Jogadores que Admiro #83 – Ronnie O’Sullivan

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Cabeçalho modalidadesAristóteles, filósofo que viveu na Grécia entre 384 a.C. e 322 a.C., defendia que: “Não existem grandes génios sem uma pitada de loucura”.

Mais de 2000 anos depois da existência deste filósofo, em 1975, nascia no Reino Unido um homem que seria a perfeita personificação dessa ideia defendida por Aristóteles. Falamos de Ronnie O’Sullivan, uma figura incontornável da história do Snooker.

Foram inúmeros os problemas que Ronnie teve ao longo da sua vida e, consequentemente, da sua carreira. Quando tinha apenas 17 anos, viu o seu pai ser preso por ter morto um homem numa rixa num Pub, o que lhe valeu uma pena de 18 anos e, apenas dois anos mais tarde, a sua mãe ser condenada por um ano e sete meses por fuga aos impostos.

Ao longo da sua carreira, exilou-se da modalidade durante largos períodos, estando ausente de competições importantes por não se sentir motivado e teve fases em que sucumbiu às drogas, ao álcool e à depressão, tendo ameaçado por diversas vezes deixar o Snooker.

A sua ausência mais mediática ocorreu entre 2012 e 2013 e representa, provavelmente, uma das maiores provas da superioridade que Ronnie tem perante toda a concorrência.

Algum tempo após a vitória por 18-11 na final do campeonato do mundo de 2012 frente a Ali Carter, que lhe valeu o 4º título de campeão do mundo, Ronnie anunciou que ia deixar o Snooker por tempo indeterminado por questões pessoais. Durante esse período, o astro do Snooker comprou uma quinta e afastou-se de qualquer tipo de relação com a modalidade, chegou mesmo a anunciar que não sentia falta do Snooker e que não sabia se alguma vez regressaria à competição. Após alguma pressão por parte da organização e dos patrocinadores para terem a maior figura da modalidade no campeonato do mundo de 2013, Ronnie cedeu e voltou para defender o título mundial conquistado no ano anterior e surpreendeu toda a gente quando, apesar de ter estado de fora durante um ano, bateu com relativa facilidade toda a concorrência que treinou e competiu durante esse ano, vencendo a final frente a Barry Hawkins por 18-12.

Esta vitória frente a Hawkins valeu a Ronnie o quinto título de campeão do mundo, que aliados aos cinco títulos do UK Championship e aos sete Masters conquistados, fazem de O’Sullivan um dos jogadores mais titulados da modalidade.

Ronnie O’Sullivan e o seu 7.º Master, conquistado em 2017 Fonte: Facebook Oficial de Ronnie O’Sullivan
Ronnie O’Sullivan e o seu sétimo Master, conquistado em 2017
Fonte: Ronnie O’Sullivan

No entanto, apesar de, em última instância, o barómetro de sucesso de um atleta em qualquer modalidade serem os títulos conquistados, o contributo de Ronnie O’Sullivan para a sua modalidade vai muito para além disso.

Ronnie é o jogador mais popular do Snooker e a modalidade bem lhe pode agradecer pela crescente projecção nos últimos anos. E Ronnie não se destaca apenas pelos títulos ganhos.

Ronnie destaca-se por ser ambidestro (chegou a ser acusado de utilizar esta característica para humilhar os adversários), pelo seu estilo de jogo entusiasmante, tacada rápida e pela sua capacidade de leitura de jogo estonteante. Não existe nenhum jogador do circuito mundial que se aproxime da velocidade de raciocínio e execução de Ronnie. A maior prova disto é o registo do 147 (pontuação máxima do Snooker) mais rápido da história, conseguido em apenas cinco minutos e 20 segundos, que muitos consideram ser praticamente impossível de bater, uma vez que ninguém se aproximou deste registo.

Diogo Reganha
Diogo Reganhahttp://www.bolanarede.pt
Presença assídua nos jogos de futebol do clube da sua terra (Lourinhanense) e do clube do seu coração (Benfica), o Diogo é um fã de desporto em geral. Defensor de discussões construtivas em que o resultado final seja todos os envolvidos aumentarem os seus conhecimentos sobre o tema abordado, sem que existam ofensas ou discriminações por qualquer tipo de opinião.                                                                                                                                                 O Diogo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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