Contos Inacabados da NFL, 48 horas para recordar

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Viajamos agora para Lambeau Field, o estádio mais histórico da NFL, estádio esse que nunca recebeu um Super Bowl. O motivo? Talvez tenha haver com as condições climatéricas que nos colocavam o jogo em -17 graus Celsius e uma segunda parte com neve e com o relvado pintado de branco. Mas os protagonistas não temeram, mas tremeram, 49ers e Packers entraram em campo apenas com uma crença em mente, é possível vencer.

O estilo escolhido para este jogo parecia ser romance, Aaron Rodgers nascido na Califórnia, cresceu adepto dos San Francisco 49ers quando em 2005 foi preterido pela equipa do coração disse – “eles é que se vão arrepender”. Volvidos cerca de dezassete anos, ao décimo terceiro jogo contra a equipa que o fez apaixonar-se pelo desporto, tomba pela quarta vez consecutiva na fase a eliminar. O resultado decidido, uma vez mais, a quatro segundos com a bola a passar entre os postes e o estilo escolhido deixou de ser romance e passou a ser drama, pelo menos para os adeptos de Green Bay.

A próxima paragem levou-nos ao sol de Tampa Bay onde havia uma chuva de perguntas.

  • Será que os Rams conseguem vencer os campeões em título?
  • Será que Matthew Stafford foi talhado para estes momentos?
  • Será que o “all in” de Sean McVay vai correr bem?
  • Será que teremos o último jogo de Tom Brady?
  • Será que os Buccaneers conseguem lidar com as ausências de vários titulares?
  • Será que Bruce Arians vai conseguir evitar um escaldão?

 

Foram precisas algumas horas, mas conseguimos encontrar algumas respostas, a algumas dessas perguntas, bem como a outras não formuladas.

Talvez a mais importante delas todas tenha sido que enquanto existir Tom, ou tempo, existe esperança. E que com Tom Brady chega a crença de que com esperança, tudo é possível, o homem que mais perto esteve de enganar o tempo, quase que fez com que o resultado fosse o oásis num deserto de ideias que os Buccaneers trouxeram para o relvado. Mas os Rams trouxeram o destino no seu plano de jogo e, novamente com quatro segundos por jogar, a bola voltou a passar pelos postes e sentenciou que a esperança não tem forma de derrubar o destino.

Estamos perto do final, viajamos até Arrowhead, casa dos Kansas City Chiefs, a equipa mais preponderante em anos recentes, liderados pelo fabuloso Patrick Mahomes, jogador que parece conseguir abrandar o tempo, dobra os elementos e com cada gesto lança poesia dentro do relvado. O seu adversário é Josh Allen, igualmente fabuloso, jogador que parece ter descoberto que dentro de si encerra um poder inimaginável, um poder quase incontrolável e que quando bem utilizado deixa todos aqueles em seu redor, simplesmente maravilhados, em particular os adeptos dos Buffalo Bills.

Como já devem ter percebido nesta história não existiam vilões, apenas existiam heróis, o que torna difícil contar-vos o fim, revelar-vos o desfecho de um dos melhores jogos que a NFL já teve no seu portfólio de narrativas e contos inacabados.

Mas sinto que é meu dever contar-vos, sinto que tenho a responsabilidade de vos dizer que o verdadeiro vencedor, quem acabou por triunfar, fomos todos nós. Todos aqueles que tiveram a oportunidade na mítica noite de 23 de Janeiro de 2022 ver Patrick Mahomes e Josh Allen, frente a frente, desafiarem os deuses do futebol americano e darem-nos um jogo decidido, não a 4 segundos do final, mas sim em prolongamento com seis pontos recolhidos pelas mãos de Travis Kelce.

Foi difícil contar-vos o fim, não porque tenha sido mau, não porque tenha sido injusto, mas porque simplesmente não queríamos que acabasse. E, a realidade, é que não acabou, dia 30 de Janeiro a história continua e os protagonistas serão Bengals e Chiefs, 49ers e Rams, nos finais de conferência da NFL – vamos voltar?

Foto de Capa: NFL 

André Amorim
André Amorimhttp://www.bolanarede.pt
O André é treinador e especialista de NFL. Atualmente, é comentador na ELEVEN e escreve crónicas sobre a modalidade para o Bola na Rede.

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