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De regresso… ao passado

Ana Cristina Silvério · 2 min

De regresso… ao passado

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Um ano depois de Pedro Leal ter levantado a Taça Shield na etapa de Las Vegas, António Aguilar convocou Pedro Leal, Adérito Esteves, Vasco Ribeiro, José Luís Cabral, António Vidinha, Vasco Poppe, Pedro Silvério, Diogo Ribeiro, João Belo, Tiago Fernandes, David Wallis Carvalho e Fábio Conceição para o ataque à etapa americana do circuito mundial. No entanto, os Linces viriam a desiludir e em cinco jogos, saldaram cinco derrotas e o regresso a um passado bem presente. Os Linces nunca se encontrariam em Las Vegas e o resultado foi decepcionante.

Portugal estava incluído no Grupo A, juntamente com Nova Zelândia, Quénia e Rússia. No primeiro jogo, frente aos neo-zelandeses, os Linces entrariam nervosos, com sucessivas falhas em placagens e muitas faltas cometidas e os All Blacks aproveitariam: ao intervalo contavam com quatro ensaios marcados e zero sofridos. No segundo tempo os portugueses entrariam melhor, com boas jogadas individuais e acerto defensivo, mas a reacção lusa apenas permitiria marcar um único ensaio, por Adérito Esteves (Pedro Leal na conversão). Resultado final 42-7, muito por culpa da péssima primeira parte. Seguiriam-se Quénia e Rússia e, em ambos, as exibições dos Linces foram totalmente desastrosas. No primeiro, frente ao Quénia, a selecção nacional cederia por trinta e oito pontos sem resposta e no terceiro (e último da fase-de-grupos) e com a obrigação de vencer para ambicionar outras paragens, os Linces perderiam frente aos russos por 31-0.

Chegados aos quartos-de-final da Bowl, os Linces seriam mais eficazes, mas, na prática, de nada valeria a subida de rendimento atacante: frente aos galeses estes estiveram sempre no comando e de pouco valeriam os ensaios de Vasco Ribeiro e Vasco Poppe (e uma conversão de Pedro Leal), uma vez que defensivamente seriam cometidos muitos erros que os galeses não desperdiçariam. Saldo final, 31-12 e Portugal seria relegado para as meias-finais da Taça Shield, onde encararia a Samoa.

Sem hipótese! Mais uma vez Portugal foi derrotado pelo poderio neo-zelandês Fonte:  Sky Sports
Sem hipótese! Mais uma vez Portugal foi derrotado pelo poderio neo-zelandês
Fonte: Sky Sports

Na partida frente à Samoa os portugueses até iniciariam melhor, com ensaio de Vasco Ribeiro e conversão de Pedro Leal logo a abrir. Os oceânicos, contudo, equilibrariam e sairiam para o intervalo já na liderança: 17-7. Na etapa complementar os samoanos consolidariam o resultado, com Diogo Ribeiro a marcar um ensaio (João Bello a converter) de que nada serviria, a não ser atenuar a diferença pontual. 14-29 e nova derrota para os portugueses, a quinta em cinco jogos disputados em Las Vegas.

A falta de organização colectiva, as falhas defensivas e a comunicação defeituosa entre jogadores são as causas mais evidentes de uma etapa digna de pesadelo, onde nem as excelentes exibições de João Bello conseguiram marcar a diferença.

A principal taça foi disputada por Fiji e Austrália, com os australianos a entrarem melhor e dispararem no marcador (15-0) e os fijianos a responderem da melhor forma na segunda parte, com o ensaio da vitória a ser marcado já depois da hora. Este foi o segundo título (na Cup) do ano para as Fiji.

Foto de capa: Pedro Leal

Ana Cristina Silvério

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