilhas Fiji (sim, essas mesmo que perderam 8-1 com a Alemanha). No entanto, nos últimos JO – de Londres de 2012 – perderam por 3-2 com o finalista Brasil (de Neymar, Oscar, Hulk, Thiago Silva, Lucas e Pato) e estiveram a vencer o jogo por duas vezes: por 1-0 e 2-1. Talvez se não tivessem terminado o jogo com menos dois jogadores…

Os craques da seleção são os já internacionais pela seleção principal Johnny Palacios (29) e Romell Quioto (24), ambos do CD Olímpia, mais uma das estrelas do Tenerife da 2.ª Divisão Espanhola, Anthony Lozano (23). Com todo o respeito, os outros jogadores são para desvendar. Revelações há em qualquer parte do mundo. Contudo, acredito que será difícil as Honduras surpreenderem neste grupo.

A Argentina é uma das candidatas ao ouro e estará certamente na luta da sua 5.ª medalha olímpica. Para isso contribuirão os dois jogadores do West Ham: Manuel Lanzini (23) e Jonathan Calleri (22), ex-São Paulo e que muito brilhou na última Copa dos Libertadores com os nove golos marcados, o Giovani Lo Celso (20, PSG), a estrela Ángel Correa (21, Atl. Madrid), e Giovanni Simeone (21, Génoa). Todos são as novas coqueluches e as novas caras da futura Argentina. Dos mais velhos, ninguém de renome internacional comparecerá, contando a equipa com Victor Cuesta (27, Independiente) e o guarda-redes Gerónimo Rulli (24, Real Sociedad). Será um grupo de dez jogadores ‘nacionais’ e oito ‘estrangeiros’, com uma média de idades a rondar os 22 anos.

Juntando ainda o facto de terem vencido o último Sudamericano Sub20 (2015), acredito que a Argentina será uma equipa temível que quer recuperar o ouro de Pequim 2008!

Em relação a Portugal, destaco a quantidade de jogadores que viram chumbada pelos clubes a possibilidade de poderem participar nestes JO. De facto, depois de vencido o Campeonato da Europa da equipa principal, da campanha realizada e a final perdida no Euro Sub21 em 2015, das semi-finais perdidas para o campeão do Euro Sub19 deste ano e ainda do Campeonato Europeu ganho em Sub17, as expetativas são altas para os JO. No entanto, temos de reconhecer que com tanta fonte por onde escolher jogadores selecionáveis para estes Jogos Internacionais teremos de ter as aspirações comedidas. Creio que tudo dependerá da forma como iniciarmos os jogos, logo pelo desempenho dos lusos, no primeiro jogo, frente à candidata Argentina.

Com tantas baixas, o elenco nacional conta ainda com jogadores como Tiago Ilori (23, Liverpool), Bruno Fernandes (21, Sampdoria), Bruno Pereira (20, Man. Utd) e Edgar Lé (22, Villarreal) como os ‘estrangeiros’. E os outros craques da seleção das quinas serão os ‘ex’ ou atuais Sportinguistas Tobias Figueiredo (22), André Martins (26), Ricardo Esgaio (23) e Carlos Mané (22). Ainda o talentoso Sérgio Oliveira (24) e o promissor Gonçalo Paciência (22), ambos do FC Porto. Completa o grupo dos mais velhos o experiente jogador Salvador Agra (24, Nacional). Não podemos dizer que é uma seleção remendada, mas ainda assim sem grande parte das primeiras escolhas. No entanto, continuo a achar que as ideias de jogo modernas do futebol português e a excelente capacidade racional dos jogadores poderão fazer a diferença.

Por último a Argélia, que apenas participou numa olimpíada até ao momento, terá a sua segunda participação desde os JO de 1980 em Moscovo, onde conseguiu chegar aos quartos-de-final, deixando a Espanha para trás na fase de grupos.

Portanto, uma seleção sem historial e sem experiência olímpica. No entanto, dada a evolução da seleção principal nos últimos anos e o facto de começar a revelar jogadores de top Europeu nestes últimos anos, devemos esperar um grau de competitividade elevado e algumas revelações por se afirmarem (já que a maior parte da seleção é constituída por jogadores desconhecidos a atuarem na Argélia). É uma seleção que vem com uma média de idades ligeiramente acima dos 23 anos de idade e a minha curiosidade irá para a atuação de um dos pouquíssimos internacionais ‘A’ desta seleção: o atacante que joga no Catar, Baghdad Bounedjah (24, Al-Sadd).

Relembro que os JO começam nesta próxima quinta-feira, dia 4 de Agosto, com o jogo de abertura entre Iraque e Dinamarca às 17h00! Os jogos de destaque, que aconselho que sejam acompanhados desde a fase de grupos, são: Suécia x Colômbia (Grupo B, 1.ª Jornada – 04.08), México x Alemanha (Grupo C, 1.ª Jornada – 04.08), Portugal x Argentina (Grupo D, 1.ª Jornada – 04.08), Nigéria x Japão (Grupo B, 1.ª Jornada – 05.08). e Colômbia x Nigéria (Grupo B, 3.ª Jornada – 11.08).

Por último, e a título de curiosidade, se o futebol valesse pela média de altura dos planteis, podemos dizer que a Alemanha seria a campeã destacadíssima dos JO. Vem com uma média de 185cm, diferença considerável quando a comparamos com a média de outros candidatos: 180cm do Brasil, Colômbia ou da Nigéria; 179cm de Portugal e México; ou até mesmo os 177cm da Argentina. Graças a Deus que o Futebol se joga com o que a cabeça ordena aos pés e ainda hoje não se medem os centímetros dos cerébros dos jogadores!

Foto de Capa: diariolibre

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