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Na terceira jornada do Super Rugby Aotearoa, os Blues receberam os Highlanders num jogo que só se decidiu ao minuto 78. Já na ilha sul, os Chiefs confirmaram o seu mau momento de forma, somando a terceira derrota em três jogos.
Em Auckland, os Blues conseguiram vencer muito graças à qualidade do Rugby apresentado nos primeiros quarenta minutos. Beauden Barrett e Otere Black tiveram um papel primordial na manobra ofensiva dos Blues, na medida em que, através dos seus pontapés, conseguiram colocar em constante pressão o trio defensivo dos Landers. O jogo ao pé revelou-se profícuo nos capítulos tático e territorial. Além do mais, o primeiro ensaio de Dalton Papalii resultou de um pontapé raso para o espaço de Otere Black, cuja leitura de jogo do defesa contrário, Scott Gregory, deixou muito a desejar, ao deixar-se pressionar por uma defesa agressiva, levando, assim, a uma perda de bola em cima da sua própria linha de meta.
🔥 Hoskins Sotutu with the try assist!
Watch on @SkySportNZ to see if @BluesRugbyTeam can stay on top at Eden Park.#BLUvHIG pic.twitter.com/cBVjkqibb7
— Super Rugby (@SuperRugbyNZ) June 27, 2020
Aliada a esta qualidade no jogo ao pé, esteve a imprevisibilidade de Caleb Clarke nas suas linhas de corrida. O jovem três quartos ponta, que antes do jogo soube do falecimento de um familiar, esteve em grande plano no Eden Park, ao marcar um ensaio e ao assistir Rieko Ioane poucos minutos depois, após dinamizar um excelente contra-ataque.
Com uma desvantagem de 22-10 ao intervalo, os Highlanders apresentaram, na segunda parte, um jogo que assentou num maior aproveitamento da largura e da profundidade do terreno de jogo, contrastando com o infrutífero jogo ao pé dos 40’ iniciais. No pack avançado, houve um maior aproveitamento da bola, com a criação de mais fases de jogo e maior paciência no processo atacante. Foi assim que os Highlanders conseguiram passar para a frente do marcador, com os ensaios de Mitch Hunt e de Shannon Frizell.
Três minutos depois, Dalton Papalii marcou o seu segundo ensaio no jogo, colocando, novamente, os Blues no comando do marcador, por 27-24. Desde então, os Highlanders tiveram várias possibilidades de igualar o marcador e de levar o jogo para o golden point, mas Mitch Hunt acabou por falhar um pontapé frontal a cerca de 40 metros dos postes e, numa penalidade bem dentro dos 22 metros dos Blues, Ash Dixon escolheu o alinhamento em vez do pontapé aos postes. Posteriormente, os Highanders apostaram no maul, tendo a defesa adversária garantido o turnover e, consequentemente, a vitória pelos mesmos 27-24.
Hoskins Sotutu…is there anything you can’t do?
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— Super Rugby (@SuperRugbyNZ) June 27, 2020
Os Blues garantem, assim, uma vitória sofrida, sendo esta a sétima consecutiva. Os Highlanders, por sua vez, mostraram caráter e personalidade na sua exibição, mas as decisões tomadas em fases cruciais do jogo nada mais deixaram do que um ponto bónus defensivo.
Já do outro lado do país, numa típica tarde de inverno, os Crusaders venceram os Chiefs, que continuam sem qualquer resultado positivo nesta competição.
À semelhança do que se tem passado com a franquia de Hamilton nos jogos anteriores, as perdas de bola continuam a ser muitas, seja no contacto, seja nas fases estáticas. Nesta partida, os homens de Warren Gatland concederam 15 recuperações de bola ao adversário. Além disto, os Chiefs não conseguiram ser pragmáticos, ao contrário do seu adversário, que conseguiu tirar partido das visitas à área de 22 metros adversária.
Apesar da dinâmica de jogo impressa pela velocidade dos rucks dos Chiefs, foram os Crusaders a chegar primeiro à área de validação adversária. Sevu Reece levou a melhor sobre Damian McKenzie numa bola alta, ficando, deste modo, numa situação de superioridade numérica que resultou no ensaio de Will Jordan, após um belo offload do ponta natural das ilhas Fiji.
The take, the offload from Sevu Reece & the gas from Will Jordan. Just wow.
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— Super Rugby (@SuperRugbyNZ) June 28, 2020
A equipa da casa ia tendo menos bola, mas a eficiência na utilização da mesma era maior que a dos Chiefs. Como tal, após um passe falhado de Aaron Cruden, que acabou para lá da linha de bola morta, Sevu Reece, através de um alinhamento rápido, descobriu Will Jordan, que viu o caminho aberto para somar mais cinco pontos. Nota para o entendimento entre os jogadores que protagonizaram os dois ensaios da equipa da casa e que souberam aproveitar a desatenção da defesa contrária.
👀 You snooze, you lose.
Will Jordan punishing the @ChiefsRugby in Christchurch at the moment.
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— Super Rugby (@SuperRugbyNZ) June 28, 2020
Os Chiefs ainda conseguiram reabrir a discussão do resultado, por meio de um ensaio de Sean Wainui e de uma penalidade de Damian McKenzie, mas, mesmo assim, a escassos minutos do fim, Sowakula fez um adiantado em plenos 22 metros contrários, garantindo, desta forma, a segunda vitória dos Crusaders em tantos jogos.
Apesar da desvantagem em termos territoriais e de posse, os Crusaders conseguiram os quatro pontos, numa vitória por 18-13. De notar que a equipa de Scott Robertson não perde um jogo no Orangetheory Stadium desde 2016. Na prova segue invencível, a par dos Blues.
A nível individual, creio que Caleb Clarke e Will Jordan são os melhores jogadores da semana. Não posso deixar de realçar mais uma excelente exibição do número oito dos Highlanders, Marino Mikaele Tu’u. Mostrou-se muito forte no processo ofensivo, com uma capacidade de transporte de bola acima da média, e recuperou duas bolas no breakdown.
De destacar ainda que o capítulo disciplinar está a evoluir. O número de penalidades tem sofrido uma redução considerável, levando, assim, a uma maior fluidez de jogo.
Foto de Capa: Super Rugby NZ
Artigo revisto por Joana Mendes











