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Mundial Rugby’2015: Dan Carter ou David Pocock, quem leva a taça?

Ana Cristina Silvério · 3 min

Mundial Rugby’2015: Dan Carter ou David Pocock, quem leva a taça?

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Seis semanas volvidas e 46 jogos depois – muitos deles espectaculares! -, o Campeonato do Mundo de Rugby está reduzido às duas melhores selecções em competição: Nova-Zelândia e Austrália, naquela que será uma final inédita em mundiais de rugby. Com dois títulos mundiais cada, e com uma vitória para cada lado este ano, a final do mundial terá como aperitivo extra o desempate entre países oceânicos. Os All Blacks foram os primeiros a carimbar o passaporte para a final, deixando para trás os Springboks. No duelo entre dois rivais históricos, antevia-se um jogo muito táctico e intenso, disputado a cada pormenor… Tal e qual como viria a acontecer.

Começou melhor a África do Sul, a abrir o marcador, mas os neo-zelandeses estiveram sempre à espreita e foram aproveitando os deslizes e hesitações ofensivas da equipa de Heyneke Meyer. Ao intervalo, os Springboks comandavam por 12-7, graças a três penalidades convertidas por Handre Pollard, contra um ensaio de Jerome Kaino e consequente transformação do irrepreensível Dan Carter. Na segunda parte o jogo reatou de forma morna; a equipa neo-zelandesa voltou mais concentrada e empenhada em chegar à vantagem, e poucos segundos decorridos na etapa complementar já Dan Carter fazia o gosto ao pé através de um drop goal.

A Nova Zelândia ia impondo a sua predominância com uma alta taxa de placagens realizadas com sucesso, roubos de bola em alinhamentos e turnovers consecutivos. Por seu lado, os Springboks começaram a acusar algum nervosismo e viram as suas suspeições concretizadas quando Beauden Barrett faz o segundo ensaio para os neo-zelandeses, que, dessa forma, passavam para a frente do marcador. Até ao final do jogo os All Blacks limitaram-se a controlar inteligentemente as intenções sul africanas, que não tiveram pernas nem criatividade para fazer face ao poderio da selecção de Steve Hansen.

Sonny Bill Williams e uma lição de saber vencer, reconforta jogador Springbok desolado com a eliminação do Mundial.
Sonny Bill Williams, uma lição de saber vencer, reconforta jogador Springbok desolado com a eliminação do Mundial.

O segundo jogo das meias-finais colocou frente a frente Austrália e Argentina. Os Wallabies entraram determinados em dominar cedo e, pouco depois do primeiro minuto, já Rob Simmons marcara o primeiro ensaio para os oceânicos. Aos dez minutos era a vez de Ashley-Cooper realizar o seu primeiro toque de meta e deixar a Austrália numa posição cada vez mais confortável. A Argentina, com muito menos experiência a este nível de competição, entrava nervosa em jogo, o que se traduzia numa evidente falta de capacidade de resposta. Os Wallabies impunham o seu ritmo de jogo e dominavam todas as ocorrências, gerindo a partida a seu bel-prazer; para isso foram absolutamente instrumentais dois homens:

Michael Hooper e David Pocock, ambos em grande forma na liderança do pack avançado. Antes do intervalo, tempo para novo ensaio de Ashley-Cooper, e a selecção australiana saía para o intervalo com dez pontos de avanço sobre a Argentina, 19-9, que apenas tinha conseguido pontuar através de três penalidades exemplarmente convertidas por Nicolás Sánchez. Na segunda metade os Pumas regressaram do balneário determinados a inverter o resultado, e os primeiros 30 minutos foram disputados em alta intensidade, um verdadeiro regalo para os amantes da modalidade.

Mas foram os homens de Michael Cheika a ampliar a vantagem, através de um pontapé de Bernard Foley, ao qual Nicólas Sánchez, da mesma forma, responderia minutos depois. Os argentinos conseguiam estancar o ímpeto australiano nesta fase do jogo, mas a equipa adversária nunca baixou os braços e conquistou o ensaio da tranquilidade por Ashley-Cooper – quem mais! -, que completava, assim, o seu hat-trick na partida. 29-15, os Pumas não tiveram capacidade para derrubar a pragmática selecção australiana mas caíram de pé; os Wallabies viram recompensado o seu espectacular desempenho no Mundial com a chegada à final.

O fair-play também foi nota dominante no final do Austrália – Argentina.
O fair-play também foi nota dominante no final do Austrália – Argentina.

Com a final a ser discutida por Nova Zelândia e Austrália, o único prognóstico sensato de anotar é a certeza de um jogo que promete ser disputado minuto a minuto, metro a metro… E que vença a melhor equipa!

Já o jogo de terceiro e quarto lugares será disputado por África do Sul e Argentina. A primeira selecção parte com ligeira vantagem, mas os homens de Daniel Hourcade – que realizaram um torneio de alto nível – não querem deixar escapar a oportunidade de igualar o melhor lugar de sempre num Mundial, conquistado há oito anos, em França. Este será o último fim-de-semana de Campeonato do Mundo, e logo com dois jogos que prometem garra e emoção até ao final!

Imagens retiradas do facebook oficial da competição

Ana Cristina Silvério

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