Publicidade

NFL: Muito mais do que o jogo

Leonardo Costa Bordonhos · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O desporto é um espetáculo e nos Estados Unidos isso é levado a outro patamar. Os americanos orgulham-se em tornar grandes eventos, maiores. Veja-se a NFL, onde todos os jogos são tratados como se de uma final da Liga dos Campeões se tratasse.

Tive a oportunidade de assistir ao jogo entre Cincinnati Bengals e LA Rams, que se realizou no passado domingo no Estádio de Wembley, e fiquei verdadeiramente perplexo com a dimensão que um simples jogo da fase regular toma.

Aquando da apresentação, os jogadores entram dentro de campo vindos de um túnel. Fumo e fogo não faltam e assim se percebe: esta é a equipa da casa. 50 pessoas correm através de um corredor formado pelas cheerleaders motivando-se a si próprios e, acima de tudo, aos adeptos.

Antes do apito inicial, as duas equipas alinham nas margens do campo e uma bandeira dos Estados Unidos é levantada enquanto o hino é cantado por uma membro das forças armadas americanas. Como a partida se realiza em Inglaterra o mesmo é feito com a bandeira do Reino Unido enquanto o “God Save the Queen” ecoa pelo estádio ao ser cantado ao vivo.

Depois é hora da partida começar. O árbitro principal chama os capitães de ambas as equipas ao centro do terreno para a moeda ao ar que irá determinar bola ou campo. Sempre de microfone ligado, a conversa entre jogadores e árbitro é reproduzida nos dois ecrãs gigantes existentes de modo a que cada um dos quase 90.000 adeptos presentes possa ver e ouvir o que se passa.

O árbitro apita, o jogo começa, e aí o verdadeiro espetáculo tem início. Enquanto que no relvado ambas as equipas lutam pela vitória, fora dele existe uma luta contra a monotonia.

Pausa no jogo? Ouve-se de imediato o speaker a pedir que o público faça barulho, acompanhado por um vídeo que passa nos ecrãs com as palavras “TURN UP” escritas. Terceiro down na defesa? Lá vem de novo o speaker pedir palmas e assobios enquanto as cheerleaders abanam as mãos para motivar os adeptos.

Isto acontece durante três horas seguidas. Sem falhas ou percalços, cada momento em que a bola não está em jogo, a animação de uma forma ou outra está garantida.

Na NFL, tudo é feito de forma a que o espetador esteja entretido e imerso na ação. Cada decisão do árbitro é explicada ao microfone de forma a que todo o estádio ouça e, ao contrário do que se vê no futebol, as repetições dos lances capitais vão sendo passadas nos ecrãs de modo a que tudo seja visível e transparente.

O desporto torna-se mais do que a ação em si, transforma-se num espetáculo com música, fogo, fumo, passatempos, tudo para que o consumidor final esteja feliz. E assim, independentemente do resultado ou da exibição, o preço do bilhete vale sempre a pena.

Foto de Capa: Leonardo Costa Bordonhos/Bola na Rede

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Leonardo Costa Bordonhos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.