Na terceira jornada do Super Rugby Aotearoa, os Blues receberam os Highlanders num jogo que só se decidiu ao minuto 78. Já na ilha sul, os Chiefs confirmaram o seu mau momento de forma, somando a terceira derrota em três jogos.

Em Auckland, os Blues conseguiram vencer muito graças à qualidade do Rugby apresentado nos primeiros quarenta minutos. Beauden Barrett e Otere Black tiveram um papel primordial na manobra ofensiva dos Blues, na medida em que, através dos seus pontapés, conseguiram colocar em constante pressão o trio defensivo dos Landers. O jogo ao pé revelou-se profícuo nos capítulos tático e territorial. Além do mais, o primeiro ensaio de Dalton Papalii resultou de um pontapé raso para o espaço de Otere Black, cuja leitura de jogo do defesa contrário, Scott Gregory, deixou muito a desejar, ao deixar-se pressionar por uma defesa agressiva, levando, assim, a uma perda de bola em cima da sua própria linha de meta.

Aliada a esta qualidade no jogo ao pé, esteve a imprevisibilidade de Caleb Clarke nas suas linhas de corrida. O jovem três quartos ponta, que antes do jogo soube do falecimento de um familiar, esteve em grande plano no Eden Park, ao marcar um ensaio e ao assistir Rieko Ioane poucos minutos depois, após dinamizar um excelente contra-ataque.

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Com uma desvantagem de 22-10 ao intervalo, os Highlanders apresentaram, na segunda parte, um jogo que assentou num maior aproveitamento da largura e da profundidade do terreno de jogo, contrastando com o infrutífero jogo ao pé dos 40’ iniciais. No pack avançado, houve um maior aproveitamento da bola, com a criação de mais fases de jogo e maior paciência no processo atacante. Foi assim que os Highlanders conseguiram passar para a frente do marcador, com os ensaios de Mitch Hunt e de Shannon Frizell.

Três minutos depois, Dalton Papalii marcou o seu segundo ensaio no jogo, colocando, novamente, os Blues no comando do marcador, por 27-24. Desde então, os Highlanders tiveram várias possibilidades de igualar o marcador e de levar o jogo para o golden point, mas Mitch Hunt acabou por falhar um pontapé frontal a cerca de 40 metros dos postes e, numa penalidade bem dentro dos 22 metros dos Blues, Ash Dixon escolheu o alinhamento em vez do pontapé aos postes. Posteriormente, os Highanders apostaram no maul, tendo a defesa adversária garantido o turnover e, consequentemente, a vitória pelos mesmos 27-24.

Os Blues garantem, assim, uma vitória sofrida, sendo esta a sétima consecutiva. Os Highlanders, por sua vez, mostraram caráter e personalidade na sua exibição, mas as decisões tomadas em fases cruciais do jogo nada mais deixaram do que um ponto bónus defensivo.