Este último dia de competição nos Jogos Olímpicos trouxe resultados um pouco aquém do esperado. Na maratona    masculina, os dois representantes nacionais não conseguiram sequer entrar no top 100, chegando a mais de 20 minutos do futuro campeão olímpico, respetivamente Rui Pedro Silva em 123º e Ricardo Ribas em 134º, bastante longe dos seus recordes pessoais. Do Rui não se podia exigir muito mais, em função das lesões que condicionaram a sua preparação, e no caso do Ricardo tal deveu-se a uma quebra acentuada nos derradeiros quilómetros. Para fechar a participação nacional, faltava a prova de mountain bike, que também não correu propriamente bem. Uma roda partida impediu o David Rosa de continuar a sua prova, enquanto Tiago Ferreira foi forçado a abandonar quando perdeu duas voltas para os líderes, encerrando assim a nossa representação.

A prova não correu nada bem ao David, que teve de abandonar Fonte: COP
A prova não correu nada bem ao David, que teve de abandonar
Fonte: COP

Um pouco em jeito de balanço, devo dizer que embora em termos de medalhas obviamente não agradou, há que realçar os muitos lugares entre os oito primeiros, algo que há pouco tempo era impensável. O que significa que estamos no bom caminho. As medalhas surgirão naturalmente, o facto de estarmos entre os melhores já é por si um ótimo sinal de que as coisas estão a evoluir. Eu acredito que na próxima edição, em Tóquio 2020, o número total de medalhas irá ser substancialmente superior ao verificado no Rio de Janeiro. Eu digo isto porque temos variados campeões europeus e/ou mundiais entre os que representaram Portugal no Brasil, que em termos de organização me surpreendeu bastante pela positiva. Por isso, resta-me dar os parabéns a todo o povo brasileiro pelo ótimo apoio dado aos nossos atletas e à organização brasileira por todo o seu esforço para manter e assegurar a segurança tanto dos representantes dos seus países como aos turistas que se deslocaram à cidade maravilhosa.

Fonte de capa: COP

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