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Tóquio 2020, Canoagem #2: À quarta foi de vez!

Eduardo Nunes · 3 min

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A participação portuguesa na Canoagem, nos dias 4 e 5 de agosto, nos Jogos Olímpicos, ocorreu apenas com duas participantes, e ambas na prova de Kayak monolugar em 500 metros (K1 500).

Por um lado, tivemos a presença de Teresa Portela, atleta oriunda de Esposende e com 33 anos que representa o SL Benfica e que, depois do afastamento inglório da Final A de K1 200, tentava fazer um resultado de relevo na prova mais longa, pese embora não fosse essa a sua prova predileta.

Também tivemos em competição Joana Vasconcelos, atleta de Vila Nova de Gaia com 30 anos e que representou o clube encarnado até ao início deste ano, período no qual o contrato expirou, e que conseguiu um apuramento à última oportunidade, numa Taça do Mundo na Rússia.

No primeiro destes dois dias, disputavam-se as eliminatórias e os quartos de final, se necessário. Para passar diretamente das eliminatórias para a meia final, era necessário terminar a primeira ronda entre os dois melhores classificados (os restantes iriam voltar a competir nesse dia.

Teresa provou que estava entre as atletas em melhor forma, ao conseguir o apuramento direto para as meias finais e em grande estilo, ao ser segunda na sua eliminatória, terminando antecipadamente a sua prova nesse dia, estando já apurada para a ronda de acesso à final, disputada no dia seguinte.

Joana Vasconcelos, por seu turno, terminou em quinto lugar na sua série e foi relegada para a ronda seguinte, voltando a correr nesse dia para tentar o acesso às regatas do dia seguinte. Nesta fase seguinte, Joana mostrou estar numa fase descendente da sua forma, cujo pico deverá ter sido atingido em finais de maio, na Taça do Mundo, onde conseguiu a vaga olímpica. Terminou em sexto lugar e, portanto, fora das rondas decisivas.

MEIA-FINAL DE SONHO E DIPLOMA GARANTIDO!

No dia seguinte, teríamos apenas Teresa a lutar por uma inédita final A olímpica, na sua quarta participação. Não seria nada fácil, mas o espírito lutador da atleta portuguesa permitia sonhar com um apuramento histórico.

Antes da participação brilhante de Pedro Pablo Pichardo, havia o atrativo da prova da nortenha, e quem presenciou em direto pôde assistir a uma exibição categórica e fabulosa da portuguesa, que conseguiu a vaga entre as melhores do nundo, a tão ansiada e merecida final A.

A história já tinha sido feita e, agora, o importante era dar tudo e desfrutar desta final, tentando o tão ambicionado pódio olímpico. Tal não sucedeu, mas o sétimo lugar não deixa de ser absolutamente brilhante, garantindo assim um diploma (atribuído aos atletas entre o quarto e o oitavo lugar) e tendo alcançado um resultado maravilhoso, tendo em conta que esta não é a sua prova de eleição.

Hoje, entra em ação a equipa portuguesa de Canoagem K4 500m e só lhe posso desejar a melhor das sortes, numa prestação que será a última de Portugal em Tóquio 2020, na canoagem.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Canoagem

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Eduardo Nunes

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