NY Jets: Como dar uma verdadeira oportunidade a Darnold

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Com novo treinador, a segunda escolha do Draft (e mais quatro nas três primeiras rondas) e uma grande incógnita na posição de quarterback, há muito para analisar no que poderão fazer os Jets neste defeso. Era assim que eu faria.

Antes de mais, é preciso tomar uma decisão sobre Sam Darnold. Apesar de não ter evoluído como se esperava, o talento está lá, as circunstâncias era muito pouco propícias a fazer melhor e ainda está num contrato de rookie. Por isso, o argumento para o manter é bem forte e, a meu ver, só há duas opções realistas para seguir em frente sem Darnold, acordar a transferência de Deshaun Watson com os Texans ou draftar Zach Wilson.

Watson é uma excelente opção, alguém com provas dadas, uma estrela já feita e ainda muito novo. Mas, é também extremamente caro. Isso não é um problema para equipas, como os Chicago Bears ou os Indianapolis Colts, conjuntos já de alta qualidade e que, com o QB certo, podiam estar na luta pelo título. Não é o que acontece em New York. Os Jets precisam de restruturar quase todo o elenco e, portanto, não podem abdicar da quantidade de picks que os Texans exigem.

Posto isto, a pergunta é: Sam Darnold é bom o suficiente para ganhar? Acredito que sim e não tenho dúvidas que, pelo menos, merece uma oportunidade para o tentar fazer num ambiente propício, coisa que os Jets não lhe deram até aqui, mas que parece agora estar bem encaminhado.

Assim, eu manteria a fé em Darnold, pelo menos durante esta temporada, e focar-me-ia em colocar o resto do conjunto a nível suficiente para obter resultados, fosse quem fosse o QB do futuro. Desse modo, na free agency, o alvo principal seriam homens para ambas as linhas, como Joe Thuney ou Dalvin Tomlinson, para construir unidades sólidas à volta de Becton e Willliams.

No draft, abdicando de escolher Wilson, a melhor opção é negociar a segunda posição. A preferência seria Carolina, recebendo em troca a oitava escolha de 2021 e escolhas adicionais em 2022, criando assim capital para uma possível subida no draft no ano seguinte se Darnold não aproveitar a sua última oportunidade de verde.

A oitava posição seria também excelente porque, muito provavelmente, permitiria escolher um dos jogadores mais dinâmicos à disposição e que revolucionaria o ataque dos Jets, numa posição, Tight End, em que não estão bem servidos.

Tal como Pitts, a segunda escolha dos Jets, a 23.ª do draft à custa dos Seahawks por conta da transferência de Jamal Adams, viria da Florida, com Kadarius Tooney. Mims e Crowder são boas opções de passe, mas falta um WR estrela e Tooney tem tudo para o ser. Nesta fase da noite, nomes como Rondale Moore ou Rashod Bateman também deverão estar disponíveis, mas, para mim, Tooney tem algo de especial e daria mais à equipa.

Finalmente, a segunda escolha da segunda ronda poderá dar para colmatar um dos grandes problemas da equipa, o jogo pelo chão, já que, de Travis Etienne ou Najee Harris, é provável que pelo menos um ainda esteja disponível. Esta é uma necessidade urgente, mas da forma como o mercado tem evoluído, não faz sentido abdicar de uma escolha de primeira ronda por um RB. Corre-se, é verdade, o risco de se perder os dois maiores talentos, mas esta é também uma posição onde é mais fácil encontrar valor mais abaixo.

As escolhas seguintes serão já mais difíceis de antever e devem ser abordadas consoante o talento for estando disponível e as falhas que não se tiver conseguido suprir na free agency. Renovando com Maye e Poole, há já uma base sólida para a defesa e na terceira ronda poder-se-á aproveitar para explorar esse lado da bola.

Se estas são as principais medidas para colocar os Jets no caminho certo e dar, finalmente, as armas necessárias a Sam Darnold para ser bem sucedido, há ainda mais duas sugestões, uma de maior importância que a outra.

Com a propensão de Mims para se lesionar e os contrados de Crowder e Barrios a espirar no final da próxima temporada, acredito que seria útil acrescenter uma outra opção sólida de reserva a WR. Nas rondas finais, penso que Dax Milne corresponderia a esse perfil.

Finalmente, mas, a meu ver, uma das mais importantes decisões que seria preciso tomar no draft, por volta da quinta ronda será preciso gastar uma escolha para solucionar o problema das equipas especiais. No último draft, Branden Mann foi uma excelente contratação a punter, mas continua a faltar um kicker de qualidade.

Apesar de muitas vezes esquecidas, as equipas especiais são fulcrais para se ganhar e os Jets desperdiçaram demasiados pontos em conversões e Field Goals para ignorar o problema. As duas principais opções no quadro serão Evan McPherson e Jose Borregales. A última época de Borregales até foi melhor, mas, mais uma vez, fico-me com o homem dos Gators. McPherson não é o melhor dos kickers a longas distâncias, mas em três temporadas universitárias, converteu 149 de 150 tentativas de ponto extra e essa estatística convence-me.

Foto de Capa: New York Jets

José Baptista
José Baptista
O José tem um amor eclético pelo desporto, em que o Ciclismo e o Futebol Americano são os amores maiores. É licenciado em Direito (U. Minho) e em Psicologia (U. Porto).

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