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A CRÓNICA: GUSTAVO FEZ O QUE O OMBRO DEIXOU

Finalmente chegou o tão esperado momento para os fãs de skate, a estreia da vertente street nos Jogos Olímpicos. E começou da melhor maneira, com a qualificação de Gustavo Ribeiro para a final, garantindo a última vaga para a mesma, com um score de 32.66 no heat de qualificação.

Não obstante a classificação do skater luso, o próprio apresentou uma recaída no seu ombro. Depois de o ter deslocado no Dew Tour, Gustavo Ribeiro competiu limitado em termos físicos. Prova de tal, foi a imagem com que se despediu dos Jogos Olímpicos: um frontside 50-50 grind e aquela ligadura no ombro que o impediu de estar ao seu nível.

Ainda assim, arriscou um backside crooked grind nollie varial heelflip out num corrimão mais pequeno. Para a história fica a sua presença na final, sendo que agora terá de recuperar da lesão para, em novembro, ganhar o Super Crown.

Na secção das runs, a maioria dos skaters apresentou algumas dificuldades em agregar as manobras, conjugando flow com técnica. Kelvin Hoefler foi o único que não caiu em nenhuma das duas tentativas, conseguindo somar dois scores que se revelaram fundamentais no garante da medalha de prata, a primeira do Brasil nesta edição dos Jogos.

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Já no best trick, nota para a confiança do brasileiro: abdicou do halfcab noseslide to tailslide, manobra em que caiu em duas ocasiões, para tentar um caballerial backside nosebluntslide no maior corrimão. Arriscou e conseguiu o score necessário para a prata.

Ao contrário de Kelvin Hoefler, Yuto Horigome falhou nas runs, mas foi claramente o melhor no best trick. Conseguiu aliar uma estratégia profícua a uma técnica refinada, o que lhe valeu a medalha de ouro. Conseguiu uma pontuação de 37,18, por meio de manobras como nollie backside 270 lipslide ou nollie backside 360 noseslide, que acabou por ter o score de 9,50, o maior resultado conseguido na final.

O pódio apenas ficou completo com o nome de Jagger Eaton. Com duas tentativas à sua disposição, o skater natural do Arizona tinha possibilidades de chegar ao ouro, mas teve medo de arriscar a manobra final no corrimão do meio. Não obstante, um switch 180 nosegrind e um frontside flip switch nosegrind valeram-lhe o degrau mais baixo do pódio.

Já o francês Aurelien Giraud, depois de ter dominado por completo a semifinal, não conseguiu manter a consistência que tinha mostrado na fase de qualificação. Não conseguiu acertar nenhuma run e caiu três vezes no best trick, não tendo conseguido êxito no hardflip backside lipslide.

Por outro lado, o seu compatriota Vincent Milou realizou uma prova muito sólida. A meu ver, o score atribuído ao frontside flip frontside tailslide to fakie foi curto. Merecia, a meu ver, um nine club, no lugar de um curto 8,34.

Além da manobra referida, conseguiu adicionar outras três boas pontuações, como a do bigspin frontside bluntslide ou a de um frontside flip frontside lipslide to fakie. Uma boa prestação do skater gaulês que lhe valeu o quarto lugar.

Foto de Capa: Japan Olympic 

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