Publicidade

Afinal… quem foi Jonah Lomu?

Ana Cristina Silvério · 2 min

Afinal… quem foi Jonah Lomu?

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab Rugby

17 de Novembro de 2015 ficará marcado pelo desaparecimento, aos quarenta anos, de Jonah Lomu. Considerado por muitos o melhor jogador de rugby de todos os tempos, o All Black estava afastado dos relvados desde 2010, após vários problemas renais, que já o tinham, inclusive, obrigado a fazer um transplante de rim.

Nascido para o rugby antes mesmo de ser adolescente, cedo Jonah Lomu se começou a destacar na posição de asa. Em 1993 actuava na selecção nacional neo-zelandesa de sub-19, um ano mais tarde no escalão de sub-21 e, em 1995, Jonah Lomu, com apenas 19 anos, seria convocado para o Campeonato do Mundo de Rugby e logo aí começava a História a escrever-se: na altura era o jogador mais jovem de sempre a disputar um Mundial. Nessa mesma competição, Lomu iria anotar sete ensaios em cinco jogos (outro recorde à data) e, no final do torneio, seria considerado o jogador revelação.

Estava criado o mote para Lomu assinar com uma equipa de qualidade reconhecida, no caso o Auckland Blues, onde jogou por três temporadas. Em 1996, Lomu foi peça fundamental para os All Blacks conquistarem o Torneio Três Nações na sua época de estreia, sendo que a selecção da Nova Zelândia venceu todos os jogos que disputou. Nesse mesmo ano o mundo ficaria, também, a conhecer os problemas de saúde do astro neo-zelandês, que o afastaram do rugby durante algum tempo.

A garra e determinação com que encarava cada partida marcarão para sempre o rugby mundial Fonte: Phil
A garra e determinação com que encarava cada partida marcarão para sempre o rugby mundial
Fonte: Phil

Mas, e tal como se manifestava dentro de campo, Lomu teimava em tentar fintar a doença, e em 1998 aparecia em grande plano a assinar pelos Chiefs. No ano seguinte disputou-se mais um Campeonato do Mundo e o gigante All Black melhoraria a sua marca: oito ensaios, mas, uma vez mais, não conseguiria levar o troféu para casa.

Era altura de se mover para os Chiefs, onde jogaria por apenas uma época; no ano seguinte transferia-se para os Hurricanes, onde continuava a disputar o Super Rugby. Em 2001 Lomu saboreava, finalmente, um título mundial com a camisola do seu país natal, ao vencer o Campeonato do Mundo na variante de sevens.

A sua estadia nos All Blacks duraria apenas mais um ano, como consequência do agravamento do seu estado de saúde; em 2002 viu-se obrigado a parar a carreira devido ao mesmo. Mas, em 2006, reaparecia nos Cardiff Blues, na derradeira tentativa de voltar à selecção neo-zelandesa: não conseguiria, no entanto, concretizar o regresso. Dois anos depois de uma nova paragem, em 2009, surgia em França, no Marseille Vitrolles, para, em 2010, arrumar definitivamente as chuteiras.

Foto de Capa: Global Sports Forum

Ana Cristina Silvério

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.