Última horaDenílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história
Publicidade

Olheiro BnR | Ladd McConkey

José Baptista · 2 min

Olheiro BnR | Ladd McConkey

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

modalidades cabeçalho

Em três anos na Georgia, Ladd McConkey ajudou os Bulldogs a conquistar dois títulos nacionais universitários e assumiu-se como um dos mais interessantes receivers no próximo Draft da NFL.

Em termos estatísticos, McConkey não tem o currículo mais impressionante, nunca tendo alcançado 1000 jardas numa época e tendo somente 1903 no total da sua carreira universitária, 1687 pelo ar e 216 pelo chão, e somando apenas 18 Touchdowns. Por isso, o que mais impressiona está para lá dos números.

Desde logo, o seu percurso é esclarecedor. Logo como caloiro ganhou o seu espaço na equipa e no final do ano já era uma das principais armas ofensivas da equipa. No seu segundo ano foi uma das estrelas do conjunto que repetiu o título do ano anterior, contando até com dois Touchdowns na final contra a TCU. Finalmente, o terceiro ano não foi tão produtivo, falhando vários jogos por lesão, e também coletivamente com a equipa a acusar a baixa de nível a Quarterback.

Todavia, o que fascina mesmo é a análise à forma como joga McConkey. Muito preciso nas suas rotas, joga com antecipação e ajusta-se bem à defesa para aparecer livre de marcação e oferecer ao seu Quarterback as melhores linhas de passe. Adiconalmente, é bastante elusivo e, dono de uma agilidade extraordinária, tem um dom de fazer acontecer após a receção, sendo ainda muito difícil de parar, o que lhe permite ganhar muitas jardas extra para lá do passe.

Estas características, permitem-lhe também funcionar como opção extra no jogo pelo chão e sendo o alvo em screens. Na Georgia era frequentemente utilizado nestas circunstâncias e isso será que também deverá conseguir fazer na Liga, dando uma maior polivalência ao ataque de quem o selecionar.

Apesar da sua relativa baixa estatura, que se faz notar nas bolas disputadas, tem uma uma propulsão, saltando bem alto para apanhar alguns lançamentos complicados. Contudo, a maior debilidade é no jogo em profundidade, não tendo muitas provas dadas da sua capacidade de estender o campo. Ainda assim, a sua boa velocidade de ponta dá-lhe algum potencial para melhorar nesse campo e parte dessa falta de experiência também pode ser atribuída ao fraco braço dos Quarterbacks com quem jogou.

Olhando para a NFL atual, a comparação que me salta à vista é com Stefon Diggs. Ambos são exímios nas suas rotas, joga bem em antecipação e no espaço e, acima de tudo, creio que Ladd poderá funcionar muito bem com opção em distâncias intermédias para mover as correntes, um trabalho que tantas vezes vemos Diggs fazer com sucesso em Buffalo.

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.